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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 17.05.17

Há uma semana que não ia ao ginásio. E custou-me.

Primeiro porque o telemóvel ainda não chegou, não posso marcar pela APP, tenho de ir mais cedo 30 minutos para ter a senha.

Segundo, porque de 5ª feira até ontem, os dias têm sido intensos. Com a viagem da mana e Sofia para o Rio de Janeiro, não descanso se não for ver  como estão os gatos, de manhã e à tarde.

Ora hoje, depois da aula de Antigravity, fui ao jacuzzi, tomei banho, saí por volta das 12h15. 
Fui directa a casa da mana, abri os estores, as janelas. Os gatos tinham comida no prato, vim para casa.

Tiro as roupas  do ginásio da mala. Reparo que não tenho o telemóvel que comprei para desenrascar.

Voltei ao carro, estava caído na mala.

Tratei de cozinhar.

Enquanto faço o almoço, venho ao blog, ponho algumas leituras e comentários em dia ( não há tempo para tudo).

De quando em vez, vou à cozinha. Tudo controlado.

Mais uns mintuos, volto às leituras de blogs. Comento.

Quando regressei à cozinha, o  cozinhado já estava no ponto de esturricar.

"Oh, não! Que mania tenho de andar nos blogs enquanto cozinho!"

Esquecera-me do tempo.

Tudo por causa de uma ruiva.

 

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(imagem da internet)

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 23.04.17

Desde que comecei a marcar as minhas aulas no ginásio pela aplicação do telemóvel, levo-o para o quarto, ponho-o a despertar precisamente dois minutos antes da hora que tenho de fazer a marcação. 

Esta madrugada segui a rotina.

De manhã, por volta das 9h00, e a pensar ir à praia, acordei antes de ele me despertar. Peguei nele para ver as horas.

Aparecia no ecrã um fundo preto e as letras a branco, a marca do telemóvel. Deduzi que algo não estava bem.

Tentei desligá-lo, mas não cedeu. Pensei que a bateria poderia estar descarregada, liguei-o à tomada. Nada se alterou.

E a hora para marcar a aula estava a chegar. Desconfiada,  aguardei que o despertador desse sinal. Mas não deu.

Tantava desligá-lo, continuava igual.

Levantei-me, decidida a ir à loja. Esqueci a praia. 

E encontrar a garantia? 

Costumo guardar a factura na pasta do e-factura. Tinha outras mais antigas, e a do telemóvel, que nem um ano tem, não aparecia.

Estava à toa, as pastas são muitas, tinha a certeza que era nesta que a guardara.

Fui ver as pastas mais antigas, não encontrei, até que peguei numa pasta de lombada estreita. Lá estava ela.

O tempo está a favor para caminhar, aproveitei para ir a pé, o que me leva cerca de 35 minutos.

No Media Markt, expliquei o que se passava ( e já não era a primeira nem a segunda vez que isto acontecia, embora desligando e ligando, ele voltava a funcionar).

O telemóvel ficou na loja. 

Sendo um desbloqueado, vi um a 20 euros, serve para o meu dia-a-dia, mas só o compro se não conseguir  um emprestado. A Sofia tem vários, vamos ver se algum serve para desenrascar.

Saí da loja, fui na direcção do centro comercial onde tem uma loja de registo do euromilhões, queria registar o meu caso amanhã decida ir à praia, e na terça, que é feriado, a possibilidade de o registar aqui no centro da cidade é menor.

Da loja, uma fila vinha até à entrada. 

Reparei que predominavam as mulheres, deduzi que estavam ali para comprar raspadinhas.

Ao lado da fila, de costas para mim, uma delas segurava as raspadinhas com uma mão e a outra raspava-as.

Às tantas, vira-se. Reconheço-a, e ela a mim.

Fez-me uma grande festa, há anos que não me via, como estou, e tal.

Eu cumprimentei-a. Não me lembrava do nome, mas também não lhe perguntei ( lembrei-me dele, Rosa, no caminho para casa), perguntei-lhe pelos filhos, se ela continuava lá ( na empresa, não me lembrava que ela tinha emigrado há anos), respondeu-me que já não estava lá, na Suíça, que regressara em 2010 mas os filhos continuavam no país e que vai vê-los várias vezes no ano.

Quando me vê de euromilhões na mão, diz-me que nunca joga, que só joga nas raspadinhas. 

Comento que raramente as compro, que é um vício...

"Ai, nem me diga nada!", comentou, " Se soubesse o quanto eu gasto nelas! Estou sempre a jogar".

