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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

797 - Diver...a fundo

Maria Araújo, 23.10.10

Sexta-feira dia de muito trabalho, um jantar de família em que a cozinheira foi a "je" e tendo como personagem principal a minha sobrinha que está a viver em Santiago do Chile e viera a Portugal por uma semana, regressando amanhã à cidade Chilena, e depois  de uma noite muito mal dormida, levantei-me hoje, cedo, para o meu dia de loucuras, algures em Oliveira, Póvoa de Lanhoso e "mergulhar" na aventura.

Manhã fresca, com sol, encontrámo-nos junto à Escola Básica do 2º e 3º Ciclos, alguns dos oito colegas que se inscreveram neste Dia do Professor, na Diver Lanhoso.

 

Dirigimo-nos para o castelo da Póvoa de Lanhoso, onde já se encontravam muitos professores de outras escolas, os monitores e o satff da Diver.

Com algum atraso dos participantes, com a entrega das pulseiras e distribuição dos grupos, naquele rochedo do monte do Pilar, onde fica o castelo, realizar-se-iam duas actividades e uma visita ao interior do castelo.

Com outros colegas de outras escolas descemos a pequena estrada que dá acesso ao castelo até um pequeno espaço onde estava o staff com o material, cintas  e capacetes, para a nossa 1ª actividade.

A expectativa e ansiedade eram enormes. Sentia-me cansada da noite mal dormida e não estava muito confiante que iria aguentar esta loucura, nem tampouco imaginava o que iria fazer naquele momento em que vestia a cinta e punha o capacete.

Via ferrata.

Explicaram-nos que os ferrata têm origem na Primeira Guerra Mundial e nasceu da necessidade de colocar plataformas de armas de controlo das fronteiras.

Quando nos dirigimos para o local da via ferrata, não queria acreditar no que via. Íamos subir a rocha. Ensinaram-nos a usar o material e os primeiros aventureiros começaram a subida. O "meu" grupo era o último e neste, eu era a segunda.

Enquanto tive os pés assentes em terra, senti-me confiante, mas quando comecei a ver o quão estreito era o terreno e a altura a que se encontravam alguns dos apoios dos pés, pensei que não iria conseguir.

No primeiro obstáculo tive a ajuda de um colega. Baixa que sou, as minhas  pernas não conseguiam alcançar o apoio.
E a partir daqui, a coisa complicou-se, mas tive que me valer da minha confiança, segurança, e vontade em vencer desafio.

Não podia temer nem vacilar. Não olhava para trás. Ora subindo, ora caminhando, primeiro o pé esquerdo, depois o direito, mosquetão preso, uma mão nas cordas, outras nos apoios, alguns destes mais distanciados obrigavam-me a esforço, concentração e equilíbrio dobrados pois, uma falha minha, poderia levar a que batesse com o corpo na pedra e/ou caísse. Tínha de manter a distância de 3 metros em relação à pessoa que ia à minha frente e ao que vinha atrás de mim. Por isso, vacilar, nunca! E, por vezes, embora segura de mim, dizia para o meu colega: "nas que me meti! Agora L aguenta, não podes voltar atrás". E o meu companheiro do lado direito dizia: "voltar atrás não é possível".

E cheguei. Segura, tranquila, vencedora.

Todos chegámos bem ao cimo da rocha, sorridentes e conquistadores.

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2ª etapa. Visita ao castelo.

Já conhecia o interior, mas nunca tinha entrado. Desfrutar de uma bela paisagem que se estendia à nossa frente, de todos os lados da torre, é de facto, belo.

Interior-muralhas-Castelo-de-Lanhoso-1-e1412900799

 

3ªetapa. Rappel

Também neste monte, mas do lado oposto ao da via-ferrata.

Estava disposta a ir, mas desisti. Havia mais actividades emocionantes durante a tarde, no parque Diver Lanhoso e, como já estava a precisar de comer alguma coisa e tomar um café, eu e uma colega decicidimos descer o monte Pilar em direcção à vila da Póvoa de Lanhoso.

Esperaríamos pelos pelos nossos colegas, junto à escola.
Longa a espera.

