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Feng Shui

por Maria Araújo, em 09.03.10

                                  

 

 

 
No dia do meu aniversário recebi um tratamento “Feng Shui”.Hoje fui desfrutar de uma "Relax Massage" com óleos essenciais aromáticos.
As mãos masculinas pousaram suavemente nas minhas costas. Uns segundos depois, começam o seu percurso, ora em movimentos circulares, ora em movimentos de cima para baixo. Primeiro o lado esquerdo. Em seguida o lado direito, este mais tenso. Suavemente, muito suavemente, sinto as pontas dos dedos subirem pela coluna vertebral. Massajaram os ombros e o pescoço, e desceram até à zona lombar. De quando em vez, quando os dedos tocavam levemente a zona cervical, sentia um arrepio. Este levava-me algures para uma praia serena e  cheia de sol, com um livro por companhia. Umas frutas frescas e uns sumos naturais completavam o meu momento de relaxe.
As mãos voltaram a circular costas acima, costas abaixo, tranquilamente.
O som de uma música tocada ao piano tranquilizava a mente que não queria que este momento acabasse.
De novo as pontas dos dedos percorrem a coluna . Circulam e batem ao de leve no pescoço e ombros.
De repente as mãos param no meio das costas. Perguntei-me se elas estariam lá, pois não as sentia.
Sinto então uma toalha pousar em cima do meu corpo.
O gesto final foi tão relaxante e delicado que não me apercebi que as mãos haviam saído de cima das minhas costas.
Uma voz baixa e calma perguntou-me se me sentia bem.
“Sim, obrigado”.
Deixei-me estar uns breves minutos deitada. Levantei-me, vesti-me, e saí com vontade de não fazer mais nada todo o dia a não ser  estar tranquilamente a sonhar naquela praia…
 
 
 Praia Paradisíaca

 

Cantinho da Casa

Quem ama...

por Maria Araújo, em 08.03.10

e é amado, recebe mensagens.

 

da Filipa

 

Aproveito o pretexto 

afinal, hoje é o dia  da mulher

para mandar aquele beijinho

que penso muitas vezes em mandar

mas vou deixando para outro dia.

És uma mulher fantástica!

Beijo, Pipa

 

 

de um amigo


  Na terra e no céu
  sem ELAS não somos sequer a metade.
  Aquecem o gelo
  que não quebramos!
  E, depois, doemos-nos
  porque nos esquecemos d`ELAS!
  Obrigado SENHOR porque as criastes!
  BENDITAS  sejais!   
 

 

 

 

Cantinho da Casa

Mulheres

por Maria Araújo, em 08.03.10

Imagens retiradas deste blog

 

 

[where_is_my_love___by_Geistig.jpg]

Cantinho da Casa

8 de Março

por Maria Araújo, em 08.03.10

 

Hoje é o dia Internacional da Mulher.

Escrevendo a data no sumário, no primeiro bloco da manhã , lembrei-me que ela tinha algum significado...

Agora, entrando aqui lembrei-me novamente. "Dia Internacional da Mulher". Não há nada aqui nos sites que o lembre, excepto uma notícia dos CTT que transcrevo:

 

PT oferece flores no Dia da Mulher


A Portugal Telecom comemora hoje o Dia Internacional da Mulher oferecendo uma flor a colaboradoras e clientes, num gesto que considera "inequívoco" do compromisso da empresa com a defesa e promoção das mulheres.

 

 

Fui procurar uma imagens que exprimissem o verdadeiro significado do "dia da mulher".

 

 

 

 

  

(A mulher, fonte inesgotável de afecto, mesmo não sendo os da sua espécie).

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

Back home!

por Maria Araújo, em 07.03.10

E esta noite, contrariamente ao meu feeling  sobre a festa  80ies, regressei a casa por volta das 2:00 horas.

Tudo ao contrário do combinado. Afinal já não jantei em casa da minha amiga. Os planos foram alterados e acabei a jantar em casa de uma  amiga da irmã da minha amiga, aqui mesmo em frente à minha casa.

Entradas deliciosas, apreciadas enquanto víamos o desafio do Setúbal-Braga (nada a comentar).

Jantar muito agradável, boa companhia, histórias engraçadas.

Como convidado estava lá alguém que já conheço há muitos anos, mas com quem jamais havia trocado uma palavra.

