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depois da procissão

por Maria Araújo, em 15.04.17

 

 

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Ontem foi dia de procissão.

Não tinha intenção de ir, mas combinei com uma amiga bebermos um copo, precisávamos de conversar.

Encontrei o meu mano mais novo e a mulher, fomos juntos ao bar, a procissão ainda estava a decorrer, tivémos de dar uma volta porque era impensável furar a multidão.

No passeio, junto ao bar, sentamo-nos numa mesa, pedimos as bebida, conversámos.

A junta de freguesia da Sé fica em frente ao bar onde nos encontrávamos.

Acabada a procissão, os figurantes passavam junto a nós, iam deixar as vestes alegóricos na junta.

De repente, uma senhora de cerca 70 anos pára à nossa beira e diz:

- Estou cansada de andar na procissão. Doem-me os pés, já não aguento mais.

Levanta a veste e mostra os pés, sem meias, numas sandálias.

- Os meus netos andavam devagar, estavam cansados, uma delas, a mulatinha, anda depressa demais, tinha de a chamar para não avançar e não sairmos do passo. Ai, doem-me os pés.

Comentámos:  - Vimos passar, sim, uma miúda bem gira. É então a sua neta?  

- Sim - respondeu. 

Sabem, eu participo em todas as procissões, por isso, desde quarta- feira que não páro.

De quando em vez, fazíamos um ou outra pergunta, mas o discurso dela era todo seguido.

- Há quatro anos, foi-me diagnosticado um cancro. Fui ao cabeleireiro, rapei o cabelo. Quando fui à médica, ela perguntou-me por que cortara o cabelo. Disse-lhe que queria participar nas procissões. Punha uma peruca e resolvia o assunto.

Ela aconselhou-me a não o fazer. Eu respondi que quem mandava era eu, queria ir, não podia proibir-me. Se tivesse de morrer tanto fazia morrer de cancro como de outra coisa, Deus estava com ela, e ia.

Estavamos muito atentos a ouvir a conversa.

- Sabe, eu paguei 50 euros pelas vestes. Na procissão da burrinha não pagámos nada. Tudo é suportado pela junta de freguesia da São Victor - dizia.

Ficamos admirados. Supuséramos que os fato eram emprestados.

E continuou:

- Para o ano quero ir na procissão da burrinha mas não quero ir a pé, quero ir como o romano, o finório,  que vai deitado, pernas à mostra, e nós fartámo-nos de andar.

Às tantas, ouve-se alguém chamar pela mãe. Era a filha que já despira as vestes, andava à procura dela. As filhas, também. Reclamava que estava na hora de irem para o autocarro.

E a senhora estava tão satisfeita a contar as histórias das procissões que se esquecera das dores nos pés e da hora do autocarro.

Despediu-se de nós.

Eu disse-lhe: 

- Uma Santa Páscoa para a senhora. E não imagina o prazer que nos deu ouvi-la. Adoro escutar histórias.

E a senhora seguiu o seu caminho.

Comentei ao grupo: - Isto é o que gosto. Ouvir histórias de vida de mulheres simples.

Fosse mais cedo,e vivesse perto, convidava-a a sentar-se e beber um copo connosco.

Foi um bom momento.

Uma Santa Páscoa. 

 

 

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A procissão Ecce Homo

por Maria Araújo, em 25.03.16

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Saí de casa cedo para encontrar um espaço, se possível à frente, onde pudesse ver a procissão que há anos não via.

Fui para o Largo de Santa Cruz, já se viam as pessoas na berma dos passeios, vi um espaço vazio onde podia acomodar-me.

Mal cheguei, posicionei-me ao lado de um casal que marcava posição cerrada para que ninguém furasse o lugar e se metesse à sua frente. 

As pessoas foram chegando, encostavam-se (detesto!) a quem estava à frente, de vez em quando encolhia-me (é aqui que exercito o meu abdominal)  praticamente não me mexia para marcar o meu lugar. 

Mas as pessoas que desciam a rua e queriam passar para outro lado, viam sempre no lugar onde eu estava, a porta para saírem. E isto gerou comentários parvos de quem estava ao meu lado. 

Lera na programa das celebrações que procissão saía às 22h. Até chegar ao local onde estava, demoraria pelo menos trinta minutos. Mas quem estava ao meu lado insistia que a procissão saía às nove e meia. Não se calavam. Eu calada estava.

