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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

banalidades

Maria Araújo, 17.01.18

Gosto de carne vermelha numa feijoada, num cozido à portuguesa, numa jardineira. Gosto de uma boa picanha, de uma boa costeleta de vitela, mas há anos que corto à carne. Dou prioridade às carnes brancas, mas saturo-me de as comer. O peixe predomina nas minhas refeições.

Numa bancada de especiarias da Feira Romana, do ano passado, comprei quinoa e chia. Esta uso nos meus pequeno-almoços, a outra, porque ainda não tivera vontade de a cozinhar, estava guardada no armário.

Há algum tempo que não comia verduras, ontem, fui ao mercado municipal para as comprar.

Pela primeira vez vi cogumelos,à venda. Lembrei-me da quinoa, seria interessante cozinhá-la com  cogumelos. E comprei.

Hoje, foi o dia de cozinhar a quinoa. 

Estava a preparar os ingredientes, quando peguei nos cogumelos, lembrei-me de uma vendedora, a quem comprei alhos, que vendo os cogumelos, comentou: " o meu filho adora cogumelos, mas eu tenho medo. Não confio. Sabe-se lá de que tronco eles vêm!" .

Fiquei de pé atrás, indecisa. Sempre que me vinha a pergunta à mente:"será que são de confiança? ", e pegava neles , olhava-os ao pormenor. Já os via muito escuros, imaginava a sujidade do lugar,  pensava que seriam venenosos...

Lavei-os, tirei-lhes a cutícula e quando vou para os cortar em lâminas, voltou a pergunta:"Serão de confiança? Ponho, não ponho?" , até que: " Não!  Tenho receio, não arrisco!" 

Teria comprado cerca de meio quilo. Pego no saco e ponho-o no lixo. Custou-me pensar no desperdício.

Depois de lavada, foi a cozer. Entretanto, preparei  um refogado de cebola, juntei os espinafres, a courgette, a cenoura raspada. Dexei-os cozinhar. Fui mexendo. Juntei a quinoa cozida, misturei tudo. Por fim, acrescentei as nozes e os pinhões.

Aqui está o almoço de hoje.

São raras as refeições vegan que tenho e normamente são fora de casa. E gosto. Então, prometi (???)  a mim mesma que farei duas refeições vegan por semana. 

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coisas do meu dia

Maria Araújo, 16.01.18

Terça-feira, o dia que não vou ao ginásio, fui de manhã cedo tirar sangue para análise ao colesterol ( interrompi a medicação há 2 meses) porque se  aumentou mais que o do exame anterior, volto à medicação.

Precisava de fruta e legumes, fui ao mercado municipal. Estava fraco, poucas vendedoras, comprei verduras, que estavam a fazer falta, que, à excepção da sopa, não como há bastantes dias.

Aproveitei estar de carro, fui meter gasolina ( caaaaaaaara!) e fui na direcção do Ikea para fazer uma troca de um tacho que comprara a semana passada, e comprar uma base de candeeiro de mesa de cabeceira para o meu quarto.

Comprara, também, nos saldos um abat-jour para substituir um que já está velho, sem cor, pensara em trocar, também, mas desisti, iria experimentar com a base nova.

No parque de estacionamento, surge um chico esperto que, para cortar o caminho para a saída, entrou na via com sentido proíbido, quase batíamos de frente.

Feita a devolução do tacho, fui procurar o que queria, mas já não havia em separado. Tinha de comprar o conjunto, que não me interessava, dirigi-me à secção de iluminação.

Escolhi a base, o abat jour já não estava em saldo, paguei, fui ao restaurante para almoçar, o menu não me agradou, voltei ao carro.

Estava a sair do estacionamento, verifiquei que ao meu lado direito uma jovem saía de marcha atrás, dei-lhe prioridade... Mas fez exactamente o mesmo que o anterior chico esperto fez comigo. Não seguiu a seta, foi em sentido contrário. 

Não sei o que leva estas pessoas cortarem o percurso transgredindo as regras, neste caso, no parque de estacionamento. Faz-me cá confusão e por isso, desculpem-me ser mazinha, comento para os meus botões " que pena não aparecer alguém e bater..."

Cheguei a casa, montei o pé, coloquei o abat jour que comprara nos saldos, liguei e: "Oh, que bem que fica! Vou comprar igual para a outra mesinha. Por que não comprei dois abat jours nos saldos? O candeeiro completo ficou por 23 euros, vou pagar pelo que vou comprar, 33 euros", comentei.

Com um dia nublado e triste, a tarde foi por casa a arrumar as gavetas das novas mesas de cabeceira que mandei fazer antes do Natal.

Comprei várias caixas de arrumação para bijuteria onde guardei pulseiras, colares e brincos que não uso, ou só uso no verão.

 

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fui ao cinema

Maria Araújo, 15.01.18

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optei por ver este filme, ganhador de quatro globos de ouro, um filme que toca todos os problemas da sociedade americana: racismo, violência, violação, preconceito, relações familiares problemáticas, igreja do lado do mais forte, a polícia, que por sua vez abusa do poder que tem, desrespeitando o cidadão e as suas própias leis.

Saí de lá com a sensação que ficou mais qualquer coisa por saber, pela forma inesperada como acabou "Temos o dia todo para pensar nisso". E o espectador também.

 

Foto da Semana # 2

Maria Araújo, 14.01.18

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Esta semana, escolhi a Estação de São Bento dos turistas cá de dentro e dos de fora que fotografam os painéis de azulejos com histórias de  batalhas, de vida campestre, dos transportes, a estação do corre corre de quem chega e parte para os seus destinos.

Foi a primeira vez que à noite, no último comboio urbano de fim de semana, saí desta bela estação com destino à minha cidade.

Fica a beleza de uma estação calma, de sábado.

 

um jantar

Maria Araújo, 13.01.18

de arroz de pito que estava óptimo, comeu-se bem,  bebeu-se melhor.

O casal tinha feito uma bebida que me trouxe à memória  a receita de vinho tinto verde com maçã assada, que a minha mãe fazia há muitos anos, e eu esquecera.

A receita da minha amiga consta em assar a maçã com vinho do Porto e um pouco de açúcar que depois de assada, desfaz em pedaços e põe na caneca, na lindíssima caneca cá do Minho, com o vinho tinto, e vão mexendo.

A versão da minha mãe era, assar a maçã,com açúcar, que depois ia inteira e quente para a caneca com o vinho.

Bebi desta bebida, soube-me bem, mas só consegui beber meio copo.

A sobremesa constou de: mousse de chocolate, especialidade de uma das nossas amigas; um delicioso bolo de laranja, da dona da casa; um bolo de Vizela que a minha irmã trouxe na passagem pela famosa pastelaria do bolinhol.

Conversa, boa disposição, mais recordações das nossas viagens à noite para Viana, nos anos 90.

Uma noite agradável, que deverá ser repetida, de quando em vez, porque são este momentos que unem os amigos que se querem.

Hoje, vou para o Porto visitar a Sofia (que muito estuda).

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