A dada altura, e porque se falava de peso, ele, o convidado, disse para a amiga que estava ao meu lado: "já conheço esta amiga há muitos anos", apontando na minha direcção. Sorri e continuei silenciosa, apreciando o pedaço de presunto que metia à boca.

Esse alguém  é uma pessoa muito conhecida e falada na society cá do burgo. E, na mesa, fiquei em frente a ela , conquistador de muitos corações das mulheres bracarenses, ou elas perdem-se por ele, talvez pela fama, havendo sempre a dúvida se tem tanto proveito como dizem ter. Não deixa, contudo, de ser uma pessoa simpática. Confirmei-o ontem. Capaz de pequenos gestos para agradar às mulheres, ou quem sabe  para mostrar que é mesmo um homem com os predicados que lhe atribuem.

Após o jantar, mais convidados aparecem, homens e mulheres, estas em maioria, até que decidimos ir para a festa dos 80ies.

Ninguém levou carro. São cinco minutos a pé. Aproximando-nos do local, vemos uma multidão à entrada. Encontrei e vi alguns amigos que não via há muito tempo.

Confusão. Ninguém entrava. Protestos. Convites na mão. A maioria dos elementos do grupo em que me inseria, conseguiu chegar à porta, mas eu e mais três pessoas ficamos para trás.

Eu sentia-me  sufocada com os apertos e os insultos de um grandalhão que estava "encostado" a mim. A companheira só lhe pedia para não insultar, mas ria-se. Eu pedia para ter alma.

"Má organização", comentava eu.  O meu receio era que houvesse confusão, embora a polícia estivesse por perto, e alguém saísse "magoado" . Eu odeio confusão e multidão.

De repente, a minha amiga e um dos convidados viram-se para trás e dizem:"desistimos" e rasgam os convites que tinham na mão. Vim também. Ficou apenas o Luís, um dos amigos que veio de Lisboa passar o fim de semana. Ele tinha de entrar na festa. É que ele ficaria a dormir em casa de uma das amigas que estava lá dentro.

Quando já estavamos perto da minha casa toca o telemóvel da minha amiga. Era a irmã a saber onde estavamos. "De regresso a casa. Mas o Luís está aí. Tenta encontrá-lo", comentou.

Costumámos ir cedo por causa da confusão. Desta vez, perdemo-nos com histórias.Saímos tarde de casa.

E foi assim a  minha festa do 80ies.

Deitei-me e dormi uma noite descansada.

O convite, fica aqui. Muito original, diga-se.

 

 

          80 006 por romantica2008.

 

 80 011 por romantica2008.

 

 

 

.

Cantinho da Casa

80ies !

por Maria Araújo, em 06.03.10

Ontem tentei ver o filme "Memórias de uma Gueixa". Há três anos ofereceram-me o livro. Ainda não o acabei de ler  porque, entretanto, outros comprei e/ou recebi e que me fizeram interromper a leitura.

Mas, que diabo, não o que veste Prada, sento-me no sofá a vê-lo e adormeço.

Acordei num dos intervalos e decidi deitar-me. Também tivera um dia muito árduo.

Mas hoje levantei-me antes do despertador.

Fui à minha aula de hidroginástica. O professor,um jovem com muito charme e uns olhos encantadores, fez a aula dentro de água.

Aula puxada, ó professor!

E, por volta das 17 horas, vai haver três mega aulas com oferta de uma massagem, pois o SPA é hoje inaugurado, lá no Fitness.

O professor tentou "cativar-me" para ir, mas não. Bodyjam, bike in e hidroginástica são aulas muito pesadas. Se fosse body balance, hidroginástica e bike in, ainda era capaz de me atrever.

Disse ao professor que se fosse fazer estas três aulas não teria "pedal" para a festa de hoje à noite aqui, bem pertinho da minha casa.Nem preciso de levar o carro.

Festa dos anos 80

 

E estou a precisar de dançar, cantar, rir, observar e conviver com as pessoas com quem nem sempre é possível estar.

Uauauauaauauauaua! Prevejo uma noite cool!

 

 

 (on the road to the 80ies)

 

 

 

   (I'll survive, love is in the air...yessssss!)

 

Cantinho da Casa

Primavera

por Maria Araújo, em 04.03.10

 

 

VIVALDI

 

 

 

                           

 

 

 

Cor, verdura, flores,        

 Frescura, luz, sol,            

 Violinos, música.                            

Vem Primavera!

 Não tardes!