Atrás de  mim, encostou-se uma senhora acompanhada de um casal jovem. Ele, ora falava alemão, ora falava inglês ora falava algo parecido com árabe.

A senhora, pior que as matracas dos farricocos (fui à procissão porque gostava de os ver e ouvir o som das matracas e as chamas dos fugaréus), não se calava.

Em frente a nós, num grande letreiro de uma loja de recordações, lê-se esta palavra em inglês, espanhol, italiano e alemão. Dizia ela: "Braga está uma cidade poliglota. Já viste o letreiro... Que fino!", e lia cada uma das palavras. E ia aproximando-se mais um pouco de quem estava à sua frente. Mais baixa que eu, provavelmente, esperava que alguém se oferecesse para ela passar para a frente.

De quando em vez, o jovem lembrava-se de falar para a esposa em alemão, ou árabe, ou inglês.

Uma dada altura, diz a senhora: " Há tantos espanhois por cá. Nem sei por que vêm. Podiam ir para Sevilha. Fazem uma Semana Santa mais bonita , a procissão é muito mais completa. Esta aqui não presta."

Apeteceu-me virar para trás e dizer-lhe: "Se não presta, por que está aqui?"

O cortejo mostra-se ao fundo da rua, um casal estrangeiro tenta passar para a lado de trás onde nos encontrávamos, mais uma vez protestam por quererem passar entre nós, a senhora baixa-se para tentar tirar fotografias, uma delas bate-lhe no ombro e a outra diz , misturando francês, inglês e português : "ici, não, back!."

A estrangeira levanta-se, dou-lhe lugar para ela passar e digo às "companheiras do lado";  - mas a senhora só quer tirar umas fotografias, ela baixou-se, não sei por que não a deixaram.

"Que tire lá atrás! Era o que faltava, já estamos aqui há imenso tempo, vem ela meter-se à frente". 

Calei-me, olhei para trás e vi a estrangeira com um tablet a tentar apanhar o início do cortejo.

A GNR , a cavalo, anuncia que vem a procissão. Atrás destes,os representantes de várias Misericórdias do país. Às tantas, aproxima-se a de Cascais e diz a matraca: "Olha, vem aí a Misericórdia das tias".

Fiquei possessa. Estava farta de ouvir a fulana. 

A procissão ia a meio, um dos casais da frente, sai e diz-lhe: "Pode ficar com o lugar, vamos embora".

Apoderou-se do lugar, sem perguntar-me se eu queria ocupar, também, visto que estava ali desde cedo, passou para a frente, acompanhada de uma outra jovem que eu não reparara, e ali ficou, numa posição que me impedia de ver.

Não disse nada. Deixei-me esta quieta e calada porque se dissesse alguma coisa, ela iria reagir, não queria interromper o "quase" silêncio do cortejo.

Às tantas, ouve-se um homem, um dos muitos chicos espertos deste país, ao meu lado direito, dizer: "Anda!"

Olhei e vi que piscava o olho para alguém que indicava que queria que fosse para o seu lado.

O casal da frente diz "O senhor não empurre!"

"Mas eu não empurrei! Nem  sequer me encostei a si. Sou gordo, mas nem tanto que me fizesse senti-lo"

A conversa ficou por ali, o chico esperto conseguiu ver melhor que eu o resto da procissão.

Passaram muitos anos que não fui às procissões. Lembrava-me dos muitos empurrões que sempre levei. 

Depois decidi voltar, quase sempre ia para a rua da Sé, onde termina o cortejo, tem menos pessoas, vê-se melhor.

Este ano fiquei perto de casa, mas não tenciono repetir porque percebi que pouco ou nada mudou.

As pessoas são broncas, não respeitam ninguém, não sabem ver em silêncio.

 

 

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Semana Santa - Procissão da Burrinha

por Maria Araújo, em 24.03.16

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Um bonito documentário para quem quiser perceber a história desta bela procissão feita pelo povo e para o povo

 

 

 

 

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Procissão dos Passos

por Maria Araújo, em 29.03.15

Há muitos anos, acho até que desde miúda, que não ia à procissão dos Passos.

Hoje fui ver, aqui perto de casa, e fiquei decepcionada. Um cortejo pequeno.