Baixinho, digo-lhe eu: " Raramente as compro, jogo no euromilhões com uma amiga, senão nem jogava. Sabe o que faço em vez de gastar o dinheiro nisso? Meto-o num mealheiro. Quando estiver cheio, abro-o e uso-o para alguma viagem que queira fazer."

Respondeu-me ela: " Uma boa ideia, sim senhora, pelo menos não gasta nisto. Usa-o para si. Eu não me controlo."

As senhoras que estavam à minha frente riram-se...Elas também as compravam.

Às tantas, a Rosa, para não ir para o fim de fila, aproveita-se da minha vez e,  junto ao balcão(eu deixei, claro), entrega as rapadinhas sem prémio e pede mais umas quantas de vários valores.

Despediu-se de mim e foi embora.

A Rosa era ajudante de cozinheira na empresa do meu pai, onde eu também trabalhei 15 anos. O marido era trolha, tinha uma pancada, era um inconstante, ela queixava-se dele, mas adorava-o. E acho que ele a ela. 

Acabei o curso, saí da empresa. Ela  ficou mais uns anos, até emigrar.

Passaram 26 anos.Ela está uma lady. Unhas compridas, de gel, bom aspecto, com certeza. Uma chave grande na mão, só podia ser de um carrão. Gasta um dinheirão nas raspadinhas, mas ela sempre teve um bom coração.

Oxalá a vida lhe sorria por muitos anos e que o dinheiro que gasta em raspadinhas não venha a fazer-lhe falta.

Gostei de ver a Rosa.

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 27.03.17

 

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Costumo marcar na APP as minhas aulas no ginásio, com 24h de antecedência.

Até ver, só uma vez não consegui a marcação.

As senha para as aulas de Pilates esgotam. Quem não marca, e porque as senhas na APP andam pelas cinco, tem de ir antes das 9h, hora a que começam a entregá-las, para conseguir uma.

Quem marcou, tem de levantar a sua até dez minutos antes de a aula começar. Um minuto de atraso, entregam a quem não conseguiu ao balcão.

Cheguei ao ginásio por voltas das 9:10h. Não me lembrava que tinha marcado a aula, aguardei que a funcionária me desse a senha.

E ela olhava para mim. Estava convencida que eu ia fazer uma aula de aparelho, não preciso de senha.

E foi quando, de repente, lhe disse: " Eu marquei a aula". 

Quando me dirigi ao estúdio, a fila não era grande, ainda faltavam cinco minutos para a professora abrir a porta.

Odeio encostar-me às pessoas, mas parece-me que há quem goste.

Sinto um corpo encostado ao meu. Virei-me. Uma senhora diz-me: "chegue-se mais para a frente".

Olhei-a com ar de parva e respondi: " Desculpe, mas eu odeio colar-me às pessoas" (usei a palavra colar propositadamente).

Ela acrescenta: " Também eu, mas é para dar mais espaço".

Não me mexi.

Ela virou costas e pôs-se na conversa com outra senhora. E já estava a ver que esta queria passar à frente quando a professora abriu a porta para entrarmos ( civilizadamente e na sua vez).

E eu sei porque elas querem ser as primeiras. Vão a correr pegar nos colchões para ocuparem o lugar habitual na sala, como se houvessem lugares cativos.

Irritam-me, estas pessoas.

 

 

 

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 16.12.16

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Em cima do balcão da padaria, um dos jornais do Minho para quem quiser ler. Duas senhoras idosas tomavam o galão ao balcão. 

Entra uma senhora que seria conhecida das duas e vira-se uma idosas para ela: " Este jornal não é o dos mortos?"

Aquela vê a primeira página e respondeu: "Não, não é este!"

Uns segundos depois diz: " Por acaso traz aqui uma notícia de um morto. Deixa ver quem é."

É comum, por cá, esta gente consultar apenas a página da necrologia para ver quem morreu.

 

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aprende, Maria!

por Maria Araújo, em 23.11.16

Sou uma pessoa muito pontual. Sou das que prefere esperar a perder o transporte, a aula, a reunião, o encontro.

Se pretendo reservar uma aula no ginásio, tenho de a fazer 24h antes pela aplicação do iphone.

São poucas as reservas, pelo que  dedo em pontaria, às 9:29h estou a tentar a minha sorte e conseguir a reserva.

Uma hora mais tarde, faço o mesmo para a aula de Anti Gravity.

Ora ontem, consegui marcar as aulas para as 9:30h e 10:30h.