Quando chegaram, fomos para o parque radical, onde almoçámos.

Após o almoço, um grupo foi para o paintball e os restantes grupos foram fazer a visita guiada ao parque.

Belo, limpo, muitas actividades e acima de tudo casas bonitas e muito arranjadas.

Algumas ocupadas. Carros de alta gama estacionados junto a elas, mostrava o quão de prazer, descanso e lazer, certas pessoas usufruem das coisas belas da vida.

casa-tomb-banner.jpg

(imagem da internet)

4ª etapa:

trapézio e slide.

diver-lanhoso.jpg

O primeiro estava fora de questão. Não, nunca! Manter o equílibrio e ficar em suspensão enquanto as mãos conseguissem aguentar, não era para mim. Contudo, foram muitas as mulheres corajosas que se aventuraram.

O slide era mais apelativo e emocionante.

À excepção da minha colega, companheira do café da manhã, todos participaram nesta actividade.

E lá fui eu!

Descer a montanha suspensa num fio, sentir o vento, e, de repente, sentir o impulso da "travagem", é inexplicável!

Emocionante, sim!

"Aterrei" bem, mas o meu capacete soltou-se ao pousar os pés no solo. Sinal de que não estava bem apertado.

O hora estava já avançada. Não foi possível fazer uma das actividades que, embora não estivesse no programa, seria feita caso não houvesse atraso: as pontes.

Regressámos a casa, com um cheque-desconto de 10% para actividade+alojamento, com validade de um ano para ser usufruido quando o entendessemos.

Um Sábado pleno de risos, boa disposição, de emoções, sem receios...Apenas me doem as pernas da subida ao monte Pilar na via ferrata que diga-se, foi o que mais gostei.

 

( exceptuando a primeira imagem todas as outras são da internet)

P.S.: Não levei a minha máquina fotográfica. Esquecera-me dela,  houve quem tirasse muitas fotos.

 

796 - Loucuras

Maria Araújo, 20.10.10

 As loucuras da minha gatinha, agora com dois meses completos, como: saltar para os vasos, trepar pelas minhas pernas e chegar cá acima, às minhas costas, subir para a  mesa enquanto almoçamos/jantamos,  tentar lamber os pratos, andar a passear em cima da mesa, fugir para os quartos, se por momentos não fecho a porta da cozinha, estão hoje MUITO serenas.

Como foi à vacina, tem estado deitada na caminha. Esta tem um cachecol de malha que estava velho e faz- lhe de resguardo. Como ela não gosta que a cubra, como na primeira noite que veio para cá, hoje aceitou que o cachecol a aconchegasse.

Esteve a tarde sossegada. Nem comeu, a bichana.

Há minutos peguei nela. Fez um gesto de dor. Pousei-a na camita, e ficou.

 

A respeito das loucuras da minha gata e apesar de a minha coluna vertebral dar-me sinal das tarefas que não devo fazer, cá por casa, e,  não havendo quem as faça, como passar a ferro, no próximo Sábado vou fazer uma loucura, que nunca esperei atrever-me...por causa dela, da coluna.Vai ser um desafio. Penso que vai correr bem.

Depois de ter passado o desafio da montanha russa na Eurodisney, já estou pronta para outros.

A minha loucura de Sábado dia 23

 

 

 

Loucuras radicais! Yesssssssssss!

 

795 - MIN

Maria Araújo, 20.10.10

 

 

(Para (re)lembrar tempos antigos... das famílias do interior de Portugal)

 

 

COMUNICADO DO MINISTERIO DA EDUCAÇÃO AOS PAIS DOS ALUNOS 1ªCICLO.

Caros educandos,

Em virtude do Orçamento de Estado, houve aumento do IVA de 6% para 23%  referente ao  leitinho com chocolate que é fornecido pelos estabelecimentos de ensino públicos dado no pequeno-almoço dos alunos. Por este motivo passa a ser disponibilizado aos mesmos pela manha 1 pacote de vinho PORTA DA RAVESSA que mantêm  a taxa de IVA a 13%.

