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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

26.02.17

Semana 8 - Desafio 365 Fotos

Maria Araújo

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Oitava semana do desafio da nossa querida Mula. 

O tempo esteve a favor, muito sol, boa disposição, passeio e Carnaval.

 

Foto 1 - No provador de loja Benetton: « Os humanos gostam de olhar para si próprio, vê? Você é um humano, está a olhar para si próprio».

 

Foto 2 - Terça-feira , passei junto à capela de São Bento. Da rua estreita com várias casas que precisam de obras, esta mereceu uma fotografia.

 

Foto 3 - Quarta-feira, dia do meu aniverário, fomos para o Porto, almoçamos um bela pizza braseola.

 

Foto 4 - O primeiro livro do 2º desafio de leitura da MJ, que me roubou algumas horas de sono, dispus-me a ler os 5 capítulos finais no final de tarde de sexta-feira. Uma história que capta o leitor.

 

Foto 5 - Barcelos, uma cidade pequena, mas bela. 

 

Foto 6 - A máscara de Carnaval oferecida pela minha amiga luso-brasileira, Lia.

 

Foto 7 - Hoje, um passeio matinal pela cidade. No túnel do Campo da Vinha, lembrei-me da foto que andava para tirar há algum tempo.

 

 

 Bom Carnaval.

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25.02.17

um passeio por Barcelos

Maria Araújo

O dia estava agradável e antes que a chuva regresse, fui até Barcelos, cidade que não visitava há cerca de 4 anos.

Havia, ou houve, festa.  No campo da feira viam-se as pistas de carros de diversão, as bancadas de enchidos e produtos da região.

Uma volta pelo Centro Histórico, acabámos numa pastelaria onde se via ao balcão um tabuleiro que tinha um papel por cima de alguma coisa que presumi ser  um doce. Ao lado deste, dois púcaros de barro tampados, fizeram-me pensar que seria arroz ou papas de sarrabulho, embora estivéssemos numa pastelaria.

Pedimos chá. Perguntei o que tinha no tabuleiro.

«Sonhos», respondeu «Não gosta de sonhar?».

E pedi um sonho.

Veio para a mesa polvilhado de açúcar e canela. Abri-o. Tinha um recheio de creme de ovos pouco doce. 

Muito bom.

Durante o lanche, enquanto conversávamos, vi que à medida que as pessoas compravam sonhos, eram metidos ora num púcaro, ora no outro. Um continha a mistura de canela com açúcar e o outro, um molho.

Ainda pensei comprar para trazer para casa, mas o cuidado que tenho com o açúcar, fez-me desistir.

No regresso, vimo-nos em pulgas para encontrar a saída para Braga. Passara pela mesma situção há anos, mas nessa altura era início do outono, já noite, foi mais complicado.

As placas de sinalização que indicam as saídas da cidade são minúsculas e pouco visíveis. E quando subi uma estrada junto a um hipermercado e no topo desta deparei-me com uma rotunda e Braga não aparecia na placa de sinalização, a coisa complicou-se por segundos.

Barcelos é encantadora.

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24.02.17

os exageros da moda primavera-verão 2017

Maria Araújo

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No Natal passado, no sorteio de prendas que fizemos,  calhou-me oferecer à minha irmã.

Ofereci-lhe uma blusa branca com folhos, que adorou.

A blusa é gira, fica-lhe bem, mas tem um inconveniente, pelo menos para mim: os punhos  também têm folhos.

Ora uma pessoa vai a um jantar, super bem vestida, e tal, mas na hora de se sentar à mesa e ter de levar o garfo à boca, os folhos são um autêntico estorvo.

No dia do meu aniversário, a minha irmã vestia uma blusa, que não a que lhe ofereci, cheias de folhos pelo mangas abaixo até aos punhos e mais uma vez reparei que ela tinha de puxar as mangas para cima para poder jantar à vontade.

As blusas da colecção de primavera-verão deste ano têm folhos até dizer : chega!

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Há muito que não entro nas lojas Zara e H&M. As minhas  pernas levam-me à Massimo Dutti.

Mas andei pela loja online da Zara e encontrei peças ridículas, feias, e as tais blusas de folhos.

Eu gosto de folhos, mas tudo o que passe do exagero, não!  Não gasto um cêntimo neste tipo de peças.

 

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Não acredito que uma mulher fique bem vestida ou se sinta elegante neste tipo de vestuário.

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 Mas há-as muito mais feias e deselegantes.  Aqui.

 

 

23.02.17

pelo Porto

Maria Araújo

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O aniversário foi passear pelo Porto.

Fomos de comboio, chegamos a São Bento por volta do meio-dia.

Subimos os Clérigos, passamos os pasteis de bacalhau que, àquela hora, na esplanada, os estrangeiros já se deliciavam a comê-los . 

Adoro pasteis de bacalhau, tenho de (com) provar se estes dois sabores, queijo da serra com bacalhau, combinam.