As regras do ginásio dizem que as senhas reservadas devem ser levantadas 10 minutos antes da aula. Se chegarmos atrasadas um minuto que seja, a senha vai para quem está no balcão à espera de uma vaga.

Hoje de manhã, às 9:00h estava pronta para sair de casa. 
De repente, lembrei-me que não tinha levantado dinheiro, não queria ficar a dever o café no bar, liguei a minha máquina para o tomar antes de sair.

Aproveito para deixar no contentor a reciclagem de papel e do plástico que enchem os meus sacos, peguei-os para deixar nos contentores.

Esta noite a minha gata meteu-se no cesto que tenho na casa de banho, não dei conta de nada, ontem fechei a porta. Hoje às 8:00h ouvi-a miar. Como não a vi mais, antes de sair fui ver onde ela estava, não fosse ficar fechada. Não a vi, deixei as portas todas abertas, não fosse ficar de novo fechada.

Finalmente, os semáforos que tenho de passar.

Estacionei o carro no parque, entrei no elevador já com o cartão de sócia na mão.

Aproximei-me do balcão, o funcionário olhou para mim e disse:

- Já não tem senha.

Olhei o relógio na parede marcava 9:22h.

Pensando que ele estaria a brincar comigo, comentei:

-  A sério?

- Sim. Chegou atrasada, estavam pessoas à espera, dei a senha. Já sabe que quem faz a reserva e não chega a horas, às 9:20h damos a senha - respondeu. 

Fiquei zangada, muito zangada.

Não foi com o ginásio, claro. Foi comigo.

Saí do ginásio, fui levantar dinheiro. Voltei.

Com as sapatilhas que uso na rua,  fui  para o tapete caminhar e esperar pelas 10h para  levantar a senha da aula de Anti Gravity.

Chegou a hora desta aula, as colegas comentavam que outras pessoas que marcaram a aula, tinham chegado atrasadas, ficaram sem aula de Pilates.

Comentei:

- Estou zangada comigo. Isto foi um castigo a mim mesma. Sou muito pontual. Hoje facilitei fazendo pequenas coisas que podiam ser deixadas para mais tarde, pensei  que tinha tempo para levantar a senha. Aprendi a lição.

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 11.10.16

 

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Ontem, deixei o carro em frente à minha garagem. Ia para o ginásio, quando abro a porta, sem olhar para o chão ( não posso passar a vida de olhos no chão para ver se encontro uma carteira com dinheiro, né?), sinto algo mole na sola do meu ténis. Fiquei lixada. "Oh, merda de cão!"

Ainda limpei um pedaço na erva daninha que cresce na garagem do vizinho do 1º andar, que não a abre há mais de 7 anos.

Pensei: " Pisar merda é sinal de dinheiro. Hoje é dia do euromilhões, quem sabe me sai uns euritos?"

Ora, se for como na semana passada, 7,75€  já dá para jogar uma semana e ainda sobra ( contento-me com pouco). Agora se sair uma pipa de massa, já valeu a pena calcá-la. Mas que é uma valente merda pisar merda e ter de a limpar, é!. É que entranha-se na sola e é um caso sério tirá-la.

 

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Hoje, fui levar a Sofia ao Hospital Privado para uma consulta.

Depois de 1:15h à espera ( entretanto, adormeceu a meu lado enquanto eu conversava com uma amiga minha que também esperava a vez) fpi chamada.

A minha amiga já tinha saído, deixei-me estar no mesmo sítio. Não me mexi. Lia um livro que levara. Era a única pessoa naquele corredor onde, em frente, tinha um espaço com cadeiras, o balcão da funcionária e um aparelho de TV fixo na parede.

Às tantas, uma senhora aproxima-se. Levantei os olhos porque percebi que ia sentar-se do meu lado esquerdo, com lugar para 3 pessoas. Assim fez. De repente, ainda mal sentara o rabo na cadeira,  levanta-se e vem para o meu lado direito, faz o gesto para se sentar...Não havia pedaço de cadeira para ela.

E não é que desviei-me pois estava a ver que se sentava em cima de mim?  Eu estava naquele sítio há quase 2 horas! Que raio lhe passou pela cabeça?

Estive para lhe dizer que havia muitos lugares para se sentar, porque havia eu de me desviar?

Deixei-me estar quieta e muda, continuei a ler.

O médico chamou-a.

Quando saiu, foi na direcção oposta da entrada.

Chegou ao fundo do corredor, voltou para trás. Viu a funcionária e perguntou: "onde é a saída?"

