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Salvador Sobral

por Maria Araújo, em 09.07.17

Theatro Circo "quase" cheio ( explico já este quase) o espectáculo começou com uma melodia jazz, em inglês.

À terceira canção o cantor cumprimentou a audiência. Começa o diálogo com o público,  com algum humor, apresenta os músicos: o pianista, espanhol, que teve o prazer de ser seu convidado para este espectáculo; o contrabaixo, que diz ter comentado que em Braga as mulheres são as mais bonitas do país; o baterista, que também comentara que elas são as mais feias.

Palmas e mais palmas, algumas bocas masculinas da audiência, não sei se a provocá-lo, a verdade é que Salvador Sobral cantou e contou histórias, de uma forma timída, mas segura, que encantou o público.

Retirava-se do centro do palco, ora sentava-se junto do piano, ora afastava-se para as partes laterais do palco, era a vez de os músicos mostrarem a sua performance. Voltava ao centro do palco, continuava a canção. De quando em vez, improvisava com a sua fantástica voz, ora melodiosa e baixa, ora rouca e alta qual alma cigano a gesticular e cantar para o seu povo. 

Chegou a altura que falou da sala de espectáculos de Braga, sendo a mais bonita da Europa. Muitas palmas, ao que ele comenta que não tinha passado por nenhuma, não podia comparar, ainda não chegou a altura de ir a um Olympia, mas que a sala é muito bonita, é.

Histórias da irmã, do sobrinho, de si próprio, algum humor contido, talvez, eis que fala naquilo que em vários espectáculos eu reparara, e já comentara com uma das funcionárias da bilheteira.

" O concerto estava esgotado há muito tempo, algumas  pessoas comentaram que não conseguiram bilhete e afinal a sala não está cheia. Vêem-se uns quinze lugares vagos", comenta ele.

E o público aplaudiu.

Estava eu no 1º balcão, tinha uma visão da sala que os da plateia não tinham. 

No início do espectáculo estavam duas filas vazias. Mais tarde vi que algumas pessoas ocupavam alguns lugares.

Do outro lado, aqui e ali viam-se uma ou duas cadeiras vagas.

Num dado momento em que Salvador Sobral comunicava com o público, as luzes eram dirigias para este, fiz a contagem dos lugares vagos. Nas duas filas com menos lugares ocupados, contei 20 cadeiras. Do outro lado, mais dispersos, contei cerca de 13.

A verdade é que são vários os espectáculos que vou  que não consigo bilhete para a plateia e no dia do espectáculo aquelas filas (são sempre as mesmas) nunca têm ninguém.

E foi com as palavras do cantor que pensei: " Estes lugares são oferecidos a individualidades, empresas e organizações."

Não sou contra, mas duas filas vazias é muito, tira oportunidade ao público de ver  os espectáculos que gosta. 

Voltando à sua actuação, confesso, adorei!

O final, depois de muitos aplausos, voltou ao palco, sozinho. Sentou-se ao piano, contou mais umas histórias até que, emocionado, diz que vai cantar um medley que dedicava a uma pessoa muito amiga, que fez muito por ele, aliás, fez muito por muita gente e a melhor dedicatória que podia oferecer-lhe,  porque ele " morreu ontem...", para o Francisco estas canções. 

O público escutava, não se ouvia uma mosca. 

No final, os músicos juntaram-se ao cantor, os agradecimentos habituais, e os segundos que ele  prometeu que dava para tirarem as fotografias.

Digam o que disserem de Salvador Sobral, no palco, é Excelente.

 

 

 

 

 

 

 

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INACREDITÁVEL!!!

por Maria Araújo, em 18.05.17

 

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Terça-feira, passei no Theatro Circo para saber quando estava prevista a venda de bilhetes para o espectáculo deste novo ídolo de Portugal, que até sábado ninguém sabia quem ele era, incluindo-me na maioria.

A funcionária, que me conhece há anos, informou-me que ainda não havia data, mas para estar atenta ao site. Eu tinha visto a programação, nesse mesmo dia, e nada estava anunciado.

Soubera que o cantor viria a Braga através das notícias online.

Ontem à noite, não sei o que me levou a entrar no site do Theatro e vejo já a informação da venda de bilhetes a partir das 10h de hoje.

Como não sou das que pensa que o povo vai a correr para a bilheteira, pensei ir depois do almoço. Até porque moro a 200m do Theatro, estava tranquila.

Fui ao mercado às compras. Praticamente vazio. Amanhã temos o Rally de Portugal, as ruas estão fechadas ao trânsito a zona do mercado é uma delas. Estava lá a senhora a quem costumo comprar os legumes. Fui depois a uma das bancadas da frutas e vim para casa.

De repente, a voz do meu coração dizia-me para passar na billheteira agora de manhã. Se bem o pensei, melhor o fiz.

Quando lá cheguei havia uma fila que vinha até à rua, mas nada de mais. 

Em frente à porta a CMTV estava a montar a máquina de filmar. 

