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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

#fiqueemcasa 20

Maria Araújo, 04.04.20

Foi, hoje, um dia cheio de trabalho, sobretudo na cozinha.

Aproveitei o forno ligado ,fiz um bolo.

Aspirei. Coloquei as cortinas nos lugares.

Passei as capas das almofadas decorativas, passei as  toalhas, mas a roupa de cama e de vestir ficaram no cesto.

Depois de tomar um chá, sentei-me no sofá para ler um pouco,mas estava tão cansada  que, de comando na mão, saltava de canal em canal, não vi nada que me agradasse.

No Jornal da Noite da SIC, passou esta lindíssima música cantanda em português por um grupo holandês, que me lembrou que, algures no tempo, a ouvira ao vivo.

Na altura  fiquei emocionada, mexeu muito comigo.

Hoje, desafinada que sou, cantei-a com eles.

Matutava quando e onde a ouvira.

Sabia que a ouvira várias vezes com as mesmas pessoas.

E fez-se luz!

Seria o ano de 1995, os colegas formaram um coro,ensaiavam na Gulbenkian.

Eu não cantava, ia assistir, algumas colegas também. No final, íamos beber um copo.

O grupo era formado por homens e mulheres ( vou recordar estes anos com a minha amiga Mafalda),  o maestro era professor de música e maestro de uma banda filarmónica. Foi aí que eu ouvi.

Houve um espectáculo, não me recordo onde.

Foi com eles que aprendi a gostar da canção, que estava esquecida, relembrada, hoje, por Rogrigo Guedes de Carvalho.

 

Há mais em português cantadas pelo grupo.

 

 

 

 

desafio dos pássaros # 2.10

Maria Araújo, 03.04.20

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Desafio dos pássaros

Tema # 2.10

cantinho da casa


Chegou ao fim a segunda edição do Desafio dos Pássaros, estas duas últimas semanas sem tema, dizendo-vos que foi autêntica aventura de temas e de palavras.
Por vezes, não sabia o que escrever, teclava umas letras, ia saindo qualquer coisa que, depois de escrita, até gostava do resultado.
Os pássaros estão de parabéns.
Li textos lindíssimos que resultaram em gargalhadas e em lágrimas.
E porque não queria deixar acabar a semana sobre o desafio, tive a surpresa, que contei no post de ontem, de um pássaro que voava da cozinha para a marquise, que deixou penas pelo chão, que espalhou as flores secas que estavam numa jarra no armário da cozinha, que passava à minha frente aflito para sair.
Eu e a minha gata, atrás dele para tentar que saísse por uma das janelas, e abri todas, fugiu para a sala.Perdi-o de vista.
Propcurei-o. E vi-o muito quieto, parado no chão, pareceu-me que estava a sofrer, o meu primeiro pensamento foi que ele tivesse ido contra a janela e ficasse ferido.
Abri as janelas da sala.
Com receio de o magoar, se pegasse nele, fui buscar uma palhinha e tocá-lo para ele se mexer. E não se mexia.
Quando a minha gata o viu no chão,a minha preocupação foi que ela se atirasse a ele, corri para tentar pegar nela.
Se fosse uma gata de rua,não tinha dúvidas.
E foi quando me lembrei de pegar na vassoura e pelo piaçaba levá-lo até à janela.
Não estava magoado, estaria assustado, porque mal sentiu o piaçaba voava para todos os cantos da sala.
Com cuidado, e depois de várias tentativas, consegui que ele saísse pela janela.
" Liberdade!",comentei.
Um lindo pássaro entrou em minha casa. Veio dizer-me que os Pássaros estão bem, que devemos ficar em casa porque a vida não pára.
Foi tão bom, não foi!?

Foi!  

Mas alto lá, porque o piar não acabou!

Diz assim quem de direito: "Que falem de vós ou que inventem tudo, a tag “desafio dos pássaros, têm de colocar.", vamos lá este desafio continuar.