Foi-lhe indicada, e diz ela: " ai, a minha cabeça!"

Ainda bem que não disse nada. Acabara de sair do consultório de psiquiatria. 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 30.09.16

Sem que desse por nada, a Kat dormiu toda a noite no roupeiro ( as portas são de correr) fechei-as antes de dormir.  6:30h da manhã, hora que a Kat faz o favor de me acordar porque quer comer, sinto as garras dela arranharem a porta.

Convicta que estava do lado de fora do quarto, não me levantei para a abrir.

Às tantas, percebi que ruído vinha de dentro do quarto e: " Ela está dentro do roupeiro!"  Levantei-me, abri a porta, a do quarto também, pu-la fora ( não quero habituá-la ao meu quarto).

Meia hora depois levantei-me para lhe dar de comer. Ela sossega e eu volto para a cama. E adormeci ( às vezes desperto, o sono não vem mais).

Às 8:30h, o despertador dá sinal, hora de levantar para ir ao ginásio.

Depois da primeira aula, e já no balneário a mudar a t-shirt, a conversa entre duas senhoras preparadas para a aula de hidro, era esta:

Senhora X - Era o que faltava mandar calar. Eu faço os exercícios na mesma.  Que quer ela?

Senhora Y - Ela ( a professora) diz que enquanto dá a aula temos de estar calados. Ela não gosta que se fale.

Senhora X - Mas se eu faço os exercícios e estiver calada, pouco me incomoda que os outros estejam a falar. Ela não tem nada que mandar calar. 

E continuou a conversa com o silêncio da outra que me pareceu não gostar do que esta dizia.

Foram este tipo de senhoras e a conversa que tinham durante as aulas de hidro que deixei de ir à semana. Passei a ir ao fim de semana. É  um sossego.

 

Hora de almoço, liguei o rádio na RC, estava bem disposta. Se passa uma música que gosto e que dá para dançar, danço ou dançamos...

Vejo a Kat em pontaria para pegar nela e dançar comigo ( mas com cuidado porque ela não gosta muito que a pegue e, por vezes , arranha-me. É tão doida!)

Yes! Ahahahaha! Dançou comigo, dei-lhe um beijo no pêlo e pousei-a.

Após o almoço, decidi ir aos CTT enviar os livros de  " Vamos Alimentar uma Bibiloteca?" ,  que a Magda divulgou no blog. Estava com tempo para os despachar, seria já hoje, não fosse segunda-feira ter outras coisas e esquecer-me.

Nos CTT, peguei num envelope almofadado, grande, para três livros, preenchi o endereço, esperei a minha vez.

Dirijo-me ao balcão e dá-se esta conversa:

Eu - Quero enviar estes livros para a Madeira, não os meti no envelope para o senhor passá-lo no código.

Ele (funcionário) - Os livros estão escritos?

Eu - Não, a não ser este que tem uma dedicatória.

Ele - Muito bem. Olhe, não quer comprar um livro do Mia Couto e enviar junto com estes? ( apontou para um livro que estava em cima do balcão).

Eu - Não. Vou enviar estes três, não me interessa. 

Ele - Mas o Mia Couto vai estar na Universidade do Minho. Não quer comprar? Ele tem uma trilogia, vem fazer a apresentação.

Eu - Não. Se comprar é para mim, mas vou decidir em casa.

Ele - E não quer comprar uma lotaria? ( no balcão, à vista).

Eu - Não. Eu só compro uma vez por ano...a de Natal. 

Ele - Mas nós já temos lotaria de Natal.

Eu - Obrigada, mas ainda é cedo. Para meados de Outubro, compro. 

E é isto. Sempre que vou aos CTT gostam de tentar impingir coisas. 
Não dá. Não gosto disso.

E hoje que até estou bem disposta ( aliás, estou sempre, mas hoje mais um pouco). 

E agora os romances que enviei, com muito gosto, para alimentar a Biblioteca  de Faja da Ovelha, concelho da Calheta, na Madeira.

Boas leituras, amigos.

 

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coisas de pessoas

por Maria Araújo, em 21.03.16

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Tinha planeado ir ao ginásio de manhã, seguia depois para a nova loja Ikea com intuito de perder umas horas a ver, com calma, o que gosto: as cozinhas, as salas, os quartos,  as decorações.

Cheguei ao ginásio em cima da hora para ter a senha para a aula (se não for quarenta e cinco minutos antes da aula, às nove horas já não há senhas), convicta que não ia conseguir, saio, do elevador e, "surpresa!" , vejo uma fila pequena.  Uma das senhoras com quem, por vezes, tomo café, comentou :"hoje está pouca gente porque a professora D está de férias".

