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As mulheres são danadas por compras

por Maria Araújo, em 06.02.10

De Novembro até 31 de Janeiro frequentei uma acção de formação ao Sábado, que me impedia de ir ao ginásio, tendo retomado hoje as minhas aulas habituais de hidroginástica.

Gosto muito do professor. Com idade próxima dos 40, nota-se alguns cabelos grisalhos, que lhe dão um charme irresistível, simpático (já pensei nele como pretendente para uma amiga minha, solteira, boa rapariga...),dá um beijinho a todas as alunas, sendo elas jovens ou cotas e, na despedida, levanta a mão e cada uma de nós bate na dele, desejando-nos  um bom fim-de-semana.

Os homens são em minoria nesta aula.

Perdi a chave do cadeado, tiveram que o rebentar para que pudesse tomar o meu banho após uma hidromassagem de cerca de 15 minutos, e um banho turco de 10  minutos.

Com tudo isto, fui a última a sair do ginásio.

Chequei a casa, e decidi arrumá-la. Muitos papeis nesta mesa onde trabalho. Enquanto isso fui fazendo o almoço.

Quando acabei de arrumar, com a interrupção para o almoço, seriam 16:15h.

Não me apetecia estar em casa e, como precisava de comprar umas pequenas coisas  no Continente, onde eu raramento vou, saí por volta da 17:15h.

Antes, entrei na Séphora. Precisava de um esclarecimento sobre um creme novo da Tia Estée, marca de cremes de rosto que estou a usar desde Junho do ano passado.

Depois de ver o que queria, pedi a uma assistente que me tirasse as dúvidas sobre o creme, que deduzo ser recente. Mas este creme não tem nada a ver comigo, isto é, é para peles mais jovens. Falei-lhe no que estou a usar, aliás, acabou hoje, e aconselhou-me a continuar com ele.

Mas, como as mulheres são danadinhas, ela falou-me nos produtos Séphora, que eu conheço, embora nunca tivesse comprado, a não ser os de banho e a loção corporal. Indicou-me também um creme de tratamento de rosto que seria bom usar antes de aplicar o da tia Estée.

"Bolas.  Lá vou eu ser cravada", pensei.

A senhora trazia ao pescoço uma amostra do dito cujo, já pronta para vender o seu peixe. Abre o tubo, põe um pouco na mão, espalha-o e diz :" É muito bom, acredite. Se usar antes daquele,o da Tia, vai ver que fica com uma pele fantástica. Sabe que o  Luís Goucha disse no programa dele que também o usa e não quer outra coisa? Não podemos evitar as rugas, não há milagre, mas se cuidarmos da pele, poderemos envelhecer com ela mais vistosa e agradável", dizia ela.

E então repondi:" OK, a senhora convenceu-me. Eu levo."

Dirigiu-me à caixa.Entretanto, foi buscar as ofertas que constaram de um saco da Séphora, azul, e uma amostra de perfume Guerlain.

"As mulheres são danadas", pensei.

Paguei, não interessa quanto, e saí.

 

 

 

 

.

 

     (A Tia   Estée Lauder)

 

 

 

 

 

  (não sou como esta jovem, mas quase..)

 

 

 

 

Os produtos que uso:

Resilience Lift Extreme

 

 

 

 

Resilience Lift Extreme

 

 

 

Advanced Night Repair

 

 

 

 

 

  (Lifting  Séphora)

 

 

 

Visitando o cantinho da Tia Estée, encontrei este lindos batons.

Apesar de não dar a miníma importância ao dia de São Valentim, hummmm! Seria uma prenda linda dele...do Valentim.

 

(although too much thin, I  my LIPS)

 

 

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Associação Brasileira de Imprensa - ABI

por Maria Araújo, em 05.02.10

 Acabado de receber de São Paulo, aqui temos a versão do Brasil :

 

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI

 

Sobre a Vírgula

Vírgula pode ser uma pausa.... ou não.

Não, espere.

Não espere..
 
Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.

2,34.
 
Pode criar heróis..

Isso só, ele resolve.

Isso, só ele resolve.
 
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.

 
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.

Não, queremos saber.

 
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!

Não, tenha clemência!

 
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
 
Detalhes Adicionais:
 

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

 
 
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

 

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(...) A Armando Vara caberia a missão de lançar "cortinas de fumo" para disfarçar toda a operação de reorganização da comunicação social.

 

E assim anda este país de

Portugal

Ireland

Greece

Spain

 

Sendo Portugal o último no ranking de quase todos os sectores, no espaço dos PIGS está em primeiro lugar.

 

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Remembering my twenties...

por Maria Araújo, em 04.02.10

 

 

 

 

 

 

 

But that time, clothes were hand maded.

 

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"Os pinguins só estão cá até Sábado»

por Maria Araújo, em 03.02.10

 

 

Após ter lido o  post em título aqui , espreitei novamente o blog e li a resposta que o Rui fez a um dos comentadores:

 


«Como já disse acima, a “mensagem” tocou-me e vai permanecer.
À medida que os anos vão passando, vamos tomando consciência do muito do passado que fomos adiando e não fizemos, ou que, simplesmente, ficou por dizer.
Quando nos damos conta, já não é mais possível, dizê-lo, ou fazê-lo.

Os “mas”, os “se’s”, os “não sei bem”, os “talvez”, os “ainda não”, têm que ser banidos.
Vamos ser mais directos, mais incisivos, mais determinados, mais conscientes da importância do “AGORA” !
Se utilizarmos sempre a “ferramenta” do “Agora”, se o amanhã também for o “Agora”, o futuro será sempre o “Agora”, que vai chegar um dia .

