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estás no tapete

por Maria Araújo, em 19.01.18

no ginásio, queres fazer o aquecimento antes de ires para uma aula de grupo quando, de repente,  vês o homem que está do outro lado, em frente a ti, também no tapete, a escabichar os dentes.

Depois, com os dedos húmidos da saliva, passa-os na máquina.

Volta ao mesmo.Abre a bocarra, enfia os dedos nos dentes, escabicha, escabicha. Tira-os da boca e lambe-os.

Felizmente, chegou a hora da minha aula. Já estava a ficar enojada com a cena.

Bolas! Parava a máquina e ia escabichá-los para a casa de banho, ali perto,  junto ao bar.

 

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" E esta, hein?!"

por Maria Araújo, em 18.01.18

Fernando Pessa, conhecido por relatar situações caricatas do nosso país acabava o relato com a expressão " e esta,hein?!", veio-me à memória por algo que se passou aqui à porta da minha casa.

A minha rua tem parquímetros, poucas são as pessoas que tiram o bilhete de estacionamento. É habitual estacionarem os carros, vão à vida e depois não querem ver a multa nos seus carros. O ano passado um carro esteve estacionado 4 dias, teve direito a 4 multas.

Ora, hoje, estava eu de saída para ir à estreia do filme " As Lamas do Mississipi", reparei que um carro branco tinha uma multa no pára-brisas. Ao lado deste carro, um jipe, de onde vejo sair um homem de cerca de 50 anos que, sem olhar para lado nenhum, tira a multa do carro branco e põe no seu jipe.

Quando estava a fazê-lo, reparou que eu observava a cena, mas não alterou nada o seu gesto. Vai à porta de trás, abre-a, sai um miúda. Atravessam a rua e seguem o seu caminho.

Fiquei sem palavras. Apetecia-me tirar a matrícula e avisar a ESSE.

A sessão de cinema era às 17h20m, o filme não acabaria antes das 19h30m teria de andar 20 minutos a pé, decidi levar o carro. Voltei a casa para pegar a chave. 

Quando desci, estava o funcionário da ESSE a imprimir uma multa, que põe no jipe.  Reparei que o carro branco estava com a multa que lhe pertencia.

Fui tirar o meu carro da garagem e quando saí do portão o jipe já não estava estacionado.

O que pensei?  O chico esperto foi levar a miúda algures e para não tirar um bilhete de 25 cêntimos, o mínimo que tem de pagar, que deve ser por um período de 10 minutos, viu a multa no carro branco e pôs no seu, convicto que o funcionário da ESSE não passasse tão cedo.

Se alguém viu o que eu vi e fez queixa ao funcionário que estaria por perto,  não sei, o que sei foi que tudo aconteceu num curto espaço de tempo que não foi mais de 7 minutos.

O chico esperto pensou que teria sido eu fazer a queixa, e bem merecia que tivesse sido. Não fui, mas gozei com  a situação porque a espertície dele saiu-lhe cara. 

No meu carro, falava eu sozinha e alto: " É preciso ter lata.! Que vergonha fazer uma coisa destas! Nunca vi nada assim!"

E foi quando me lembrei do nosso saudoso Fernando Pessa que, se visse isto, diria :" E esta, hein?!"

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ainda o artista de rua

por Maria Araújo, em 01.08.17

A propósito deste post, e porque estou sem carro por dois dias ( emprestei-o à minha irmã para se deslocar para o trabalho, a cerca de 35km cá do burgo) fui a pé resolver um pedido que ela me fez.

Saí por volta das 11h, o percurso era precisamente pelas ruas em que tinha de passar os cruzamentos que faço de carro.

Aproximando-me do primeiro (1), com cerca de seis carros parados à espera que o sinal verde abrisse, o jovem acabara de fazer a sua exibição.

Quando passava mais perto, ouvi ele dizer:

- Obrigada. Bom-dia, bom-dia. Hoje é terça-feira. Sorriam. O dia já começou, haja boa disposição.

E agradecia a moeda a cada um dos condutores que, entretanto, a deixavam no chapéu e arrancavam porque o sinal passara a verde.

Garanto que, desses seis condutores, todos deram a moeda. 

A próxima que o apanhe, vou tirar uma fotografia.

