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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

a primeira longa caminhada

Maria Araújo, 22.01.17

Não sou pessoa de estar horas no sofá a dormir, a ver TV,  ou até a ler.

Depois de caminhar  cerca de 30 km entre Braga (centro) e Trofa, pela N14, o meu corpo quer sofá e cadeira.

Combináramos repetir esta experiência, mas desta vez, viajaríamos de comboio.

Ora, no início deste mês, a amiga C lançou o repto de fazermos o percurso  a pé. Duas colegas suas fazem-no todos os anos, seria um desafio interessante fazermos também.

Quando a N ligou-me  a dizer as suas intenções, comentei que não, que estava fora de questão fazer Fátima a pé.Conheço o meu corpo, os meus limites, não contassem comigo para isso.

Depois de me convencer a fazer a primeira experiência, aceitei, mas fui determinada em dizer que dificilmente irei na peregrinação a Fátima.

O objectivo é fazermos, durante vários sábados, uma distância  de 30 a 50 km até completarmos os 245km que leva a caminhar entre Braga e Fátima e, na semana das comemorações, fazermos este percurso a pé.

Ora, a semana passada, tive o telefonema da N a confirmar que faríamos Braga/Trofa.

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Aceitei o desafio. Primeiro pela companhia, depois por que como caminhante de estrada ( que me faz uma confusão enorme, enquanto condutora), seria um teste, também, à minha resistência.

Antes de lançar-me na aventura, li  na net alguns testemunhos sobre caminhadas e caminhantes, o que vestir e calçar, como proceder durante o percurso.

Fui à Decathlon fazer umas compras.

A conselho da funcionária, que fez algumas recomendações sobre o que é mais conveniente usar, não encontrei palmilhas em silicone com o meu número de calçado, e os calcanhares "não", dissera-me ela. Comprei  dois pares de meias, barras de cereias, água, chocolates.

À noite, preparei tudo. Antes de dormir, massajei os pés com vaselina para não ganhar bolhas ( bendita  vaselina e meias).

Sábado às 7 h, estavamos no ponto de encontro. Uma das amigas, a P veio de Vieira do Minho. Era a primeira vez que se metia num desafio destes, também.

Coletes reflectores vestidos, saímos de Braga (centro) em direcção a Celeirós, estrada N14.

Cada uma das iniciadas, e ao seu ritmo, conversa com a, depois com b, por vezes ficávamos para trás, ou uma seguia atrás isolada. As duas veteranas levavam algum avanço, os carros passavam bem junto a nós ( foi aqui que percebi que de facto se anda depressa de mais). Quando um camião  se aproximava, eu parava o mais possível na parte de dentro da berma. Quanto perigo!

Fizemos algumas paragens. Caminhos alternativos junto à estrada, só encontramos um, em Santiago da Cruz, Famalicão. Os poucos passeios que existem, são estreitos, íamos em fila.

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Chegamos a Famalicão por volta das 12h, eu já não aguentava, doía-me a nádega direita, o joelho esquerdo dava sinal de dor. 

A C perguntou-me se queria ficar, apanhava o comboio para Braga. 

Ria-me, ao mesmo tempo que ela dizia que a Trofa não ficava a mais de 6 km.

Eu respondia que seria mais que isso, pelo menos 10km.

Cruzámo-nos com um senhor e perguntou: " O senhor pode dizer-nos se estamos muito longe de Fátima?"

O senhor deu uma gargalhada e respondeu: " Ui, eu nem lhe respondo!"

Mais à frente, perguntou a outro: " Pode dizer-me quantos quilómetros são daqui à Trofa?"

"Cerca de 6 / 7 km", respondeu.

"Acho que não, devem ser mais", comentei com a C.

Cada vez que subia e descia um passeio, a minha perna: "ai!", queixava-me eu.

Eu  que dizia que nem a Famalicão chegava!

Esperávamos almoçar. A N, que fez os caminhos de Santiago, dizia: " Quero sentar-me numa esplanada, quero comer alguma coisa e beber um fino".

As veteranas não nos ouviam, seguiam muito à frente. 

A ideia que tivéramos era de almoçar, recuperarmos as forças e continuar.

Estava a ser duro demais. Tínhamos mais  quilómetros para andar, o  joelho esquerdo queixava-se.

Já na zona industrial de Ribeirão, comentamos que devíamos ter parado para almoçar, recuperar da primeira etapa e depois continuarmos. As outras não diziam nada. À medida que caminhávamos, muitos condutores e ciclistas cruzavam-se, buzinavam e/ou diziam adeus.

As duas caminhavam com muita facilidade, não perdoavam. A C e a P seguiam atrás. Eu, a N e a P2 ficámos para trás.

Passamos a zona industrial de Ribeirão, o fim estava  perto, mas cada passo que dávamos parecia que nunca mais chegávamos à meta.

Pouco antes do início da ponte que liga Ribeirão à Trofa, sentamo-nos num muro, por breves minutos. Nenhuma das outras quatro estavam à nossa vista.

De repente, vejo a N abrir a mochila e tirar de dentro uma joelheira de compressão. E diz-me: " Dói-te o joelho, deixa-me pôr esta joelheira. Alivia a dor que tens na perna." 