Nunca nos podemos esquecer que podemos ser felizes e transmitir felicidade ... "Agora" !... Porquê adiar ?»

 

 

Sistematicamente, neste cantinho, reflicto sobre o que muito poderia ter feito quando era mais jovem e no que ainda posso fazer.

Á medida que o tempo passa, vou fazendo aquilo que quero ver realizado, os meus desejos e sonhos, mesmo que quase impossíveis de realizar.O que me preocupa é ter a  consciência de que o tempo voa, de que faço e ou idealizo  projectos que penso realizar  amanhã, na próxima semana, ou se puder daqui a algum tempo. Ou nunca.

Por vezes tenho a noção de que desperdiço as oportunidades. Não por receio de enfrentar o desafio. Apenas por que  penso que as coisas acontecem, simplesmente. E o tempo continua a voar...

E o dizer. Ai,  o dizer!  Dizer o que sinto, o que quero, o que desejo. Dizer que gosto de ti,  que quero um beijo teu, um abraço teu , um pouco da tua  atenção,o teu carinho. 

Pequenos gestos que marcam a diferença.

Palavras que eu não receio dizer quando gosto de alguém.

Sentimentos que não receio demonstrar quando tenho afecto por alguém.

A questão não está nos "se",nos  "mas", nos "não sei bem",nos  "talvez",nos "ainda não". 

A questão está no "silenciar" das nossas palavras, dos nossos gestos, dos nossos sentimentos, quando  no "agora",   " um" alguém  remete-se ao seu silêncio.

 

E porque os pinguins só estão cá até Sábado...


 

Obrigado, Rui.

 

 

 

 

 

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Professor(a)

por Maria Araújo, em 03.02.10

A propósito do aniversário de  Norman Rockwell , que o motor de pesquisa

 

 não deixou de homenagear, fui procurar algo sobre este ilustrador e encontrei várias imagens deste autor. muitos simples e interessantes do quotidiano do povo Americano do início do século XX.


«O motor de busca Google homenageia hoje o nascimento do fotógrafo, pintor e ilustrador norte-americano Norman Rockwell com um logo especial na homepage.

Rockwell era muito popular nos EUA, especialmente devido às 321 capas da revista «The Saturday Evening Post» que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida norte-americana nas pequenas cidades.

Morreu em 1978, aos 89 anos.

Norman Rockwell pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon.

Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969. », in ,http://diariodigital.sapo.pt.

 

Copiei esta imagem

 

teacher

 

Uma ternura. As palavras escritas no quadro, com as contas à mistura. O sorriso terno e grato da professora, simbolo de respeito e autoridade nessa época, não muito longe.

E hoje, porque sou professora e sensível a certos acontecimentos e atitudes das crianças e dos seus pais, tive uma conversa com uma pessoa do sexo masculino que, à medida que ia deixando escapar algumas palavras de desabafo, as lágrimas teimavam em cair dos seus olhos, que ele evitava. Discretamente  ia limpando o rosto com a mão. Não sei se estava mais nervoso pelo que me contava, se pela  "fraqueza" em  não conseguir que as teimosas lágrimas brotassem dos seus olhos. 

Delicadamente, fui á minha carteira. Tirei o maço de lenços de papel e ofereci-lhe um. Timidamente aceitou . Continuou a sua conversa.

Eu não tinha respostas, nem tampouco poderia dá-las.

Quando saiu o seu rosto estava mais animado e conformado.

Após 20 anos no ensino, continuo a acreditar, embora a sociedade não queira aceitar, que o papel do professor é vital no crescimento e formação da criança. Mas gostaria que os pais reforçassem o nosso trabalho e empenho apenas com um pequeno gesto :

 

"Não nos desautorizem e imponham a vossa autoridade, dentro de casa!"

 

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Uma ROSA

por Maria Araújo, em 02.02.10

 

 

 


E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.

Rosa Lobato Faria (Actriz, escritora, autora e poetisa portuguesa)
 

 

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Grande Reportagem

por Maria Araújo, em 01.02.10

 

Hoje, depois do jornal da SIC, e quando estava para começar a jantar, apercebi-me do assunto da Grande Reportagem, "Este País não é para Velhos". Deixei-me ficar por uns minutos aqui na sala, e vi que  se tratava da "3ª idade", da vida dos idosos que vivem isolados e/ou  nos lares onde são acolhidos.

A refeição acompanhou-me no sofá.

O abandono dos idosos por parte dos filhos, alguns deles presos dentro de casa, sem comida, e a quem foi  "roubado" a parca reforma que possuíam.

Entretanto, passava a cena de um filme do realizador Grego Constantin Pilavios.

Pai e filho sentados num banco do jardim de sua casa. O filho lê o jornal. Um pardal, com o seu encantador canto,desperta a atenção do homem mais velho que pergunta "O que é aquilo?"

O filho comodamente a ler o jornal responde: "É um pardal", regressando à sua  leitura.

Depois de várias tentativas, sempre com a mesma pergunta, de chamada de atenção do pai,   o filho responde aos gritos que um é um pardal.

Aquele o pai levanta-se entra em casa e regressa com um diário...

 

Se a reportagem me fez dó pelo que a maioria dos idosos passa com o despreso e abandono dos filhos, esta cena sensibilizou o mais intímo do meu coração.

 

E como diz o ditado "Filho és pai serás..."

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O fim da verdade

por Maria Araújo, em 01.02.10

O Fim da Linha

 

 

Mário Crespo

 

 

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.

O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.

Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.

O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.

O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.

O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.

Foi-se o “problema” que era o Director do Público.

Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

 

 

(retirado do SAPO)

 

 

E assim se acaba a verdade da verdade

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