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cantinho da casa

cantinho da casa

Liberdade

até 1974, a palavra liberdade não existia. Existia o dever à Nação, ao Estado,a Deus.

Jovem que era, vivi este dia na escola, do outro lado do quarteirão desta rua onde ainda vivo, quando por volta das 11:00h ,talvez mais, mandaram-nos sair da escola e regressar a casa,não sabíamos bem porquê, só cá fora, na rua, é que se sentia uma grande agitação, falava-se de um golpe de estado.

Coração apertado, a mãe agitada, via-se na televisão, ainda a preto e branco, as inacreditáveis imagens do Golpe dos Capitães, a Revolução dos Cravos.

Quarenta e seis anos de liberdade, interrompidos neste Abril por um vírus que nos fez parar da agitação que vivemos todos os dias.

A natureza, sofocada, libertou-se do mal que o homem lhe fez, quer a mesma  Liberdade, respira, agora, também.

 O mundo está frágil.

Saibamos respeitar a nossa Liberdade, respeitaremos a dos outros também.

Festejo este dia 25 de Abril de 2020, para celebrar 46 anos da Revolução dos Cravos, na Liberdade "enclausurada" da minha casa ( e porque adoro a praia, o mar, que são a minha Liberdade) com este  poema de Sophia de Mello Breynar.

 

Liberdade


Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

 

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