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Vila Real

por Maria Araújo, em 17.06.17

O calor que não me deixava dormir, a partir das 3h levantava-me de hora em hora. Parecia uma criança que vai fazer o primeiro passeio da sua vida de estudante. Acabei por adormecer, acordei antes de o relógio despertar, preparei as minhas coisas, despachei-me para chegar a horas ao encontro que faço por chegar primeiro ( sou british nas horas). E cheguei.

À porta da escola os quatro autocarros já nos esperavam, os alunos também.

Os colegas foram buscar as listas, fizeram a chamada, partimos para Vila Real por volta das 8h45.

Chegamos ao Parque Aquático por volta das 10h45. Antes de  sairmos do autocarro, o colega responsável por cada um dos autocarros,  faz os avisos necessários para as regras de educação e de respeito no/do recinto, e a marcação da hora de regresso. A partir do momento que entrassem no parque, os alunos dos 8º e 9 anos ficariam  por sua conta.  E era vê-los pegar nas mochilas e nos sacos térmicos com  o farnel espalharem-se pelo parque à procura de um bom lugar, se  possível com sombra.

Outros alunos de outras escolas ocupavam já o espaço superior do recinto, escolhemos o inferior, estavamos mais à vontade. De imediato os funcionários foram montar os guarda-sóis para nós.

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A partir daqui, foi desfrutar do parque. Uma das colegas comentou que, comparado com os parque aquáticos do Algarve, este era muito pobre.

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Nunca fui adepta de parques aquáticos, também nunca experimentara, pela confusão que me parece haver. Estava lá, tinha que aproveitar o convívio e a água. A escassos metros de nós uma queda de água era a diversão de muitos dos nossos miúdos.

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Quando comentei que queria deliciar-me nela, as minhas duas amigas seguiram-me. Entramos na água, com uma excelente temperatura. Os miúdos deliravam com a força da água que batia no corpo. E nós também.

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Ora na toalha a gozar o sol e a conversa, ora debaixo daquela água maravilhosa, passamos bons momentos. E o tempo parecia que tinha parado. 

De quando em vez, os  colegas davam uma volta para ver como estavam os rapazes e as raparigas, que diga-se, estas não paravam de desfilar ( ai as hormonas ao rubro).

Os vigilantes sempre atentos às brincadeiras excessivas, e proibidas na água, sopravam o apito.

A verdade é que sendo um parque pequeno, tem o suficiente para miúdos e graúdos se divertirem.

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Há colegas que se divertem com os escorregas, bora lá vê-los aliviarem a carga de um ano de trabalho ( por mais que evitem a conversa vai sempre para a escola) agora com as avaliações e os exames à porta.

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 Ao princípio da tarde alguém fala no jacuzzi. 
- Jacuzzi?! Onde? - perguntei.

Um pequeno espaço cheio passara-me despercebido, pensando eu que seria um confortável "sofá" dentro de água.

E quando entrei e senti o delicioso ondular da água que batia no corpo, na barriga, nos pés, hummm, percebi o que levava a malta  a procurar aquele espaço redondo.

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O parque tem um bom espaço, tem restaurante e bares, está bem apetrechado para servir as delícias dos visitantes, bem vigiado, funcionárioas atentos e simpáticos.

O balneário é muito espaçoso e limpo. Tem bastantes cabines com chuveiros e casas de banho.

Os aspectos negativos a apontar, tem a  ver com o ruidoso megafone fixo na parede do café restaurante, na entrada do parque, que não nos deixa sossegados a deliciarmos do nosso café e da conversa descontraída.

Também  o do grupo de jovens que anda pelo parque com um falcão no braço e uma tartaruga de porte pequeno que são motivo de curiosidade dos adolescentes e crianças, aliciam-nos a pegar nos pobres bichos e tirar uma fotografia.

À saída, expõem as fotografias, perguntam-nos se temos alguma que queiramos levar. A pagar, com certeza.

Não gosto disto. Não concordo com isto. 

No portão de entrada do parque uma placa mostra as proibições do recinto.

Uma delas é de animais de estimação...

Já em Braga, a minha amiga Mafalda perguntou-me: "Gostaste? Valeu a pena?"

Claro que sim - comentei - Adorei!

 

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hoje, deu-se a queda

por Maria Araújo, em 02.06.17

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Saía de uma consulta, descia o largo passeio, e sabendo que depois de atravessar a pequena passadeira junto uma saída de fornecedores do hospital, existe uma beira de passeio que acaba precisamente no meio do mesmo e capaz de provocar a queda de qualquer pessoa distraída.

Sempre que passo lá, comento: " um dia alguém vai cair aqui e magoar-se". Evitava-o, desviando-me, e seguia o meu caminho.

Hoje, deu-se a queda.

Saía da passagem de fornecedores um carro branco. Antes de eu atravessar a passadeira, a senhora que ia no carro passou primeiro, mas parou a meio.

Estava eu pronta para atravessar e, páro, também!

A senhora, que ia virar à esquerda, decide fazer marcha atrás, não me deixou passar e  vira à direita.

A comentar para o meu decote a asneira que ela fez, e porque não pode virar à direita (sujeita a vir um carro e baterem de frente), quando subi o passeio do outro lado, esqueci-me da tal beira que acaba no meio do passeio e katrapumba, estatelei os meus joelhos no chão.

Levantei-me de imediato. Ninguém por perto. Cheia de dores, mal conseguia dar um passo.

Passei as mãos por cima das calças a massajar os joelhos.

Vivo a 100 metros do hospital, nunca me custou tanto chegar a casa.