 

P’la Ministra

 

 

 

 

 

 

hummmmmmmmmmmmmmm!

 

 

794 - Noé em Portugal

Maria Araújo, 20.10.10


Um dia, o Senhor chamou Noé que

morava em Portugal e disse-lhe:

 


Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante

40 dias e 40 noites,

até que todo o Portugal

esteja coberto pelas águas.

Os maus serão destruídos,

 


mas quero salvar os justos

e um casal de cada espécie animal.

 


Vai e constrói uma arca de madeira.

Chegada a altura, os trovões deram o

aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

 


Noé chorava, ajoelhado no quintal da sua casa, quando ouviu a voz do Senhor

soar furiosa, entre as nuvens:

 


Noé, onde está a arca?

- Perdoe-me, Senhor, suplicou o homem!

 


- Fiz o que pude, mas encontrei

dificuldades imensas:

Primeiro tentei obter uma licença
da Câmara Municipal, mas,

 


além das taxas elevadas para obter o alvará,

pediram-me uma contribuição

para a campanha do Partido,
para a reeleição do presidente.

Precisando de dinheiro, fui aos bancos

mas não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...

- Os Bombeiros exigiram um

sistema de prevenção de incêndio,

mas consegui contornar a situação,

subornando um funcionário.

Começaram então os problemas

com o Instituto Florestal

para a extracção da madeira.

 


Eu disse que eram ordens Suas,

 


mas eles só queriam saber se eu tinha

o “Projecto de Reflorestamento”

e um tal “Plano Sectorial”.

Neste meio tempo,

a Protecção dos Animais descobriu alguns casais de animais guardados no meu quintal.

 


Disseram-me que eram espécies protegidas!

 


Além de pesada multa,

fui colocado em prisão preventiva

pela posse dos animais.

 


Valeu-me a pulseira electrónica!

Quando comecei a obra,

apareceu a Inspecção do Trabalho

 


Multou-me porque eu não tinha um

engenheiro naval

responsável pela construção.

Fui à Universidade Independente e comprei um diploma de engenheiro

 


Fecharam a Universidade e tive de pôr o diploma no papelão!

 


- Veio o Sindicato e exigiu

contrato de funcionário público

para os carpinteiros.

 


Em seguida vieram as Finanças!

disseram-me que a arca era
um “sinal exterior de riqueza“

e agravaram-me o IRS

 


Não tive dinheiro para pagar e

colocaram-me a arca sob penhora.

Finalmente, quando a

Secretaria de Estado do Ambiente

pediu o

“Relatório de Impacto Ambiental“

sobre a zona a ser inundada,

juntei-lhe o mapa de Portugal.

 


Enviaram-no para o INAG que só vai apreciar o assunto depois de resolver o problema da Costa da Caparica!

Noé terminou o relato a chorar.

Senhor! Que hei-de eu fazer mais?

 


Notou então que o céu clareava

e perguntou:

Senhor, sempre vais

destruir Portugal?

Não!

- Respondeu a Voz

entre as nuvens

 


Já vi que cheguei  tarde!

O Sócrates chegou primeiro!

 

 

 

 

793 - Funcionário público

Maria Araújo, 20.10.10

 

 

Um gajo vai andando pela rua quando de repente, não mais que de repente, um assaltante mascarado lhe aponta a arma e diz:

- Passa o relógio !

O coitado dá-lhe o seu Rolex falso e o ladrão protesta:

- O que é isto? Esta merda qualquer vendedor ambulante vende por 10 euros! Passa para cá a carteira, porra!

O homem dá-lhe a sua carteira de plástico, imitação Pierre Cardin e o assaltante encontra nela uma senha de autocarro, 2 vales de refeição e cinco euros.

Tá meio fo*, o ladrão diz:

- Não vales um ca*... o teu fato está gasto, os teus sapatos fo* e a única coisa que parece que presta é uma reles imitação barata! Afinal, o que fazes na vida?

 A vítima responde, quase chorando:

- Sou funcionário Público!

E o ladrão, tirando a máscara, pergunta com um sorriso simpático:

- Olá colega... em que Repartição trabalhas ?