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Se pensarmos...

por Maria Araújo, em 25.10.11

 

 

um pouco, este texto tem muito sentido.



"Olá amigos,
 
Desde há algum tempo tenho assistido a um fenómeno que considero preocupante para todos os portugueses e que deve merecer a nossa reflexão...
Refiro-me à crescente implementação do "self-service" em muitos sectores da nossa sociedade. Vejamos: começou nas bombas de gasolina, em que há não muitos anos havia sempre um ou vários senhores(poucas senhoras...) que de forma simpática e cordial, abastecia o nosso carro e a única coisa que tínhamos que fazer era pagar-lhe. Hoje em dia, muito ordeiramente toda a gente sai do carro, abastece e vai pagar ao senhor que recebe o dinheiro. E com isto, milhares de postos de trabalho se perderam em todo o país...muitas famílias terão sofrido com isso...mas o importante é o lucro da Galp e da BP(entre outras...). Mais recentemente, já nem é necessário pagar a um/a senhor/a porque o português, muito ordeiramente, abastece, paga com cartão de crédito e vai todo feliz e contente à sua vidinha...e qualquer dia nem esses/as senhores/as têm emprego, e lá vão mais alguns milhares à vida...mas ninguém parece estar preocupado, talvez as suas famílias(mas como não são as nossas, que se lixe...).
Agora, nos hipermercados também querem pôr-nos a passar os códigos nas suas máquinas e o mais engraçado é que vejo  algumas pessoas(para já não muitas, felizmente) a fazer esse papelinho... lamentável...Quem fica a ganhar é o Jerónimo Martins e o Belmiro de Azevedo, que coitadinhos, mal têm para comer...Preparam-se para mandar mais alguns milhares para casa com esta medida, mas como provavelmente não nos tocará nem à nossa família, que se lixe...
Nas auto-estradas, o mesmo filme, vêm as máquinas e mais uns milhares e respectivas famílias sofrem, mas ninguém está preocupado, não nos tocará....E a coisa repete-se em cinemas, transportes públicos, hospitais, etc...
 
PAREM, POR FAVOR !
 
Por uma vez, vamos colocar-nos no lugar do outro e pensar que ao fazer o que esses senhores endinheirados querem, estamos a colocar em risco milhares de postos de trabalho e quem sabe um dia, nos tocará a vez de ir para casa, porque uma qualquer máquina se mostrou mais eficaz e fez perder menos tempo os clientes sempre atarefados que andam constantemente com pressa para chegar a lado nenhum!
 
Obrigada. Bem hajam."

 

 

 

 

 

 

 

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Humor Português na Europa

por Maria Araújo, em 25.10.11

 

 

 

Um alemão, um francês, um inglês e um português apreciam o quadro de Adão e Eva no Paraíso.

O alemão comenta:

- Olhem que perfeição de corpos:
Ela, esbelta e espigada;
Ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados.
Devem ser alemães.


Imediatamente, o francês contesta :
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende das figuras:
Ela, tão feminina,
Ele, tão masculino,
Sabem que em breve chegará a tentação.
Devem ser franceses.


Movendo negativamente a cabeça o inglês comenta :
- Que nada! Notem a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto.
Só podem ser ingleses.



Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa,
o português declara
:
- Não concordo. Olhem bem:
não têm roupa,
não têm sapatos,
não têm casa,
estão na merda,
Só têm uma única maçã para comer.
Mas não protestam ,
só pensam em sexo, e pior,
acreditam que estão no Paraíso .
Só podem ser portugueses

 

 

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Com humor se leva a vida

por Maria Araújo, em 24.10.11

 

Assunto: Abolição de Feriados

 

 

Valha-nos o "bom humor"!

 

 

O primeiro feriado a ser anulado deve ser o 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas!
Depois o 1 de Maio, uma vez que estamos praticamente com a maioria dos trabalhadores no desemprego!
O 25 de Abril deve ser só considerado tolerância de ponto entre as 00H00 e as 6H00 da manhã!
O 10 de Junho deve ser eliminado, uma vez que quem manda nisto é a troika!
Contudo, devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos.

 

 

 

Vamos respeitar alguns feriados importantes, ok?

 

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O vídeo

por Maria Araújo, em 23.10.11

Conheci neste vídeo a jovem que estuda mandarim, que está sempre actualizada com o que se passa por cá, e nos informa do que se passa por , quer seja da cultura e vida deste imenso país, quer seja das notícias que por se divulga.

Tenho uma grande admiração por estes(as) jovens que seguem os seus sonhos e mostram a nós, Portugueses, que somos valentes e corajosos.