O joelho direito está inchado, custa-me a dobrá-lo.

Entretanto, a dor foi passando.

Só há pouco lembrei-me que devia pôr um pouco de gelo.

Está a melhorar.

Há duas ruas que vão dar ao hopsital. Vou passar a vir para casa por onde vou: pelo lado oposto.

 

 

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que dores!

por Maria Araújo, em 29.09.15

 

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hoje não me apeteceu ir ao mercado municipal, fui comprar alguma fruta e legumes (acabei por trazer pouca coisa, não gostei da sua frescura) num mercadinho perto de casa.

Na esquina da rua, estava uma senhora a vender marmelos, figos, nozes e ovos. Com intenção de a ajudar e porque gostei do aspecto dos produtos, comprei marmelos e nozes. Pedi para os guardar enquanto ia fazer as compras no mercadinho.

No regresso a casa, na passadeira alcatroada e com faixas pintadas a branco, que sempre atravessei e atravesso, senti o tacão da minha sandália escorregar e, pimba! Caí e bati com o pulso direito no chão!
Duas senhoras vieram socorrer-me. Os sacos das compras caídos, levantei-me e disse: "que dores! ano passado fracturei este pulso, não é nada bom que isto aconteça". E contorcia-me de dor.

Agradeci às senhoras o apoio, os sacos das compras vieram para a mão esquerda e segui caminho com a mão direita encostada ao peito. Apesar das dores, movimentava-a bem, fiquei descansada. 

Cheguei a casa, pus gelo.

Julho passado, em casa da minha irmã, não vendo uma cadeira que estava perto da porta do quarto, a minha perna esquerda bateu num canto e o este pulso foi chocar na parede. Fiquei com um grande hematoma na perna e fortes dores no pulso. Dei um grito...mas os meus sobrinhos não deram por nada. Depois gozaram comigo, os sacanas.

Uns dias mais tarde, voltei lá e bato com a perna na cadeira. Reparei, então, que encostado a um móvel e junto à cadeira, estava o aquecedor.

Lixada, entrei no quarto do meu sobrinho, que vive no Porto, vem só de fim de semana, e procurei um lugar onde pudesse arrumar o aquecedor sem estorvar ninguém (não sei se o aquecedor continua onde o arrumei).

Hoje,  a primeira coisa que me veio à ideia quando senti as dores, foi: " Caramba, logo hoje que quero aliviar o cesto cheio de roupa para passar a ferro! Não quero voltar ao que passei há um ano e espero que não seja nada que me impeça de ir às aulas de antigravity." 

Agarrar o hammock com as mãos e os pés, é fundamental. Não caímos de certeza, e eu já me sinto muito segura no que faço.

O pulso já não me dói, está um pouco inchado, ainda não peguei no ferro, e amanhã vou às minhas aulas.

 

 

 

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E o ditado diz: "cá se fazem, cá se pagam"

por Maria Araújo, em 10.12.14

A propósito do meu post anterior, será que alguém "escutou" meu pensamento e vingou-se?!

Tenho o hábito de lavar os sacos de plásticos que não são reutilizáveis e colocá-los no balde da reciclagem.

Depois de lavar a loiça, lavei o saco de uma carne que cozinhei e deixei que a água escorresse para a pia e fui pô-lo no balde.

Teriam saltado uns pingos para o chão e eis que escorrego, bato com a nádega direita no chão, ao mesmo tempo que a mão direita bate com força dentro do vaso que está junto ao balde, vira-se e espalha a terra no chão. A minha sorte foi a terra amortecer a batida do pulso, caso contrário, teria batido no chão e seria o diabo. Doeu "bué".

Fui lavar as mãos e massagei o pulso com Voltaren. E está um pouco inchado.

Tenho hematoma na nádega? Não sei, fiquei mais preocupada com o pulso.

Criticaste, cantinho, o tempo que esperas na clínica? Toma!

Não tenhas cuidado, não vás ter de regressar a mais sessões (lá para fevereiro) mais cedo do que o previsto.

Cá se fazem, cá se pagam (cruzes, canhoto)!

 

 

 

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Há 25 anos

por Maria Araújo, em 09.11.14

muro.png

quando o "inderrubável" muro da cidade de Berlim caiu para todo o sempre, estava eu, sozinha (uma colega desistiu outros faltaram), cheia de dores de cabeça, a fazer um exame, no gabinete da professora, enquanto ela, um muro de frieza e insensibilidade, cochilava de tédio.

Nunca esqueci.

Sem Título.png

(1989)

 

murro.png

 (2014)

 

 

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o resultado da Noite Branca

por Maria Araújo, em 14.09.14

com uma multidão imensa e com a juda de São Pedro, um querido em manter a noite super agradável e divertida, foi: no regresso a casa, cedo, depois de tirar uma foto com o telemóvel e quando estava a abrir a carteira para o guardar, num dos muitos estúpidos mecos escuros que se estendem no passeio, que não vi, e não me perguntem como aconteceu, porque foi tão rápido, caí para o lada de fora do passeio, o corpo em cheio sobre o meu braço direito e o resultado da Noite Branca está na fractura do braço.

Agora e durante um mês, se não for mais, ginásio já foi à vida; dentro de casa, na cozinha, só com ajuda.

Mas o esquerdo está a safar-se nas tarefas básicas.

A tala começa a incomodar-me.

E assim acontece...

 

 

  (imagem daweb)

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desafio temático de fotografia

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6º Encontro Bloggers

6º. Encontro Bloggers (selo v1).jpg

2º desafio de leitura

desafio



Outro cantinho



Encontros - eu fui

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