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a chica-esperta

por Maria Araújo, em 19.07.18

Das cinco bancadas de flores que há no largo junto ao cemitério há anos que compro na senhora Helena, a florista nos seus 70 anos, que tem a filha a ajudá-la, e  actualmente o companheiro desta.

A minha mãe faria ontem 89 anos, a minha irmã mais velha faria amanhã 67 anos, fui hoje ao cemitério pôr flores e  círios, que faço habitualmente de 15 em 15 dias ou sempre que posso.

Quando cheguei à bancada das flores, uma cadeira com uma caixa de fósforos em cima vedava a passagem para o interior, nenhum dos vendedores por ali, vejo uma senhora  com muito boa aparência, também na casa dos 70, que se aproximou e disse que não estava ninguém mas que tinha flores para vender.

Convicta que estaria a guardar a bancada enquanto os donos não chegavam, apontei para as flores brancas que  queria, perguntei-lhe o preço, ao que me respondeu que não sabia, que estava ali para vender as suas flores, e apontava para um balde, que estava ali sem ninguém saber, que não mexera em nada, e insistia na compra das suas flores.

Respondi que gostava das suas flores para as jarras de casa, não as queria para o cemitério.

Volto à carga pergunto se sabia onde tinha ido a florista, ela pega no seu balde de flores e põe junto às flores brancas repetia que tinha aquelas para vender, pedia-me que comprasse as suas, até que eu digo-lhe exactamente isto:

- Vou levar círios e flores brancas, por favor, quando a senhora chegar diga-lhe que uma cliente serviu-se do que queria e vem pagar quando sair do cemitério. Ela já sabe, sempre me disse que levasse o que quisesse quando não estivesse aqui, ela confia  mim.

E foi então que ela me respondeu:

- E eu sei lá bem dizer quem é a senhora! Ela não me conhece, eu estou aqui para vender as minhas flores. Vá lá, compre, cada ramo custa 1 euro.

Farta de a ouvir, comprei dois ramos de orquídeas.

Insistia para levar um ramo de flores azuis, respondi que não,  que queria as brancas da florista e quando me dirijo ao balcão para pegar nos círios, atrás de mim ouço uma  voz muito indignada que perguntava o que estava ela a fazer ali.

Virei-me e vejo a filha da senhora Helena, e o companheiro, que teriam ido tomar  pequeno-almoço no café que fica do outro lado da praça, com certeza com os olhos postos no estaminé, ter-se-iam apercebido da cena, vieram em defesa do que lhes pertence.

Eu pedi desculpa, disse que pensava que a senhora estaria ali a tomar conta da bancada, que ela insistira comigo para comprar as suas flores, que não sabia quem era aquela senhora.

Educadamente a florista mandou a senhora sair dali, que não tinha nada que invadir um espaço que não lhe pertence, que se queria vender as suas flores que o fizesse longe da sua bancada, que a senhora era uma atrevida.

E a senhora das flores justificava-se que não estava ali para tirar nada, que vira que não estava ninguém, decidira vender as suas flores  a quem se aproximasse, e que não fez nada de mais.

A estas palavras, a florista exalta-se, repete que ela é uma atrevida, que invadiu o seu espaço, que saia dali para fora,  que não volte a aparecer à sua frente.

Fiquei palerma com tudo isto que nem a vi pegar nas suas coisas e desaparecer.

Comentei com a florista que se ela não tivesse aparecido ia servir-me, a mãe sempre me pusera à vontade, que sabia que eu pagaria na volta. Comprei as flores brancas e os círios.

A cena acabou, mas fiquei com aquela imagem da senhora, nos seus 70 anos, de boa aparência, uma atrevida que não respeitou o lugar de quem ali trabalha, e que mostrou ser mais uma chica-esperta das muitas e muitos que proliferam neste país.

 

 

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gastar dinheiro em livros

por Maria Araújo, em 18.07.18

O filho de uma minha amiga vai no final do mês, em voluntariado, para a Guiné Bissau, leva material escolar para as crianças.

Quando ela perguntou se tinha por casa livros, lápis,  cadernos, respondi que não, mas que faria muito gosto em ajudar o filho, compraria algum material para as crianças. Pediu-me que não gastasse dinheiro, que procurasse em casa ou pedisse  aos familiares com filhos.

O que disse é para ser feito, fui hoje ao Continente ver o que há de novo de materais escolares.