Parabéns Rita.

Gostei muito de a ver na entrevista.

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A chuva

por Maria Araújo, em 23.10.11

que finalmente chegou, que os comerciantes de vestuário e calçado agradecem.

E hoje, vestida à verão, cheguei a Braga onde o vento e a chuva são em abundância.

Ontem, no Chiado, o verão ainda convidava a comer um delicioso gelado Santini. Os melhores gelados que comi em toda a minha vida: maracujá com goiaba.

A fila era grande, cerca de 15 a 20 minutos de espera mas como do outro lado da rua estava um banda portuguesa a tocar e a divertir os transeuntes, ao mesmo tempo que algumas pessoas moviam o corpo, outras dançavam, todo o ambiente era divertido, alegre e cheio de vida, como se este país fosse o das maravilhas (e ainda bem que há vida e alegria). Muitos, mas muitos estrangeiros faziam a cidade esquecer as dificuldades deste país.

A banda fez um intervalo e aproveitamos para ir para a fila.

E a propósito da crise, pouco antes, tinhamos ido à loja

 

 

que tem peças muito interessante, algumas das quais existem por cá, provavelmente a preços mais convidativos.

Quando saímos da loja, vimos uma senhora de 83 anos, muito fresca, cabelo arranjado, com uma muleta na mão direita. Estava a custar-lhe descer o baixo passeio e apoiava-se numa proteção de uma obra da rua. Aproximámo-nos e perguntei se queria que a ajudasse a descer.

«Sim», respondeu.

Eu de um lado, a minha sobrinha do outro,  um pé, depois o outro, e a senhora desceu, parou e disse: «Sabe, esta perna é que me impede de andar. Eu vivo aqui em frente à casa «Vida portuguesa».

E contou-nos uma  breve história de um senhor que viveu lá no mesmo prédio, que fez com que ela tivesse de ir viver para o 3º andar e ter de subir escadas, rematando a conversa,  com esta expressão:« Isto está muito mau(a crise), e vai piorar.Custa-me a andar, mas vou todos os fins de semana arranjar o cabelo e as unhas. Esse senhor já morreu e eu ainda cá ando.  Eu tive um marido que faleceu, não quero mais nenhum. Homens, não quero mais!»

Seguimos o nosso trajeto e rimo-nos da frescura e da força da senhora, que parecia mais nova.

Descemos o Chiado, a banda continuou a tocar, e fomos apanhar o metro para casa.

A ideia era irmos ao cinema ao ElCorte Inglês depois do jantar, mas o cansaço de andarmos a pé, sobrepôs-se à vontade do cinema.

Jantámos bem,  vimos um pouco do «peso pesado» ,até que decidimos ver o pobre, vergonhoso e decadente «Secret story2»,  o suficiente para concluirmos que a TVI devia ter escolhido a dedo os concorrentes desta 2ª série, para mostrar aos portugueses como está "alguma" da nossa sociedade.

E decidimos ver um filme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(a continuar)

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Fim de semana

por Maria Araújo, em 20.10.11

antecipado.

Até domingo!

 

 

 

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E um pouco de humor

por Maria Araújo, em 20.10.11

Antes que o IVA aumente e nos impeçam de beber um bom vinho... conforme a prescrição do post anterior.

 

 

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A crise e a nova medicação

por Maria Araújo, em 20.10.11

Sempre seguindo a prescrição médica, vamos lá a tratar da nossa saúde, com um benefício; este medicamento não vai ter aumento do IVA.

Usufruam desta preciosidade de BACO.Mas com moderação.

Viva a CRISE! E boa saúde para todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DOENÇA > REMÉDIO > Posologia

 


 Alergias>   Monte Velho >   1 copo
 Anemia>   Dão Grão Vasco >   4 copos
 Arterosclerose>   Douro Esteva>   2 copos
 Bronquite>    Quinta da Bacalhôa >   3 copos
Constipação>   Periquita>   4 copos
Icterícia>   Porto Ferreira>   2 cálices
Diarreia>   Duas Quintas>   4 copos

H epatite >   Murganheira Reserva>   1 garrafa
Ciática >   Barca Velha>   4 copos
Gripe>   João Pires>   2 garrafas
Hipertensão>   Muralhas>   1 garrafa
Artrite >   Raposeira>   2 taças

Depressão>   Frei João Bairrada >   3 copos
Obesidade>   Porto Real C.ª Velha >   5 cálices
Cirrose >   C.R.F. Reserva>   3 garrafas
Reumatismo>   Fundação E. Almeida >   2 copos
Enxaqueca>   Herdade do Esporão>   4 copos
Lombalgia>     Casal Garcia>   4 copos
Alzheimer>    Fragulho>   1/2 copo

 

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Ai que bom, vou à capital!

por Maria Araújo, em 18.10.11

Quinta-feira tenho de ir à nossa capital. Gosto desta cidade, embora prefira viver sossegadamente por cá.