Ou as pessoas não têm dinheiro para vestir as crianças de anjos e/ou outras figuras bíblicas, ou as crianças não querem (eu nunca quis), ou a tradição já não é o que era e as pessoas preferem ser espectadoras.

Também, se não me recordo há quantos anos não vou, posso estar a exagerar e esta procissão ser de facto pequena.

Passaram os GNR, que abriam a procissão, alguns estandartes que voavam quando o vento soprava ais forte e quem os levava fazia um grande esforço para os segurar.

E de repente a procissão parou em frente à Igreja da Santa Cruz . Dos altifalantes saía a voz do Arcebispo Primaz que, durante cerca de meia-hora, fez a pregação.

A temperatura não era de primavera, o sol fraquito ia sorrindo sem aquecer os corpos e a paciência não era muita. Viam-se alguns anjinhos fora do cortejo a brincar no jardim em frente. Pudera! Quem aguenta meia-hora com a brisa fria que fazia?

Alguns idosos  que se sentavam nas escadas da Igeja de São Marcos, onde arranjei um lugar para poder tirar algumas fotografias, comentavam "não há anjos? as pessoas estão a guardar-se para as procissões da Semana Santa?"

E os transeuntes que já tinham visto a procissão noutra rua passavam pelo meio do cortejo parado, sem respeito por quem estava ali à espera que a pregação acabasse e pudesse seguir o seu caminho.

Habituada que estou a ver muitos andores, passaram apenas dois, mais alguns anjinhos, grandes e pequenos, os seminaristas e a banda.

E eu  que pensara que ia ver um grandiosa procissão.

E as fotografias não foram as melhores, também.

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Na noite de 12 de maio e

por Maria Araújo, em 11.05.13

pela primeira vez nestes dias de comemoração da Aparição de Nossa Senhora, vou a Fátima. 

Acontece que, há alguns meses atrás, três colegas de trabalho combinaram ir  lá e lembraram-se de mim. Perguntaram-me se gostaria de as acompanhar. Sorri e aceitei. Porquê? Porque são pessoas com quem me dou muito bem, e não queria, de modo algum, dizer não.

Então vamos para a procissão das velas e regressamos no dia 13.

Acho que vou viver a noite do dia 12 com muita emoção. Quando vejo na TV esta procissão, as lágrimas caem-me e não sei porquê.

Sinto que a minha visita a Fátima vai trazer-me algo de bom.

Não sou pessoa de muitas rezas, não acredito na conversa dos padres (alguns), mas tenho fé.

Vou pensar em todas as pessoas que fazem parte da minha vida, e naquelas que , não conhecendo, transmitem-me sinceridade, seriedade, bom senso.

Por isso, podem ter a certeza que o meu pensamento estará convosco.

Bom fim de semana.

 

 

 

 

 

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Semana Santa ?!

por Maria Araújo, em 26.03.13

Com o tempo que tem feito, chove sem cessar, a Semana Santa fica comprometida.

E eu gosto de sair à rua nestes dias, ver os turistas, tirar fotogragias, muitas fotografias, chegar a casa e escolher as que ficam para sempre aqui, neste cantinho.

Com o tempo que tem feito, as tão famosas e bonitas procissões não saem.

E aqui se fica por casa, organiza-se o que se vai deixando para amanhã.

Detesto estes dias cinzentos. Gosto de andar na rua.

Centros comerciais, não, obrigada. Fechado, e ruído de mais....E os estudantes andam por lá.

As únicas fotos que consegui, no sábado, quando surgiu um aberta e o sol deixou uns apáticos raios, nesta primavera fria, chuvosa e triste.

 

Jardim de Santa Bábara

 

 

 

 

 

 

 

 

Casa dos Coimbras

 

 

Rua de São Marcos

 

 

Igreja de Santa Cruz

 

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Ecce Homo

por Maria Araújo, em 09.04.09
 

Procissão do Senhor Ecce Homo, quinta-feira, dia 09, às 22h00. Saída da Igreja da Misericórdia. 
                                  

 
Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Misericórdia, esta procissão evoca o julgamento de Jesus, ao mesmo tempo que celebra a misericórdia por Ele ensinada. Abre o cortejo o exótico grupo dos farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, empunhando matracas e fogaréus (taças com pinhas a arder). Daí chamar-se também «Procissão dos Fogaréus». Integrados na procissão, revestem um simbolismo diferente do da tarde: evocam os guardas que, munidos de archotes, foram, de noite, prender Jesus.

