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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Os gatinhos

Maria Araújo, 05.06.18

fizeram dois meses, estão enormes, continuam fechados na cave à espera que os venham buscar( um macho vai para uma família de Lisboa), não param de brincar,  ninguém os apanha junto da mãe, fogem, descobriram que ali  há muito para desfrutar.

Um dia da semana passada, fui buscar a gata para levar à veterinária, não os via.

Procurei-os, chamei-os, nemhum sinal, até que,quando estou para sair com a gata, do lado de fora há uma janela junto às escadas, vejo os três aconchegados a dormir em cima de um roupeiro.

Bati no vidro, levantaram-se assustados, voltei à arrecadação, e apanhei-os assim...

 

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 Urge sairem daqui.

Não havendo resposta aos meus e-mails, procuro outras famílias que os.adoptem.

 

 

trovoada, um espectáculo!

Maria Araújo, 02.06.18

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Na minha adolescência, de férias  com a família, na praia, no mês de Agosto, vi pela primeira vez, em várias frentes,  um espectáculo de relâmpagos que caíam no mar.

O meu irmão mais velho tinha pavor ao vento forte, mas gostava da beleza da trovoada, fomos  para o grande quintal da casa da praia ver este belo espectáculo que ia aumentando de instensidade ao mesmo tempo que as nuvens ficavam mais carregadas e a escuridão aumentava também, até que me apercebo que estava demasiado "em cima" de nós, os estrondos assustavam-me, fugi para dentro de casa, os outros ficaram. "Não há que temer, as faíscas caem no mar", diziam.

Desde então nunca mais vi nada idêntico...até ontem.

Não tenho medo de mais da trovoada quando estou dentro de casa, mas fora, depende do lugar onde me encontro.

Fui ao funeral de um colega numa aldeia do concelho da Póvoa de Lanhoso.  À saída de Braga, para  Este, as nuvens escuras e carregadas anunciavam uma forte carga de água. Saímos à hora marcada, não choveu em todo o percurso até chegarmos à aldeia. 

Outros colegas chegavam, paravam na berma da estrada, desconhecíamos o lugar onde ficava a igreja, era ainda cedo para a cerimónia fúnebre, quando uma forte carga de água nos impediu de sair do carro seguida de uma poderosa faísca e do estrondoso trovão que seria o primeiro de muitos que iríamos apanhar pelo caminho até à igreja.

Depois de perguntarmos onde ela ficava, seguimos debaixo de fortes descargas eléctricas, os raios potentes de luz assustavam-nos, mas ao mesmo tempo estando nós dentro do carro não temíamos. O nosso receio era as  muitas árvores junto da estrada, teríamos de estacionar o carro tanto quanto possível afastado delas.

Num largo perto da igreja, decido estacionar o carro junto a uma paragem de autocarro, quando uma descarga seguida de um forte trovão assustou-nos de mais. Tínhamos pressa de ir para a igreja, ficarmos mais seguras.  Quando já estávamos à porta, fechávamos os guarda-chuvas, no campo em frente à igreja um raio de luz cai mesmo à frente dos nossos olhos, o estrondo foi tal que parecia que tudo caía em cima de nós.

Foi esta a segunda vez na minha vida que apanhei um grande susto e me levou para dentro da igreja, mas antes ainda perguntei a um senhor, que me parecia ser o sacristão, se a igreja tinha pára-raios. A resposta foi que não sabia, entramos, muitos dos nossos colegas ocupavam os bancos, esperavam o corpo que ainda não tinha chegado para a cerimónia fúnebre, sentamo-nos, ficamos mais tranquilas. 

Acalmou um pouco o tempo, mas quando nos pareceu que a trovoada e a chuva teriam ido para outras bandas, não, voltaram os trovões, por  mais algum tempo.

Quando a cerimónia acabou já não tínhamos a chuva e a trovoada.

Fomos à casa de campo da minha amiga. Quando chegamos lembrou-se que deixara no carro ( fui eu que levei  meu) o comando do portão, teríamos de saltá-lo.

Primeiro ela. Pensando que eu não conseguiria saltar (ahahah!),foi buscar o escadote, passou para o lado de fora para eu subir e saltar para o outro lado. 

O sol de final de tarde sorria, estava um ar fresco e perfumado, a relva verde molhada da chuva, não nos impediu de vermos as árvores de fruto ( tudo obra dela) que, disse a M,  à excepção dos quivis e talvez os maracujás, este ano não vão dar nada,  

Adorei ver as poucas  flores da romã e do maracujá. São lindas!

 

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coisas do meu dia

Maria Araújo, 01.06.18

Sinal vermelho para os peões, vejo a vizinha do R/C da casa do lado, onde há as obras, que falei aqui, que com a pressa que estava quase atravessava a passadeira.

Parou a meu lado, falei-lhe nas obras.

Diz que está cansada do barulho, até que, propositadamente, perguntei se ouvia os berros do meu vizinho.

Esta vizinha vive há cerca de dois anos aqui, desconhece as loucuras do meu vizinho, quando lhe perguntei se a incomodava os insultos e os gritos dele, sai-se com esta, que me fez dar umas gargalhadas:

" De facto ouvia berros e insultos quando o homem usava a broca, mas pensei que fosse ele que os proferisse". Comentava "o homem é louco? berra sempre que usa a broca?!" " Então é o seu vizinho! Ele tem mesmo ar de louco!"
"Se imaginasse o que passamos há uns anos com este homem" , comentei

E ela seguiu porque estava com pressa, ficou a conversa por aqui.

No caminho para casa, ria-me: " e esta hein?!, pensar que o homem berrava e insultava a broca quando a punha a funcionar, ahahah!"

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