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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Como se não bastasse a inflamação do ouvido que

Maria Araújo, 31.10.12

fez com que toda a medicação fosse alterada, ontem, durante o trabalho senti cólicas fortes.

Aguentei-me.No final da tarde, mais alividada, ainda fui à fisioterapia.

O mais problemático foi depois do jantar. Não me sentia bem. Deitei-me no sofá. Sinto um paladar amargo na garganta.

Um vómito. Mas não saiu.

As dores aumentaram.

Levaram-me ao hospital privado.
Quando mostrei à médica toda a medicação que tomei, e a que estou ainda a tomar, e comentei que desconfiava que as dores eram o resultado das drogas (antibióticos e anti inflamatório), uma bomba, segunda ela,  o resultado, logo que me mandou deitar na cama, foi o vómito.

Mas fiquei mais aliviada.

Na sala de tratamentos foram introduzidos dois sacos com soro.

Melhorei. Algumas dores no fundo da barriga e regresso a casa, pela 1:20h.

Tomei um chá verde (não tenho cidreira). O sono demorou a chegar.

A dor no fundo da barriga passou, e adormeci.

7 horas, levantei-me um pouco débil, ainda.

Fui trabalhar. Correu bem. Sinto-me melhor.

E eu já sabia e sei que os antibióticos não querem nada comigo.

Suspensão de um, desmame de outro.

 

 

 

 

 

 

 

7:30 h da manhã e estava eu...

Maria Araújo, 29.10.12

aqui.

Duas pessoas à minha frente.

Foram chegando, pouco a pouco, mais.

Um senhor contava as suas histórias, com humor. Ainda me ri bastante ( quase esqueci que estive 1:30h à espera que abrissem a porta).

Diz um deles: "O senhor foi emigrante"

"Sim", e acrescentou: "Tenho de levar a vida a rir. Eles (governo) já nos levam tudo e se passarmos a vida a lamentar-nos, tudo perde a sua graça".

9.00H abre-se a porta. O segurança entrega-nos a senha. Sou o nº 102.

Às 9:15h, saí.

Mas o meu assunto não está resolvido, ainda. Falta pagar. É que o processo vai para as "mãos" da doutora e quando ela me ligar para fazer o pagamento, é porque tudo está OK.

E o funcionário não queria aceitar os papeis. Insisti que, por telemóvel, fui informada a entregá-los ao balcão.

E eu também queria uma prova da sua entrega.

Mais uma vez, terei que voltar.

E perdem-se horas, trabalho, e a paciência.

 

 

 

Domingo de outono,

Maria Araújo, 28.10.12

um dia de sol, mas frio.

Roupa lavada e seca, armário com pintura a meio, hobby adiado (caminhada) e aqui estou eu com vontade de sair de casa para um lugar aprazível, descansar a mente e descontrair desta  dorzita no ouvido  que não me deixa em paz.

Toma-se a medicação ( quarta visita ao médico, quarta medicação diferente), o estômago ressente-se.

Amanhã mais uma visita a este lugar (parece-me que , finalmente, vai ficar resolvido, segundo telefonema da jurista).

Tantos aborrecimentos, tanta preocupação, tanta burocracia, tanta coisa que podia ser simples de resolver. Mas não é.

Tenho consciência, à medida que envelheço, que a efemeridade da vida é tão rápida que me  pergunto se vale a pena o esforço que faço e aquilo que prescindo para viver mais em paz.

Dou por mim a pensar que a vida é mais fácil para os chicos espertos. Os outros que paguem a moeda.

E na minha ida às compras de legumes e fruta, deixo aqui uma foto do outono no  meu jardim (fotos do telemóvel).

 

 

 

 

 

 

 

 

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