A senhora que estava à minha frente comentava comigo que lhe haviam dito que às 9h da manhã a fila era imensa, que ontem, na página não havia compra online nem reservas. 

Quem saía dizia que já só haviam bilhetes para a galeria superior, e poucos.

A repórter da CMTV perguntou se alguma de nós queria falar. Eu respondi que não, a senhora da frente, que reclamava o que se passava respondeu que queria dizer qualquer coisa. Entretanto,  quando sai alguém que diz que já não havia bilhetes, ela sai da minha frente e desiste. Incentivei-a a não sair e expor a sua indignação às funcionárias.

Lá foi. Não sei o que disse, saiu desanimada. Depois, não sei se falou com os repórteres.

Chegada a minha vez, falei com a funcionária e lamentei o que se passava. Uma hora e meia depois de porem os bilhetes à venda já estavam esgotados.

Como noutras ocasiões, por vezes, consegue-se um bilhetes isolado. Ela foi ao computador, verificou que tinha um de visibilidade reduzida. Respondi que para pagar 25 euros para não ver nada, não estava interessada.

Foi à planta exposta em cima do balcão, assinalou o lugar, que ela recomendou, porque mesmo sendo de visibilidade reduzida, era no 1º balcão , que para ela é um lugar razoável, recomendava não perder a oportunidade. E com a vantagem  de, para estes lugares, haver um desconto.

Voltamos à planta, verifiquei melhor o lugar e decidi comprar.

Poderei não ver de todo, mas ouvir, sim.

Deixei uma recomendação à menina: " Seria aconselhável fazerem outro espectáculo, mais para a frente".

"Sugestão para registar", respondeu-me ela.

Os comentários gerais eram de que " Se não tivesse ganho o Festival, ninguém sabia quem era Salvador Sobral"

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 Foi o último bilhete a ser vendido. 


Na página, o vermelho de esgotado!

 

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comédia

por Maria Araújo, em 14.03.17

gosto de rir, gosto que me doa o estômago de tanto me rir, mesmo sabendo que as minhas vincadas rugas  de expressão mais se acentuam.

quando soube que eles vinham cá, liguei de imediato para o Theatro Circo para reservar bilhetes. já só haviam 5 na 1ª plateia, que remédio tive eu dar 25 euros por cada bilhete.

mas não choro o dinheiro que dei.

logo à noite, quero rir a valer. preciso.

quem vai comigo, também precisa. e mais do que eu.

 

cartaz40267.jpg

 

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para que saibam

por Maria Araújo, em 02.12.16

Por cá não chove há uma semana. Hoje de manhã, as nuvens escuras davam a entender que iríamos ter chuva.

Foram para outras bandas, está um sol quentinho e uma temperatura que dispensa os agasalhos.

Adoro estes dias de outono super agradáveis.

Na 4ª feira fui à praia, o vento era sereno, o passeio foi agradável.

Aproveitei para trazer aguns ramos de pinheiros que estavam caídos, para as decorações de Natal.

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Ontem, andei pelo ginásio, à noite fui ver o grupo norte americano Harlem Gospel Choir.

Foi espectacular!

Fomos jantar fora, tirei estas fotografias da Brasileira e do café Astória (estranho a Câmara de Braga ainda não tem as ruas decoradas e iluminadas).

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Theatro Circo completamente cheio, o grupo pôs o público a cantar e a dançar.

No final, estavam todos no hall do Theatro prontos para autografarem o CD, para quem comprou, e tirarem fotografias com o público.

As fotografias ficaram pouco nítidas, mas aqui ficam.

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Variações - entre Braga e Nova Iorque

por Maria Araújo, em 04.12.15

Hoje é dia de espectáculo, e sendo ele em homenagem ao excelente e saudoso António Variações, não podia faltar.

 

Sem Título.png

 

Samuel Úria e amigos

 

António Variações nasceu a 3 de Dezembro de 1944, em Amares, e faleceu em Lisboa, antes de completar 40 anos, corria o ano de 1984. No arranque dos anos 80, no entanto, assinou uma curta mas fulgurante carreira de que ainda hoje se sentem os ecos. Variações - Entre Braga e Nova Iorque pretende homenagear este criador pós-moderno num dos polos da sua inspiração artística, a cidade de Braga, que apontava como símbolo da sua ligação a uma nítida portugalidade que hoje inspira uma nova geração de músicos e cantores a expressar-se na sua própria língua e a assumir ligações às nossas raízes. Este espetáculo resulta de uma encomenda a Samuel Úria que convocou uma série de aliados, entre eles Tiago Cavaco, também conhecido como Guillul, figura de proa da FlorCaveira, um dos primeiros coletivos a assumir a influência direta de Variações na presente década

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Anos 50 com sabor a Natal

por Maria Araújo, em 08.11.14

Sempre gostei do ritmo musical dos anos 50 e 60.

Então, vou ver o espectáculo desta banda.

 

 

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O verão já era

por Maria Araújo, em 12.09.14

 

 

mas as noites estão super agradáveis.

E amanhã não vai ser excepção, não.