Comprei duas dúzias de lápis, uma embalagem com esferográficas azuis, borrachas, uma caixa de 24 lápis de cor e  outra marcadores.

Faltam os cadernos, a ver na Staples.

Perto destas prateleiras  vi várias bancadas com livros com desconto que vão dos 10% aos 40%.

Dei várias voltas às bancadas, procurava os autores Elena Ferrante e Carlos Ruiz Záfon( deste autor li "'O Jogo do Anjo"),  não os encontrei.

A oferta é muita, vale a pena gastar uns euros e aproveitar os descontos, mas o que queria não vi, até que numa das prateleiras opostas às bancadas, encontro livros da  autora que procurava com um pequeno desconto de 10%.

Os livros estão caros, este tem um desconto de 1,80€ , não era de mais, comprei.

Tenho  bastantes livros que esperam que os leia, mas vou voltar, vi livros de autores que gosto com 20 e 30% de desconto.

Gastar dinheiro em livros é um.prazer para os amantes da  leitura, passem  lá, quiçá os vossos preferidos tenham um bom desconto.

 

500x.bin

 

 

 

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coisas do meu dia # no wc

por Maria Araújo, em 18.07.18

Levantei-me cedo, queria ir ao ginásio recuperar os 10 dias sem fazer exercício, queria senha para a aula de Pilates.

Entretanto, fui tomar café, e antes dacaula fui ao WC junto ao bar.

O espaço tem um para mulheres, outro para homens e um maior para pessoas com deficiência motora.

Estava eu a fazer o meu xixi quando alguém tentou abrir a porta, ao mesmo tempo que pergunta se está alguém. Obtendo a resposta afirmativa, pergunta:"vai demorar muito?"

Sou rápida nas casas de banho fora de casa, respondi que não, mas na verdade a minha vontade era ter dito que sim.

Nem um minuto passara, quando saí e não vi ninguém.

Depois de lavar as mãos,  passo junto à casa de banho  das pessoas com deficiência motora, a porta de correr estava aberta,  eis que vejo a senhora descontraidamente sentada na sanita.

Além do nojo que me faz ver pessoas sentadas na sanita pública, que odeio, nao consigo perceber por que nunca fecham a porta.

É que já foram muitas as vezes que apanhei as mulheres a subirem as cuecas.

Inconcebível!

 

 Resultado de imagem para gif wc

 

 

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o Pinhal de Ofir

por Maria Araújo, em 18.07.18

 

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Preservado e respeitado no seu interior, tinha até há pouco tempo, e a poucos metros do hotel, junto à rua principal, um pedaço mal tratado, cheio de mato e lixo.

Ontem, passando por lá,  vi a azáfama dos homens que tratam da limpeza e obras do lugar.

Pelo que vi, parece-me que será um espaço de lazer para crianças e adultos.

Há gradeamento a toda a volta, há uma pequena abertura que será para a porta de acesso, há um caminho com cimento.

Depois da tantos anos desprezado pela autarquia e falta de respeito dos banhistas pelos pinheiros, finalmente, dá gosto ver a limpeza do lugar.

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o meu computador está doente

por Maria Araújo, em 17.07.18

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Primeiro foi a bateria que deixou de carregar, desliga-se, agora, o computador uns minutos depois de o ligar, ou aguenta-se uma horita e desfalece.

Decidi guardar todas as fotografias e documentos em pendrives para o levar à "oficina", estive toda a tarde de ontem a fazer este serviço.

Hoje, fui à praia, estava vento, fui para a piscina, preservadoa do vento, no Pinhal de Ofir, passei parte da manhã e tarde, uma delícia, embora seja mais fã de praia.

Não vim a tempo da aula de Pilates, depois de tomar um banho, liguei o computador e, desde então, e em poucos minutos, é a quarta vez que se desliga.

Vale-me o telemóvel.

Amanhã vou levá-lo para uma revisão.

Pena que tenha pifado fora da garantia.

 

 

 

 

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coisas do meu dia # o jornal

por Maria Araújo, em 16.07.18

É habitual o Pingo Doce ter  jornais do dia e da cidade que são oferecidos aos clientes no final do pagamento das compras, na caixa.

A funcionária põe no saco das compras, por vezes peço, ou se não o quiser, agradeço, fica para outro cliente.

Na sexta-feira passada, estava ela a registar as minhas compras, o segurança coloca uns quantos na caixa, ela pegou neles e pô-los junto à maquina registadora ( já deve estar habituada aos comportamentos menos bons dos clientes).