A imagem do Senhor «Ecce Homo» representa o Cristo tal como Pilatos o apresentou à multidão, dizendo: - «Eis o Homem!».

Além de muitas figuras alegóricas da Ceia e do julgamento de Jesus, desde 2004 incorporam-se na procissão alegorias das catorze obras de misericórdia, bem como figuras históricas ligadas à fundação e à história das Misericórdias.

A procissão percorre o seguinte itinerário: Igreja da Misericórdia, Rua D. Diogo de Sousa, Arco da Porta Nova, Av. S. Miguel,-o-Anjo, Rua D. Paio Mendes, Rua D. Gonçalo Pereira, Largo de S. Paulo, Largo de Paulo Orósio, Rua do Alcaide, Campo de Santiago, Rua do Anjo, Rua de S. Marcos, Largo Barão de S. Martinho, Rua do Souto, Largo do Paço, Igreja da Misericórdia.

Fonte - Comissão Organizadora das Solenidades da Semana Santa de Braga

 

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Esta procissão, também conhecida pela procissão dos farricocos, é realizada aqui na minha cidade com muita pompa. Aliás, toda a Semana Santa é festejada com concertos na Sé e outras Igrejas da cidade,  a cerimónia do lava-pés, na Sé de Braga.

 

 

Os farricocos, que hoje também andariam pela cidade, com as matracas, que fazem um rec,rec,rec,rec,rec,  que eu adoro. Como está de chuva provavelmente nem teriam saído. Estes representam os guardas que prenderam Jesus Cristo.

 

 

Amanhã será Procissão do Enterro do Senhor (Sexta-feira santa), em que todo o cortejo veste de roxo ,com véus escuros a taparem o rosto.

 

 

Organizada pelo Cabido da Catedral, Irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz e Comissão da Semana Santa, esta imponente procissão - de todas a mais solene e comovente - leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. Acompanham-no aquelas e outras irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé e autoridades. Vão também os andores de Santa Cruz e da Senhora das Dores.

Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias vão de cabeça coberta. Para mostrar a sua dor, as figuras alegóricas ostentam um véu de luto. As matracas dos farricocos vão silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo chão.

A procissão percorre o seguinte itinerário: Sé, Rua D. Gonçalo Pereira, Largo de S. Paulo, Largo de Paulo Orósio, Rua do Alcaide, Campo de Santiago, Rua do Anjo, Rua de S. Marcos, Largo Barão de S. Martinho, Rua do Souto, Largo do Paço, Rua D. Diogo de Sousa, Arco da Porta Nova, Av. S. Miguel-o-Anjo, Rua D. Paio Mendes, Sé.

 

Queima do Judas

 

Sábado de Aleluia, pelas 22 horas, em Celeirós – Braga, realiza-se a já habitual, Queima do Judas. Esta tradição perde-se no tempo e tem o carácter simbólico de penitência dos males e de purificação, através do fogo.
É uma festa tipicamente profana, com origem cristã, segundo a qual Judas entregou Jesus à morte, tornando-se por isso um traidor.
A Queima do Judas, não é só o queimar de um boneco de palha, mas, também, a representação de um trabalho artístico e literário Explora-se o aspecto crítico, humorístico, com especial incidência na vida política e social; cenas da vida local, regional ou nacional, relatados numa clara expressão satírica. Começa com uma procissão pela freguesia, em seguida, lê-se o célebre “Testamento do Judas”, em quadras de escárnio e maldizer.
É uma noite de sátira, de crítica, de castigos e reparos, mas também é uma noite de muito riso.
No final: pela meia-noite, queima-se o Judas, ou melhor, o fogo num espectáculo pirotécnico de grande beleza.
O Judas Morreu! Viva o Judas!
 

 

 

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No centro da cidade de Braga, é na freguesia da Cónega que habitualmente se faz a Queima do Judas.

A Festa da Páscoa, é realizada na Segunda-feira, com a visita da Cruz às casas, seguida de foguetes, música , e as nada tradicionais, mas que invadem as romarias Portuguesas, farturas.

 

Santa Páscoa.

Aleluia! Aleluia!

 

 

 

 

 

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