Seguimos na direcção do jardim do Palácio de Cristal.

Este precisa de obras, está degradado, mas os jardins são agradáveis. Um espaço de lazer no centro da cidade, o Porto soube aproveitar o melhor da natureza para oferecer aos seus cidadãos. 

Era hora de almoçar. Metemos por umas ruas opostas à entrada dos jardins, a Sofia dizia que devíamos caminhar no sentido contrário, eu dizia que  aquelas ruas levar-nos-iam à Ribeira.

Estávamos perto do rio, sim, mas andamos cerca de 20 minutos até chegarmos ao cais da Ribeira.

Tínhamos fome eu não levantara dinheiro. Queria um restaurante com multibanco.

E chegamos ao TRAM,  o restaurante com pratos mediterrâncos, o lugar ideal para Sofia, que adora pizza.

Com uma esplanada agradável para almoçarmos fora, pedimos a ementa para vermos se nos agradava.

Decidimos ficar por aqui.

Pedimos uma pizza braseola e uma salada de tomate com azeitonas e queijo feta.

A pizza era grande, estava muito bem confeccionada. 

O atendimento não foi muito simpático. Mas quando a pizza veio para a mesa e o empregado percebeu que íamos partilhá-la, sugeriu cortá-la em duas partes e trazê-la em dois pratos.

A sobrema ficaria para mais tarde. Viara no Instagram da Mula um gelado que me pareceu delicioso, no Amorino, em Santa Catarina. Como é óbvio, mostrei a foto à Sofia que  respondeu logo que sim.

O pagamento é feito ao pequeno balcão que tem na entrada do restaurante, fez com que me esquecesse de deixar gorjeta.

Um ponto negativo deste restaurante muito bem frequentado por estrangeiros: as casas de banho ficam na cave, precisam de serviço manutenção frequente.

Fomos em direcção à Ponte D. Luís, queríamos atravessá-la, subiríamos de teleférico. Mas a Sofia não quis, tiramos uma fotografias, regressámos à Ribeira, subimos em direcção à Rua da Flores. 

O ambiente na Ribeira estava fantástico.

A polícia vigiava aquela zona, lembrei-me que o Porto jogava com a Juventus, para a Liga dos Campeões.

Esplanadas cheias, vinhos e comida nas mesas. Portuenses adeptos conviviam com os italianos da Juventus.

A Sofia queria ir à loja de animes, passamos na Batalha. Seguimos para a gelataria Amorino, na  Rua de Santa Catarina.

Eu não quis gelado. Tinha almoçado bem, não conseguia comer mais nada.

Ela comprou um gelado de vários sabores ( 4 euros?). Seguimos para São Bento.

No caminho,  parámos em duas  das suas lojas favoritas: de armas e de instrumentos musicais.

O dono da loja de armas estava fascinado com as perguntas que ela fazia sobre armas e o que fazer para aprender a manejar uma arma.

E ele dizia: " mas não tens 18 anos, a tua mãe não deixa",  e olhava para mim.

"Tenho 18 já vou a caminho dos 19" - respondeu.

Perante o interesse dela para aprender a manejar uma arma, deu-lhe dicas para se inscrever num clube de tiro.

Regressámos a casa. À noite fomos jantar.

Fomos ao Tasco Dom Ferreira. Uma comida caseira, um ambiente agradável.

As entradas eram variadas e saborosas, sobretudo as pataniscas e a bola de carne.

Pedi que nos desse uma sugestão sobre as quantidades a virem para a mesa.

Trouxe três meias doses: de bacahau à Braga, arroz de pato e arroz de vitela.

Veio para a mesa uma posta grande de bacalhau com batastas. Partilharam-no.

O arroz malandro de vitela com ervilhas de quebrar estava delicioso. O de pato não ficava atrás.

Comemos bem.

Sobrou arroz de pato e vitela.

E a Sofia, com a mãe envergonhada pela pergunta que fez ao dono do restaurante, se podia levar o que sobrara para casa, e ele respondeu que sim, foi o mote para uma conversa sobre hábitos que aqui na família não tinhamos, mas os filhos educaram-na: guardar a comida que sobra.

A minha mãe não guardava as sobras de arroz malandro e massa.  Dava à empregada ou ficavam para alimento dos porcos que na altura criávamos no terreno que ficava junto à empresa do meu pai. 

Depois de casar, a minha irmã fazia o mesmo em casa. Até ao momento que os filhos cresceram e passaram a dizer à mãe: " Vais deitar o arroz ao lixo? Nem penses!  Guarda-o que eu como."

E foi, também, com eles, os meus sobrinhos, que aprendi a guardar o arroz ( à excepção do arroz de sangue do frango) e a massa que sobram. E sabe-me bem, oh, se sabem!

Cantamos os parabéns, sem bolo, e regressamos a casa.

Dia de trabalho, não se nos pôs a hipótese de bebermos um copo num qualquer bar da cidade.

 

 

 

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