 

 

         

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

"La vie en rose ?!"

por Maria Araújo, em 02.03.10

 

 

 

 

Ontem decidi ver o filme “something’s gotta give ”. Um filme cujos protagonistas principais são pessoas maduras, com vidas muito diferentes.

 

 

 

Alguns comentários simples sobre o que penso das mulheres e homens nos seus 50as.

 

 

 
Ela, Erica de nome, a escritora célebre, divorciada, madura, com uma vida tranquila e certa ( a mesma vida que têm todas as mulheres maduras, classe média, livres e adultas), tem uma filha cujo namorado Harry, um homem de 63 anos, solteiro, com uma dose diária de Viagra, sempre levara uma vida de boémio com mulheres com idade abaixo dos trinta anos.
Estando sua mãe fora, Marin, a filha, convida-o para um fim de semana na casa da praia(uma bela casa, um mar fantástico, uma praia limpa e convidativa ao passeio matinal e de fim de tarde). Mas contrariamente ao previsto, sua mãe aparece. Pensando ser um ladrão, liga à polícia. Entretanto, Marin aparece na cozinha e diz que é o seu novo namorado.

 

Erica e o namorado de Marin entram em choque. Depois de solucionado os equívocos e algumas brigas características de duas pessoas de sexo diferente mas com idades idênticas, e sendo ele o namorado da filha, acaba por permitir que ele passe a noite em sua casa.
Depois do jantar, enquanto arrumam a loiça, Erica e a irmã conversam sobre este bizarro homem que namora Marin. Ouvem um estrondo e os gritos de Marin. Dançavam na sala. Ele sentira-se mal. É levado de urgência para o hospital. Um jovem médico de 36 anos, assiste-o.
Após o diagnóstico e tratamento, o jovem dá as recomendações necessárias para o restabelecimento de Harry, homem que julgara ser marido de Erica.

 

 Vendo a bela mulher madura(sim, uma atraente e sexy mulher) que se apresenta à sua frente, fica seduzido pelo seu encanto e simpatia.(Não costumo acreditar nestas atracções de homens mais jovens por mulheres mais velhas, mas…!) Uns dias depois, o jovem médico convida-a para jantar

 

É aqui que começa a verdadeira história entre Erica, a mulher madura e os dois homens.

 

(Como esta mulher, pensamos que já não somos motivo de atracção de qualquer homem, quer seja numa festa quer passe por nós na rua…Sentimos que já estamos arrumadas e deixamo-nos ficar tranquilas no nosso cantinho, fazendo o que melhor sabemos fazer. Gozar a nossa casa, um livro, as tarefas domésticas, o deixarmo-nos estar, simplesmente.)
Durante o jantar o jovem diz-lhe que a admira e que ela “mexeu” com ele.

 

Ela comenta que os homens da idade dela não olham para as mulheres da sua idade, por que havia de um jovem olhar para para ela?
Ele diz-lhe que ela é que pensa que os homens não a olham.

 

(Sim. É o que a maioria das mulheres maduras pensa e diz).
E dá-lhe um beijo. Sentindo o perfume suave e agradável que ela exala, ela comenta “é apenas sabonete”. E ele diz-lhe “ o cheiro é sexy”. (Os elogios são inebriantes. Entendemo-los. Mas não queremos acreditar neles)
Regressando a casa, o namorado da sua filha, sentado na cama, sente-a entrar. Online, contacta-a. Ela assusta-se. (Sim. O susto, a ansiedade, a expectativa do que vai ser escrito e lido torna-nos sensíveis, cuidadosas…A nossa defesa perante os homens).
Responde-lhe e diz que está com fome . Ele convida-a a ir até à cozinha. Encontram-se frente e frente de roupão vestido. ( A sensação de ver uma pessoa que acabámos de conhecer à nossa frente imobiliza-nos. Mas somos sempres nós a reagir. Somos determinadas. Vamos em frente!)
Ambos começam a olhar-se e a perceber que afinal há qualquer coisa que os atrai.( Sim. Sentimo-la…a atracção).Ele estranha a solidão dela. Erica explica-lhe que depois do divórcio fora mais difícil ficar sozinha e não conseguia dormir. (A mulher enfrenta a solidão. Refugia-se no trabalho, nos filhos.) Com o tempo habituara-se e ocupava agora a cama só para si. (O tempo encarrega-se de limpar o caminho. Nós vamos apanhando as pedras desse caminho. Vamos juntando-as. Criamos defesas. Partilhamos emoções: Construímos a nossa própria vida).