Já escrevi algures num post que deixei de ir às aulas de hidroginástica (passei a ir ao sábado, com um ambiente mais agradável) durante a semana, porque o ambiente, tenho que dizer isto, é reles.

Fala-se de de tudo, corta-se na casaca das pessoas, falam alto demais, não estão com atenção à aula, enfim, não faz o meu feitio conviver com este tipo de pessoas.

Adiante. Antes da aula, dirigi-me à casa de banho, estava uma senhora em fato de banho a lavar as mãos, sai outra da casa de banho e diz a primeira: "ó mulher, estás aqui?"

"Sim. Olha já fui mijar, vamos para a hidro?"

Depois da aula, a mesma senhora com quem tomo café, comentava que num dia da semana passada o ambiente estava tão foleiro, que o professor só não deu uma chapada a um senhor porque ele tinha idade para ser seu avô.

De facto, quem frequenta estas aulas são pessoas que andarão pelo setenta anos. Não têm a noção do que é estar numa aula, ou têm, mas por que são terceira idade devem pensar que merecem respeito dos mais novos, logo, que tudo lhes é permitido.

É, sim, uma falta de respeito para quem dá a aula que por vezes tem de elevar a voz para que eles o ouçam e estejam com atenção (escrevi sobre o assunto aqui )

Se eu fosse o professor parava a aula até que se calassem e quando o silêncio fosse pesado, sem proferir uma palavra, retomaria a aula como se nada tivesse passado. Garanto que eles percebiam e surtia efeito.

Fui ao Ikea, a loja que me dá imenso prazer ver tudo, tudo, comprei uns artigos, fui à máquina de pagamento self-service, entretanto, uma funcionária ofereceu-se para me ajudar, paguei. Eram duas e meia da tarde, estava cheia de fome, fui pôr as compras no carro, regressei para almoçar no restaurante Ikea. Comi um arroz de pato, bem cozinhado viam-se bons pedaços de pato semi esfiado, nada gorduroso (já comi pior em restaurantes).

Decidi dar uma volta pelo centro comercial, com bastantes lojas, todas mais do mesmo, à exceção de duas ou três novas marcas, subi à restauração para tomar café.

Aproximo-me do caixa para pedir um café, estava à minha frente um senhor acompanhado de uma criança. Do lado de dentro do balcão, duas funcionárias conversavam.

O funcionário da caixa pediu que tirassem o café para o senhor, chega a minha vez, pago, pede outro café... Uma das funcionárias tirava o primeiro café, continuava a conversar com a outra.  Pôs a chávena no balcão, quando, com a maior arrogância, o senhor diz:

- Isto é café que se tire! Eu pedi um café curto. Em vez de estar na conversa devia olhar para o que está a fazer!"

A funcionária ficou parva a olhar, pegou na chávena, deitou o café fora, foi à máquina e tirou outro café.

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Quando o entregou, diz ele: "um café bem tirado deve estar um dedo abaixo da superfície da chávena. Antigamente as chávenas eram grandes e o café saía mais cheio, era o tipo café americano, mas agora que as chávenas são pequenas, o café, (repetia), deve estar um dedo abaixo da chávena. Não sei se me está a entender."

A funcionária olhou para a chávena e percebendo que o café estava curto demais, perguntou-lhe se queria que enchesse um pouco mais, ao que ele respondeu: "deixe estar, se põe mais café perde o sabor". E voltou a explicar "antigamente...", bláblá.

Entretanto, saiu do balcão, a outra funcionária dá-me o meu café. Quando olho para trás, estava uma longa fila de pessoas à espera que o senhor explicasse à funcionária como se tira um café.

Eu já estava a ficar pelo cabelos com a conversa e a arrogância dele. Quando se desviou do balcão, a funcionária diz-me com a maior descontração, própria de uma pessoa que está habituada a atender todo o tipo de clientes: "uma pessoa está sempre a aprender!" E eu sorri.

Na minha opinão, o senhor até podia ter razão pelo facto de as funcionárias estarem na conversa, mas foi servido, e se o café não estava a seu gosto, o que devia ter dito era: "desculpe, este café não está bem tirado, por favor tire outro", e ficava por aqui.

Quem está atrás do balcão atura cada uma!

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vem sol

por Maria Araújo, em 15.02.16

espalha a tua luz e calor, enche-nos de coisas boas, porque a gente merece e o mundo precisa.

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