Já só falta um dia para uma tarde de actividades, feiras, diversões, e para uma Noite Branca quente de pessoas, alegre, divertida, com espectáculos de música, som,vídeos, Selfies, tudo o que este mês de setembro nos dá para que não lamentemos um verão que deixou muito a desejar (para mim esteve muito bom... detesto altas temperaturas) .

 

E estão todos convidados.

De autocarro, a pé, de carro, de moto, de bike (metro não temos, avião, só no aerodromo)... para a festa mais bonita de Bracara Augusta.

 

 

 

ao casino de rua

 

 

 

ver os aviões

 

WiFi na rua para que faças inveja a quem não quis vir

 

 

 

 

 e dançar um Bira de Branco

 

 

e a partir das 19 horas, "bora lá birar" um hamburger ou prego (garanto que são óptimos, já provei) acompanhado de uma cerveja artesanal,  produzida cá no Minho, lá para as bandas das terras de Lanhoso.

 

 

 

 

 

 

e depois, é andar de palco em palco, de rua em rua e,  DIVERTE-TE!

 

 

 

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Jessie J

por Maria Araújo, em 02.06.14

26 anos, corpo fantástico, um belo par de pernas (sou mulher, eu sei, mas, why not?), uma voz poderosa, um coro excelente, um guitarrista excepcional, simpática, leu a carta de uma fã, enviou-lhe uma foto autografada, põe as apresentadoras a chorar...interagiu com os fãs, limpou uma lágrima ao fã que com ela cantava, saca de um cachecol de Portugal , agita-o, dança, poê-no em volta do pescoço, canta entre os seguranças, "desafia-os", oh, meu Deus, que mulher.!

não fui ao Rock in Rio, mas hoje está a acabar em grande.

e...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 adorei estes dois vestidos.

 

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Fim de semana

por Maria Araújo, em 25.01.10

 

O Sábado estava escuro. Fui para a acção com o guarda-chuva aberto, e com a nostalgia de que seria mais um fim de semana cinzento. Tinha visto na internet que Domingo o tempo melhoraria.
À tarde fui fazer umas compras. Estava cansada do trabalho da semana , mais o da formação, e precisava de sair de casa.
À noite ia ver David Fonseca. Nunca vi um espectáculo deste cantor, mas tinha conhecimento pela funcionária da bilheteira do Teatro Circo  que na sua última actuação aqui em Braga, fora surpreendente.
Em Dezembro passado não faltaram os fãs, que são muitos, na FNAC que, ao que parece, foi um sucesso.
Costumo receber e-mails informativos da Câmara de Braga, com espectáculos e actividades de lazer a acontecerem durante o mês.
Um deles foi precisamente a informar que os bilhetes para o espectáculo de David Fonseca estavam esgotados.
Uns dias depois, passando junto ao Teatro Circo, entrei e perguntei se havia bilhetes para o espectáculo. A senhora disse que havia somente balcão e os lugares, caso eu quisesse mais que um bilhete , seriam separados.
Respondi que queria apenas 1 e se possível plateia. E consegui. Na primeira plateia, última fila.
O Teatro encheu. “Between waves”começou da melhor forma. O público aplaudiu. Não esperava que fosse um óptimo comunicador. David Fonseca é de facto um grande cantor, uma presença em palco que encanta. Magro, alto, cabelo encaracolado, perna direita sempre em movimento e mais atrás em relação à esquerda, o cantor não parava.
Um repertório muito variado e interessante, muita luz e eis que David começa a contar as suas histórias, fazendo rir com os seus comentários, encandeando-os com a canção seguinte.
Uma das suas: “Um dia recebo um telefonema de alguém a dizer-me que tinha encontrado numa gaveta umas gravações de António Variações. Perguntou-me se eu queria cantá-la. Fiquei orgulhoso, pois cantar António Variações seria uma honra e respondi que sim.”
E começa a cantar em Português, a única canção de todo o repertório de “Between waves” cantada em Português.
Gostei da sua exibição. Adorei a sua presença no palco, e garanto que tem “pedal” para aguentar boas horas a cantar.
E eu bati palmas, bati suavemente com os pés, trauteei uma outra música conhecida, mexia a cabeça, com uma grande vontade de me levantar da cadeira e movimentar o corpo, deixando- perder-se ao som daquelas músicas.
E, palerma que fui, pensando eu que não podia tirar fotos não levei a máquina fotográfica.
Mas vou pôr aqui o vídeo do Youtube.

 

 

 

 

 

Gelado de Verão

 

Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Encontrei-te na paragem, no descer e no subir

Dei o teu nome a toda a gente e a todos te quis chamar
Dei o teu nome a toda a gente e a todos te quis chamar
Dei a tua voz ao vento e ao movimento do teu andar

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão

 


Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão

Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a luz do salvamento do regresso ao meu olhar

Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Velho sonho dos meus olhos e eu só te vi a ti

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão

Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Foste o mar da minha praia, tu foste o meu bronzeador

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde

 

 

 

 

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