 

A conversa é interrompida pela chegada de Marin , que percebeu o clima entre os dois. Erica, perde a fome , desiste e vai dormir.

 

No dia seguinte, e porque precisava de andar, ele convida-a para passear pela praia. (Os homens percebem que as mulheres maduras têm a beleza, o charme, a firmeza das mulheres que sabem o que querem) Falam das pedras brancas que ela tem espalhadas pela casa. (As pedras, os beijinhos do mar, as conchinhas, os búzios são carinhos que gostamos de ter no nosso cantinho. Dão-nos o poder da reflexão, da felicidade, da alegria de viver, da tranquilidade. Tenho-as também aqui, neste cantinho)  Ele chama-a a atenção de não ter pedras escuras em sua casa (O interesse que eles despertam nas nossas pequenas coisas. Nós pensamos que os homens não dão importância aos pormenores mais pequenos da nossa privacidade).Apanha uma escura e oferece-a. (São estes pequenos gestos que nós desejamos, apreciamos, queremos)

 

Mais tarde ele repara que a pedra fora colocada por cima das pedras brancas, destacando-se das outras. ( Quando um homem nos agrada e desperta o nosso coração gostamos de ver a marca da sua presença ali , bem ao alcance da nossa vista. Tocá-la. Sentir nela a atenção que ele nos deu)
Ela que vivera uma vida sozinha vê-se, de repente, confrontada com dois homens. Um jovem de 37 anos e o namorado de 63 anos, da sua filha.(Quando acontece alguma coisa boa, quase sempre vem outra atrás. E ficamos perdidas nos nossos pensamentos e emoções)
Uma atracção muito grande aproxima-a de Harry.(Nós queremos homens experientes, sensatos, conhecedores da vida e cúmplices)
À noite ela prepara um jantar, à luz das velas. Uma conversa entre adultos foi o passo para que os dois se perdessem num beijo longo, que ela não sentia há muitos anos. (O beijo. O mais bonito acto de carinho entre duas pessoas que se querem e desejam). Caem nos braços um do outro. Surpreendentemente, ele descobre que esta mulher madura tem muito mais para dar que qualquer uma das jovens com quem namorara. (As mulheres maduras estão mais conscientes da sua sexualidade. Sentem, gozam, partilham, vivem com intensidade) Ela, Erica, fica apaixonada pelos beijos espectaculares que ele lhe dá. (beijos de mulher e homem maduros são libidinosos, quentes, selvagens)

 

Completamente excitada, eles entregam-se ao prazer do sexo. A camisola de gola alta que ela veste, incomoda-o. Ela abre a gaveta da mesa de cabeceira, tira uma tesoura e pede-lhe que a corte . (Mulher madura quer. Mulher madura vive. Mulher madura sente) Corta a camisola de baixo para cima, sob o olhar libidinoso dela.

 

Entregam-se os dois ao prazer daquele momento. Ela diz-lhe que adora sexo. Que pensara que já tinha “fechado a loja”. (Todas nós mulheres maduras pensamos que, com a idade, perdemos a libido. Mas ela está aqui, dentro de nós, guardada. Escondida.)
Ele fica surpreso com as palavras de Erica e diz-lhe que se sente “esmagado” (Os homens sentem-se pressionados se a mulher mostra interesse e desejo. Têm medo de se deixarem envolver pelo semtimento) Regressa ao quarto dele. Ela fica desiludida. Há muito tempo que não sabia como era dormir com um homem. Deita-se. Uns minutos depois, ele volta ao quarto dela e deita-se na sua cama.(O calor, o abraço, a respiração, a sensação de ter alguém do nosso lado é reconfortante)

 

De manhã acordam com o despertador. Não sabem as horas. Ela não consegue ver que horas marca no relógio. Pega nos óculos dele …

 

Combinam um encontro em Paris nos aniversários, ela em Janeiro, ele em Fevereiro. Paris, frio, amor, romantismo
Erica diz à filha que está apaixonada mas que tem de aprender a não se envolver. (Exacto. O receio impede-nos da envolvência que desejamos. E deixamos passar o tempo, as oportunidades…)
Pede a Marin para encontrar um homem da sua idade, se apaixone, se envolva e sofra por amor. (Sofrer de/ e por amor mexe com o nosso corpo, os nossos sentimentos. Vibramos, sentimos, choramos, rimos. Mas acima de tudo amamos…de verdade. Com maturidade)
Ele regressa também à cidade. Despede-se de Erica e diz-lhe que “ela é uma mulher para amar”.(Sim. Há mulheres que vivem para amar. Que sabem amar.). Ela não entendeu as suas palavras Harry regressa às festas, à vida de playboy mas sente que já não se diverte como anteriormente. (Quando alguém entra na vida de outro alguém nada é como dantes).Contudo, continua a sair com mulheres mais jovens .(Os homens não gostam de mostrar os seus sentimentos. Enganam-se a si próprios. Sofrem. Não querem ser eles.)