Sem Título.png

 

Descia eu a rua em direcção ao segundo cruzamento (2), vislumbrei ao longe o pedinte do costume.

Agasalhado até à cabeça, hoje com duas muletas, em vez de uma, as calças dobradas acima do tornozelo, deixavam ver as habituais ligaduras brancas.

Nenhum carro parado nos semáforos.

A meio da rua, dois carros pararam. O homem preparava-se para descer o passeio para o peditório. Mas viu-me.

Quando passei, sorriu e disse: " dê-me uma moeda".

Sinto uma imensa falsidade no homem. Anda há anos neste teatro da vida, e eu não gosto disto.

Segui o meu caminho sem lhe responder.

 

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artista de rua

por Maria Araújo, em 28.07.17

 GAIA MALABARES

 

O homem terá trinta e poucos anos, encontra-se durante parte da manhã e/ou da tarde nos semáforos de um dos cruzamentos da Avenida 31 de Janeiro.

Tem cerca de 60 segundos para fazer os malabarismos e manipular os 4 a 6 pinos que tem na mão.

É muito expressivo, se algum pino lhe cai, leva para a brincadeira, faz um gesto de surpresa, rapidamente o apanha, continua a execução, acabando-a uns segundos, com uma mímica ou um posar característicos, antes de o sinal verde abrir para os condutores.

Pega no chapéu e, sorridente, percorre os carros agradecendo com gestos simpáticos, quer tenha ou não a moeda, que por vezes nem dá tempo a que seja colocada no chapéu.

Sem que alguma vez levasse a mal não receber nada, com palavras simpáticas e cheias de vida diz, mais ou menos, o seguinte " bom dia, haja alegria, haja saúde, a vida é bela, viva-a com algeria."

Hoje, às 10h da manhã, lá estava ele. Vários carros aguardavam o sinal verde.

Tinha a minha carteira no banco de trás, consegui puxá-la, tirei 30 cêntimos, as moedas que tinha e pensei: " pela simpatia deste rapaz, vou dar-lhe o que tenho". 

Várias vezes deixei a moeda no chapéu, outras alturas digo-lhe que fica para a próxima, ele agradece sempre.

Quando se aproximou do carro ( ele já me conhece porque passo todos os dias ali quando vou para o ginásio), pousei a moeda dentro do chapéu e disse-lhe: " A sua simpatia conquista toda a gente"

Sorriu e agradeceu.

Todos os condutores deixaram a moeda dentro do chapéu.

Penso que estes pensam o mesmo que eu: " este homem põe uma pessoa bem disposta logo de manhã".

É que há outros  jovens que vão para lá fazer o mesmo, mas não têm a mesma simpatia deste.

Logo a seguir, noutros semáforos, o pedinte ( de quando em quando desaparece, deve ir bater o coro para outras cidades vizinhas) que costuma vir também e há anos para este cruzamento, a quem dei muitas vezes a moeda,  com ar de sofrimento, que não tem, com um aspecto de pessoa que é bem tratada, que usa a perna como pretexto para pedir, leva a mão à boca a querer dizer que quer uma esmola para comer que, e por que ninguém acredita nele pelos comentários incomuns que em tempos fazia, ninguém lhe dá nada.

E fica com ar de troça, de chateado, o que piora as coisas.

Lucra o artista de rua com a sua simpatia.

 

 

 

 

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13:05h

por Maria Araújo, em 21.03.17

Escuto a campainha da porta do prédio.

Pelo intercomunicador pergunto "sim?" ( meu jeito de perguntar quem é).

Percebi que era o carteiro, abri a porta. 

Fui para a cozinha, estava a fazer o almoço.

Dois minutos depois, a campainha da porta cá de cima, que tem um toque diferente, levou-me a pensar que o carteiro teria alguma coisa para entregar em mãos. E abri a porta.

Surge-me um homem com cerca de 30 anos. Trazia uma identificação presa ao bolso do casaco que vestia, mas não consegui ler o nome.

Estende-me a mão para cumprimentar.

Não estendi a minha, não as tinha lavado ( estava a fazer panados que a Sofia adora).

- Desculpe, não posso atendê-lo, são horas do almoço. 

Resposta de um modo parvo:

- Porquê?

- Porque é hora do almoço, as pessoas estão a chegar, não posso falar consigo.

- Não pode, porquê? - repete.