Enquanto metia as minhas compras no saco, de repente, escuto a senhora ao meu lado reclamar qualquer coisa como " ela não devia ter feito aquilo".

Ouço a funcionária chamar uma senhora que acabara de entrar no supermercado, vira os jornais naquela caixa, sem pedir autorização, pegara num e seguira para fazer as compras.  

Advertida pela funcionária que devia deixar ali o jornal, que teria direito a um depois de fazer e pagar as compras, mal educada a senhora responde que podia, sim, pegar no jornal, que ia fazer compras, que é cliente, que ela não podia recusar o jornal.

A funcionária comentava que sim, que tinha direito ao jornal, e repetiu "depois de fazer compras", pedia-lhe que o pusesse no sítio.

A outra, erguendo a voz, dizia que não o colocava no lugar, e discutia que ela não tinha o direito de o recusar.

E eis que, de repente, atrás da senhora, o segurança aproximou-se, parou a observar a cena.  Tira-lhe o jornal e diz-lhe que terá um exemplar depois de fazer as compras, ao que ela, responde:  "mas quando pagar as compras os jornais poderão ter acabado".

Pagas as minhas compras, a funcionária põe um jornal dentro do meu saco. 

E ela, a senhora, de certeza que não iria ter um exemplar, não eram muitos os que ali estavam para os clientes.

Quem tudo quer, tudo perde.

 

Imagem relacionada

 

 

 

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Foto da semana #28

por Maria Araújo, em 15.07.18

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 Uma fotografia do Jardim do Palácio do Pálacio de Cristal,Porto.

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pensamos no tempo, na cidade

por Maria Araújo, em 15.07.18

e nem sempre é o tempo que faz na praia.

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Fizesse sol, nevoeiro, chuva ou vento,  combinara passar o dia na casa de praia com a minha sobrinha e filhotes.

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Na cidade o tempo estava um pouco encoberto e com algum vento, convidei a minha irmã para vir comigo.

Auto-estrada fora,  a sobrinha tinha ido almoçar com uns amigos, tinhamos a chave da casa, fomos para a piscina.

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O tempo convidava à praia, a piscina é para os dias de vento,  no momento que saímos de casa, chegam eles.

Os bejinhos, os abraços, eles ficavam por casa, fomos nós à praia.

A temperatura  estava óptima, não havia vento, fomos para a restinga de Ofir.

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A água do mar estava agradável, maré alta, tivemos cuidado com o banho.

Desafiei a minha irmã fazermos o regresso pelo margem do rio, que ela não conhecia.

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Ficou encantada, nunca vira Esposende do outro lado da margem, parecia uma criança a brincar no rio.

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Dirigimo-nos ao passadiço, fizemos o percurso até casa por este.

O fim de tarde continuava sereno, sem vento.

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Ficamos para jantar.

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As crianças foram dormir, a conversa estava agradável, mas era hora de regressar a casa.Já não sou das que adora conduzir à noite na auto-estrada, vinte minutos nas calmas, à meia-noite estavamos em Braga.

E a noite continuava serena e linda.

Pensar que o tempo que faz na cidade é o mesmo que faz na praia, é errado. 

E as praias do norte enganam-nos, também.

Fossem todos os dias de praia como o de hoje.

Foi um dia maravilhoso.

 

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um passeio pelo Porto

por Maria Araújo, em 11.07.18

com os meus amigos bloggers Rui e esposaAfrodite e Ju e marido, andamos pelo Jardim do Palácio de Cristal

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 passamos pelo jardim das rosas, belíssimas com as gotas da chuva que caíra.

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os nenúfares

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Depois de um bom almoço buffet, passamos por Leça, subimos ao topo do farol ( fechado o exterior, as fotografias possíveis tirei-as do interior).

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o degrau 100

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 e o...

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antes de descer tive de fotografar a placa na porta de saída do farol

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 Mais um dia bem passado e em boa companhia, e o nevoeiro não chateou nada, até por que dentro do farol estava muito quente, cá em baixo a brisa era deliciosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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acabado o mundial

por Maria Araújo, em 11.07.18

para nós, portugueses, a minha fé para disputar a final do mundial estava na Croácia.

A  França, que perdeu o Euro 2016, quer a vingança, quer ganhar o mundial

E continuo a acreditar que a Croácia vai fazer história, vai ser a vencedora deste mundial.

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