Ainda hoje falei sobre o quanto há de cultura e espetáculos em Lisboa.

Aqui, concentram-se nos meses de novembo e dezembro e não é possível ir a todos em tão pouco tempo.

Gostaria de ter visto James Blunt, gostaria de ver o Cirque du Soleil e outros que nunca vem cá para o norte.

Ir a Lisboa ver um espetáculo fica dispendioso, para quem vive longe.

Esta semana vou. Não vou para ver espetáculos.

Vou à minha consulta anual,  e aproveito o fim de semana para ver alguns museus, e outros lugares interessantes que ainda não conheço, apesar das minhas muitas visitas a esta cidade cheia de luz e vida: Rossio, Chiado, Alfama...

Este fim de semana vou ter uma guia, a Eva, a minha sobrinha.

E vou tentar encontrar-me, se for possível,  com os sobrinhos Pedro e Miguel.

E se for possível também, quero comer o pastelinho de Belém, entendes? Tu, aí, que visitas este cantinho (mas não alteres os teus planos de fim de semana por mim, ok?)

Entretanto, dá notícias. Não te esqueças que te espreito, lailailai(isto é para desanuviar o que escrevi nos posts anteriores; nem ligo a TV para ouvir falar em restrições, cortes, austeridade. Leio os "títalos" e o que me interessa, aqui na net).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os meus receios

por Maria Araújo, em 17.10.11

Trabalhei 14 anos na empresa da família, fundada pelo meu avô paterno, passamos por situações muito difíceis. Meu pai nem sempre trazia o seu vencimento para casa ou se o trazia não era na totalidade.

A minha mãe dizia: "faço uma ginástica para governar a casa!". Arranjou emprego dentro de casa para ajudar nas despesas dos estudos dos 6 filhos que teve. Comprou uma máquina de tricotar, fazia vestidos, camisolas, saias. Tinha boas clientes. Eu entregava as encomendas, muitas vezes à noite, à chuva, ao sol. Nunca me queixei.

Ajudava nas tarefas da casa, ia para a escola, estudava.

Depois de completar o 7º ano, actual 11º, fui trabalhar para a empresa, a convite do meu tio. Meu pai nunca se meteu, nunca me defendeu em nada.

Retomei os estudos 7 anos depois de completar o 11º ano. Fiz o 12º ano à noite.

Entrei para a universidade como trabalhadora estudante, assumi a orientação da casa nesse mesmo ano, o ano em que minha mãe nos deixou para sempre.

Passei trabalhos, dificuldades, carências. E tinha dois irmãos mais novos, adolescentes.

Sem a mãe, estudaram, formaram-se, casaram, tiveram filhos.

Acabei o curso e entrei para o ensino.

Sempre soube gerir a minha vida financeira, mesmo com algumas dificuldades. Até à hora em que tive de pedir o primeiro empréstimo da minha vida.

Um problema. Como iria eu pagar a minha casa durante 20 anos? Na altura 50 contos por mês.

O tempo foi passando. Os juros iam descendo, os pagamentos sempre em dia.

Comprei o carro, o mais barato e económico da marca. O carro que ainda tenho, há 13 anos. Mais um crédito.

Fui fazendo as minhas poupanças, através de um seguro, por 15 anos, com término em 2012.

Quando pedi o primeiro empréstimo, temi.

Decidi arrumar com o empréstimo do carro, quando apenas faltava 1 ano.

A casa está quase paga (só em 2016). Entretanto, tomei uma decisão importante na minha vida. Era algo que iria melhorar a minha pessoa, a minha autoestima.

Assumi, pedi, cumpri e cumpro.

Caminhei sempre com segurança e tranquilidade.

Agora, não sei. Temo o amanhã. Temo não poder cumprir com os meus compromissos. Temo ficar sem as minhas parcas economias.

A poupança na luz, na água, na gasolina, na roupa,no café, que tomo em casa,  nos jantares (que raramente vou), nos espetáculos(que raramente assisto), entraram agora na minha rotina.

Naquele tempo, entre 1982 e 1990, os momentos mais difíceis da minha vida pessoal, familiar e económica, receei, mas não tive medo.

Hoje tenho receio e medo: de falhar, de não cumprir.

 

 

 

 

 

 

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