 

É convidada pelo médico para um jantar. Ela não aparece. Sua filha havia pedido ajuda. O pai ia casar com uma jovem e ela sentia-se revoltada. Erica foi jantar com o ex-marido, a filha e a noiva dele. (O sacrifício, a resolução dos problemas sempre delegados para a mãe  e mulher)

 

Durante o jantar vê o seu apaixonado com uma mulher mais jovem.(A dore a revolta que se sente quando se vê a pessoa amada na companhia de alguém)

 

Sai do restaurante. Ele segue-a. Os dois entram numa pequena discussão. Ela acha que não tem de mudar. (Pois, nós mulheres fazemos muitos sacrifícios durante uma vida inteira, por que temos de ser nós a ceder?)

 

Ele diz-lhe que “as mulheres querem tudo ou nada, mas ele só quer ser amigo dela”. (É uma característica da mulher. A mulher é exigente, determinada. Não chega a amizade. A mulher quer mais. Quer companheirismo, cumplicidade, partilha. lealdade.)
Ele tem uma dor no peito e volta ao hospital. Dor de amor.
 E o jovem sozinho no restaurante comenta com o empregado que teve uma tampa.
Erica nunca mais se lembrara do jantar.
À noite , no computador, contava a sua irmã que estava apaixonada, descobre que os óculos não são os dela. Desata num choro compulsivo. E a partir daqui, começa a escrever a sua história de amor.
De repente, ele aparece online e “fala” com ela. (Mais um palpitar do coração. Ansiedade. Expectativa Defesa)
 Ele escreve “I miss y …“, mas não acaba.
Ela escreve que tem de desligar o computador..
Ele apaga a frase inacabada. (O eterno receio de manifestar as suas emoções. )
Erica começa a sair com o jovem médico, que a admira cada vez mais. Envolve-se com ele.(Mesmo por amizade a mulher precisa de viver emoções fortes.)
Harry vai visitar Marin que casara com um homem da sua idade. Estava grávida. (A realização das mulheres jovens. O casamento, os filhos)
Harry pergunta-lhe pela mãe. Responde-lhe que está a festejar o seu aniversário em Paris.
Lembra-se do que combinara. Mete-se no avião. (Quando a mulher decide faz. Eles não têm o mesmo poder de decisão, de aventura. Percebera finalmente que não podia deixar passar mais tempo. Amava-a. Não poderia perdê-la).Aparece no restaurante que Erica lhe falara naquela noite em que dormiram juntos.
Ela vê-o. A surpresa é grande.
Ele aproxima-se, senta-se e conversam. (Mantém a sua postura de mulher madura, decidida, segura, apaixonada).
Aparece o jovem médico que fica surpreso com a presença de Harry. Este percebe que há compromisso dos dois, resolve deixá-los, mas eles  convidam-no para jantar.
Quando ele pergunta as horas, ela mostra-lhe o pulso. Ele não consegue ver as horas.
Ambos pegam nos seus óculos e verificaram que cada um deles ficara com os óculos do outro. Contudo, nunca nenhum fizera questão de os devolver. Ele entrega os dela. Ela os dele.
O jovem médico percebe neste gesto a cumplicidade e intimidade entre os dois.(Um simples objecto que os unia)

 

Despedem-se. O casal vai para o hotel, de carro. Harry vai a pé. Recusa a boleia. Pára numa das pontes sobre o rio Sena e observa Paris à noite. Reflecte no que havia sido a sua vida.(Os homens resignam-se. Não lutam. Perdem .Ficam sós).Um carro pára. Erica sai do carro e aproxima-se dele. Ao som da bela música “La vie en rose”, Harry diz-lhe “Foi fácil recuperar do ataque de coração. Dela é que não. Com 63 anos foi a primeira vez que se apaixonou”.(Por vezes é tarde demais…Para ambos os sexos.)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

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