Na verdade o joelho estava muito inchado, mal conseguia caminhar.
"Não, obrigada. Como vou eu vestir a joelheira?".

Sem que eu contasse, ajoelhou-se, vestiu-me a joelheira por cima das calças. Ajustou-a.

Uma grande fila de automóveis em direcção à Trofa atravessava a ponte, ouvimos alguém buzinar.

Uma senhora perguntou: " precisam de ajuda?"

Rimo-nos, agradecemos e respondemos que estava tudo bem. Comentou a N : " É isto que eu gosto. A simpatia das pessoas quererem prestar ajuda".

Atravessámos a ponte, encontrámos a placa em granito que nos indica que ali começa o Minho.

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E nós tínhamos acabado de sair do Minho.

Continuámos o caminho, ligámos às nossas companheiras. Estavam mais à frente à nossa espera.

Tinha acabado a nossa primeira experiência. Eram 14:30h.

O que para as veteranas leva 4:30h a percorrer os 35km, levou-nos 7:20h. 

Queríamos almoçar. As veteranas comentaram que tinhamos de encontrar a estação de caminhos de ferro e seguir viagem para Braga, que o comboio era às 15:15h.

Comentei que seria melhor almoçarmos, queríamos beber um fino, tinhamos tempo de chegar a Braga.

A C, que as conhece melhor, falou com elas. Decidiram esperar por nós.

Fomos comer uma sopa e uma sande de carne assada,  bebemos fino. 

E que bem que nos soube aquela refeição ligeira. 

O comboio seguinte era uma hora depois, tínhamos tempo.

À chegada a Braga, o companheiro da C estava à nossa espera.

Tinhamos combinado ir de táxi, uma de nós ia buscar o carro e levaria as outras. Éramos sete.

Quando me  chamaram para entrar no carro, perguntei como era com as duas, as veteranas. A C respondeu-me que a filha da x ia buscá-las. Mesmo assim, chamei-as e disse-lhes adeus.

Não foi simpático da parte delas não se despedirem de nós. Não gostei.

Entendo que demorou-lhes o dobro do tempo a fazer os 35km, mas elas sabiam que o resto do grupo nunca tinha

feito uma caminhada tão extensa.

Antes de regressarmos a casa, fomos ao café beber um panachê, rir um pouco da nossa aventura.

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Quando me dirigia ao carro mal conseguia andar. O meu corpo estava dorido. 

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Cheguei a casa, tomei um banho,comi algo leve e fui para o sofá. Dexei-me ficar. Na cama deixei-me dormir estendida, não conseguia virar-me. Mas dormi bem.
Hoje ainda não estou a cem por cento.

As sms que recebi das três amigas, dizem que adoraram, que foi difícil, que com calma vão pensar na próxima etapa Uma das sms diz:

"Como estão as meninas?
Dói tudo? Pés, pernas, barriga e cabeça?

Sinal que estamos  prontas para a próxima."

A próxima, segundo as veteranas, vai ser Trofa - Santo Ovídio, Vila Nova de Gaia.

Respondi:

" (...) Podes estar pronta para a próxima. Eu desisiti. Não dá, não aguento(...)."

(Mas vai ser um caso a pensar. O convívio entre nós, é bom demais).

 

ainda não experimentei

Maria Araújo, 19.01.17

as sobremesas suecas. 

Vim ao Ikea fazer umas compras, decidi almoçar por aqui.

Indecisa com a sobremesa que queria, estando um homem atrás de mim, dei-lhe a minha vez na fila. Não havia mais ninguém atrás de nós.

Escolhi uma sobremesa sueca.

O homem tinha escolhido a sua, entretanto, vai por trás de mim, troca a sobremesa.

Às tantas, também decido trocar a minha. A funcionária acabara de pôr fatias de toucinho do céu.

O homem volta para o lugar na fila. 

Insatisfeito com o que queria, foram quatro as vezes que ele voltou atrás, trocou as sobremesas, acabou por escolhet uma nata.

Com tanta indecisão, não teve a simpatia, que eu tive,  de me dar a vez.

Fiquei lixada.

Tudo isto para dizer que ainda não experimentei as sobremesa suecas.

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por que se falou de camisas

Maria Araújo, 18.01.17

aqui, costumo encontrar na secção de criança, de algumas marcas, as camisas que gosto.

Nas compras de Natal, procurávamos roupa para um dos sobrinhos, levei a minha irmã mais nova ( prestes a fazer 50 anos) à secção de rapariga.

Vi uma blusa que gostei muito. Ela adorou.

Procuramos tamanho 1,70m.  

Nem a vestiu.

No dia de Natal disse-me ela: " Gostas da camisa que comprei?"

Que bem lhe ficava.

Após o Natal, decidi comprar uma para mim.

Já está lavada e passada para a festa de aniversário da minha mana.

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a Chic' Ana

Maria Araújo, 18.01.17

advertiu,  e por que não vou em modas, faço meus os seus advertimentos.

Vai-se a uma loja para comprar uma camisa simples e,  "basicamente" ( esta palavra virou moda), encontra-se disto:

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E vai continuar nas sweats e camisas na próxima colecção ...

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Nada mais simpes, clássico e elegante, certamente o que ela gosta (espero ter acertado nos seus gostos), como estas que fui buscar ao Pinterest.

 

adoro esta...

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e esta

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