- Já lhe disse que são horas do almoço, não posso.

E com ar arrogante, respondeu-me: " Extradordinário". 

E foi embora.

Será que o meu karma é "atrair" jovens mal educados?

 

 

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mas eu nunca tive um filho!

por Maria Araújo, em 16.03.17

Tenho uma aula de Pilates, paga à parte da mensalidade, com um número muito pequeno de pessoas. 

Éramos quatro, passamos a ser três porque uma das colegas teve de desisitir devido ao horário da escola.

Uma das colegas, também professora, não tem ido há quinze dias.

E nestes quinze dias, entrou um elemento novo. um homem nos seus 50.

Nestas aulas, usamos a bola Suíça ( Pilates), as bandas, o magic ring, o esparguete (usado na natação), materiais que não são possíveis aplicar nas aulas de grande grupo, com cerca de  trinta pessoas.

Ora hoje, a aula foi com a bola Suíça.

A maioria dos exercícios exigem abdominal forte que nos deixam a tremer e com dor. 

ponte-reversa.jpg

 

Quando chegamos  ao exercício "ponte reversa" os pés ficam em cima da bola, os joelhos e as pernas dobradas (conforme imagem).Este consta em: levantamos as costas mantendo a coluna alinhada e vamos fazendo subidas e descidas do corpo , sempre com os pés pressionando a bola.

Depois, procurando o equilíbrio, levantamos alternadamente as pernas.

Um exercício que já havíamos feito, mas ele não.

No final de cada exercício a professora, uma profissional muito competente ( faz-se fila para conseguir senha para as aulas dela) pergunta-nos: " Como estamos?"

E há sempre uma queixa de dor, e depois o meu: " Bem!"

Mas custa! Custa muito!

Ora o senhor anda há pouco nisto, nem sempre aguenta. E quando a coisa complica solta um "aaaaaa" forte e alto. E deixa-se estender no colchão. 

Sai-nos algumas expressões de dor, alguns comentários, que dão para rir.

Ora na ponte reversa, o "aaaaaaaaaaaaa" dele foi tão dorido e alto que me saiu isto: " É pior que as dores de parto!"

A outra senhora, que é mãe, diz " É, é!"

E responde ele: " Deve ser, mas eu nunca tive um filho, nem posso ter, não sei como são."

Retroco eu: " Por isso mesmo. É que eu não fui mãe, também, não sei o que são as dores de parto! Mas estas sei."

A senhora responde-lhe: " Os homens não têm flexibilidade."

Comento: " Mas têm força."

A risota foi geral quando ele nos diz: " Agora estou assim, mas esperai mais dois ou três meses e ides ver como vou ter a vossa flexibilidade."

Sem Título.png

 

O final da aula foi na barra para fazermos os alongamentos: coluna, braços e pernas.

Diz a professora: " Aproveitem que vos faz bem. Quando chegarem aos 80 vão agradecer o que sofreram."

É um facto. Há dor, há sofrimento.

Os resultados? São bons.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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no multibanco

por Maria Araújo, em 06.03.17

Domingo, uma manhã cinzenta, a chuva era miúda. Apeteceu-me sair.

Passei no multibanco.

Quando estava a tirar o cartão, senti algo que me tocava. Assustei-me.

Uma voz perguntou-me se era ali a caixa multibanco.

Olhei o homem. Era cego.

Respondi que sim, que já ia sair.

Depois de receber o cartão e o dinheiro, disse-lhe que podia fazer a operação.

Desviei-me e ouço a voz dele. Pedia-me que esperasse um pouco, podia precisar de ajuda.

Respondi que sim, que esperava.

O meu receio era que pressentisse que eu estava a seu lado e olhava para o que fazia. Eu estava de costas para a máquina.

Ouviu-se uma voz que saía da caixa. Eu não percebi o que dizia. E ele diz-me que se enganara.

Perguntei se queria que o ajudasse, depois de marcar o código.

Comentei com ele que as teclas deviam ser braille, tmbém, ao que me respondeu que há uma voz gravada que lhe diz o que tem de fazer caso haja algum engano. Depois de marcar o código pessoal no teclado, acrescenta o número 5.

Comentei que desconhecia esse sistema.

Voltou a meter o cartão, marcou o código. O dinheiro saiu. Mas não saiu o talão que ele pensara ter pedido.

