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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Calorias

Maria Araújo, 16.10.11

Sempre fui uma pessoa regrada com a alimentação. Pratico exercício físico, vou caminhando quando me apetece, não por obrigação, mantenho o peso adequado à minha altura e procuro fazer as minhas refeições em casa.

Mas sinto que preciso de perder mais calorias.

Então decidi inscrever-me numa actividade pós laboral, à noite e ao ar livre.

Exercícios como este alivia o stress, põe as pessoas divertidas, faz-nos esquecer a dureza do dia.


Divirtam-se, vão ao rubro, gritem, extasiem-se e percam as malditas calorias.

 

 

 

 

 

 

 "Oh, God, make me good  but not yet!"

Parque

Maria Araújo, 16.10.11

Hoje de manhã, decidi visitar o novo parque da cidade de Braga, antiga feira popular, que ficou ao abandono durante muitos anos.

Penso que não ia a este parque há mais de 30 anos.

Mesmo na adolescência não ia lá, porque tinha receio. Dizia-se que era mal frequentado.

No dia de São João, decidi ir à capela de São João e verifiquei que já não era aquele o mesmo parque em terra, um pouco desprezado,  onde se fazia antigamente a feira semanal, à terça-feira, e se faz hoje, quando o parque de exposições está ocupado com algum evento.

Um dia destes, passando junto ao parque, verifiquei que estava vedado, para obras.

Sabia que há um projecto para requalificar todo o parque e o monte Picoto. Mas do projecto à obra, o tempo passa e nada se vê.

Muitas vezes, em conversa, referia o parque da cidade do Porto, e as possibilidades de aqui se fazer, bem no centro da cidade, um parque, mais pequeno, é certo, mas um lugar aprazível e sossegado.
E eis que a obra está a andar.

Todo o antigo parque da ponte está em obras. Para se poder entrar no parque da cidade, por enquanto, dever-se-á entrar pela entrada do antigo estádio 1º de Maio e pavilhão do ABC.

E fui. Entrei. E fiquei surpreendida com o que vi.

Limpo, caminhos arranjados, lago limpo com alguns barcos, um restaurante com café e uma bela esplanada, a antiga estufa e, do outro lado, uma casa habitada que me chamou a atenção pelas belas flores na janela.

Dei a minha volta. Pessoas de várias idades passeavam corriam, caminhavam.

Descobri que nas árvores há placas com os seus nomes. Agradou-me.

À medida que dava a volta ao parque, tirava fotos de tudo: do estádio, da cidade ao longe, da antiga piscina( com o recinto alterado), onde recentemente fora a uma das festas do vinil.

Depois, o estádio, também vedado. Mas, por entre a rede, fui tirando umas fotos e recordando os tempos em que fui sócia do Braga e ia ver os jogos, as risadas, os insultos...mas nunca a violência que se vê nos dias de hoje.

Uma manhã bem passada.

Brevemente, o parque da ponte, que vai dar continuidade ao parque da cidade, estará pronto.

As minha caminhadas serão por lá, afastada da via rápida que liga o centro da cidade à rodovia e à via de Lamaçães, onde os caminhantes são muitos mas os carros demais.

Tenho a certeza que este parque vai ser uma mais valia para a cidade e para todos aqueles que querem usufruir de corridas, caminhadas, esplanadas, sol, e tudo aqui, a escassos 500/600 metros de minha casa.

E agora as fotos, como sempre.

 

 

as obras no parque da ponte, junto à avenida

 

 

 

 

as traseiras da capela de São João

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a casa dentro do parque

 

descobri esta pedra em homenagem àquele que dá o nome à minha escola

 

 

 também se goza o sol

 

 

a piscina da nossa infância

 

estádio 1º de Maio

 

 

 

Mais fotos aqui

Quando a apatia nos leva à música

Maria Araújo, 15.10.11

Prometi que ao fim de semana não pegaria no trabalho.

E hoje, salvo a minha aula de hidroginástica, que excepcionalmente custou-me um pouco a fazê-la, sinto uma apatia rara. Não sei se foi pelo exame que fiz ontem, se é da medicação que tenho de tomar durante uns dias.

Depois do almoço, deitei-me. E dormi profundamente, cerca de 1h15.

Levantei-me, lavei a louça e decidi preparar o teste assim como outros trabalhos que preciso adiantar. Mas sem sucesso

A apatia continua.

O Duarte veio cá deixar o computador dele, tomou um café, esteve um pouco na conversa comigo, vimos os dicos de vinil que há anos existem aqui em casa. Até que vejo um clássico de Paco de Lucia e Pedro Iturralde, músico de jazz, em  «Jazz meets The World», no festival  de Berlim, em 3 de Novembro de 1967, «Berlim Jazz Days", um encontro do jazz com o flamenco.

E é neste momento que  escuto esta maravilhosa fusão dos dois estilos.

Onde comprei o disco? Não sei.

Só sei que custou 510 escudos,cerca de 2,60 euros.

E porque gosto de mostrar o que tenho, aqui está a foto da capa.

 

 

 

30 minutos

Maria Araújo, 14.10.11

Hoje fui fazer uma ressonância magnética.
Quando me deitei na cama, a senhora disse: "se não se sentir bem, ou precisar de alguma coisa,  carregue neste botão"

Há muitos anos que não fazia este tipo de exame.

Agora, pôem-nos uns auscultadores para ouvirmos música, ao mesmo tempo que nos avisam de que vamos ouvir uns ruídos fortes do aparelho a funcionar.

Quando a cama entrou no "túnel", fiquei um pouco assustada porque, momentos antes, a técnica dissera que o exame era de 30 minutos.

"30 minutos?! ", perguntei com espanto.

Eu não aguentaria dentro daquela máquina tanto tempo.

E diz ela:"levante a cabeça e olhe para trás".

Vejo então que não estava completamente fechada. Havia ar e espaço.

Um "vento" invadia-me os olhos. Pedi para pôr mais fraco. Mesmo assim, com os auscultadores nos ouvidos, fechei os olhos porque me incomodava esse ar.

A máquina ora parava, ora exercicia as suas funções, mas os diferentes  ruídos não me deixavam entender o que passava na rádio.  Percebi que estava sintonizado na antena 3, ouvia risadas. Ainda ouvi o nome Nuno Markl (e queria rir-me do que se dizia).

Depois, uma ou outra música.

Espero que não haja próxima ressonância e, a haver, que  a música soe mais alto, que o ruído da máquina não se sobreponha e incomode os meus ouvidos.

E, de olhos fechados, com música, com ruídos, o tempo passou.

A tranquilidade superou o receio, quando senti que não estava totalmente fechada naquele "túnel".

Agora, falta esperar os resultados.

Entretanto, e porque a vida é um momento tão infímo, e perante o que ontem não ouvi mas li, acho que vou viver a vida hoje, com mais intensidade.

Sinto-me desanimada, não com a saúde, que esta está bem,  mas com TUDO o resto.

Apetecia-me isto:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PENSAMENTO

Maria Araújo, 13.10.11

Desânimo TOTAL 

 

Até nisto vamos "lerpar".

 

Conversa entre eu e eu:

 

O povo escolheu, o povo se f...

Quem ri por último ri melhor.

Quem?

Aquele senhor que foi estudar para Paris.