Quando perguntei se não precisava de mais nada, respondeu-me para esperar um pouco porque queria pedir o saldo.

Voltou à operação, o talão saiu da máquina.

Quando estava a guardá-lo, diz-me: " Por favor, já agora diga quanto tenho no saldo".

Ele pedira os últimos movimentos. Não vi nada, nem sequer quanto levantara. Apenas olhei para o saldo e disse-lhe o valor.

Comenta comigo: " Está bem.Obrigada.Preciso de pagar a luz, a água, essas coisas".

Tudo feito, agradeceu-me e segui o meu caminho. Várias vezes segui-o com o meu olhar.

Impressiona-me como estas pessoas são desenrascadas Não vêem problema em nada. Estava eu mais preocupada que ele.

Mas senti que ele sentiu que podia confiar em mim. E fiquei feliz com isso.

 

benetton.png

 

Ao domingo há lojas abertas no centro da cidade.

Comprara uma  uma camisola às riscas. Gosto dos modelos em V e das cores de primavera. Vestem bem com jeans e saias.

E comprei mais uma, bege, branco e azul.

E tirei a fotografia para o desafio desta semana. 

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  1. o que capricornio espera na mulher de escopião - 1

 

Resultado de imagem para homem capricornio

 

E dizem que eles não dão importância aos signos.

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no bar do ginásio

por Maria Araújo, em 26.09.16

No ginásio, enquanto espero a aula das 18:15h, porque me esqueci das sapatilhas de ginásio ( não uso as da rua para o treino), dirigi-me ao bar para tomar algo leve. Comer é impossível não vá sentir-me mal quando estiver na posição de spider man ( pendurada de cabeça para baixo), dirigi-me ao bar. Os meus olhos ficaram em extâse. Deparo-me com um pedaço de homem. Lindo demais.

Dono do bar (já alguém havia falado neste espécimen mas nunca o vira), os lindos olhos azuis trespassam estes meus castanhos que me deixam estática.

Não fosse o menos giraço mas interessante homem do SPA quebrar este meu momentâneo estado pedindo-me para adiar a massagem que tinha marcado para amanhã, acho que ficaria petrificada por largos minutos.

Alto, elegantérrimo, calça cinza ligeiramente rasgada nos joelhos, a camisa azul que vem por fora das calças realça ainda mais os seus olhos azuis cor de céu e de mar e de infinito. O cabelo castanho claro, ligeiramente ondulado, barba muito bem escanhoada, uma repa discreta que teimosamente cai sobre o lado esquerdo da testa.  

Simpaticamente e bem disposto, perguntou-me o que queria tomar.

Fiz o meu pedido e, discretamente, sentei-me a observar esta coisa perfeita que é a tentação, dizem, de muitas mulheres cá do sítio.

Um lindo rapagão, sem dúvida!

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  1. Mulheres com biquine que e colado a cueca - 1

 

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É  o triquini, homem ( com certeza que é um macho)! 

 

E por falar em macho, como adoro vê-lo com a mulher e os filhos,  os irmãos e as cunhadas, os filhos destes, seus sobrinhos, os amigos, os amigos e as amigas dos filhos, e dos sobrinhos, todos juntos, na esplanada do café. E enquanto os jovens comem gelados, falam e riem das baboseiras próprias da idade, ele, o macho, entretem-se a escarafunchar o nariz, alheio a tudo e a todos.

Na mesa atrás, um casal almoça. Ele, de costas para mim, mostrava-me as cuecas e o início do rego do cu.

Se fosse um cu elegante!

Mês de férias, uma fila interminável de carros estacionados, junto ao meu velhinho Peugeot, eu, a rapariga que não gosta de conduzir de havaianas, tiro-as e  substituo-as pelas sandálias.

Entrava  no carro quando, mais à fente, deparo com um jovem macho que acabara de sair do seu carro, que, com prazer, coçava os tomates.

Não há olhos que aceitem estes gestos, pelo meno os meus. Que nojo!

Controlem-se homens, sejam cavalheiros. Ou no minímo, discretos.

 

 

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foto do autor


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Desafio - Foto da Semana


2º desafio de leitura

desafio



desafio temático de fotografia

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Encontros - eu vou

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Encontros - eu fui

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