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lá longe, junto ao mar

por Maria Araújo, em 14.07.17

Raramente falto às minhas aulas, no ginásio. Contudo, ontem, vendo o panorama do tempo que faz, e porque amanhã é sábado e há muito povo em todo o lado, decidi vir hoje relaxar o último dia da semana, na praia.

O vento é fraco, o mar é um sereno lago azul, o livro que me acompanha está a deliciar-me na leitura dos clássicos, lidos no tempo de escola.

Pela primeira vez, vi, lá longe, junto ao mar, um carro parado na praia.

Uns minutos passaram ele avançava junto ao mar em direcção oposta, onde eu estava.

Quando passou perto, tirei a foto...

Vigilância?! Ou teria "descarregado" os vigilantes lá longe na praia? Não gostei de o ver percorrer a praia junto ao mar sereno.

Quando as gaivotas sentem o cheiro da comida dos pescadores que almoçam naquela mesa no alto da duna da praia, é um alvoroço de grasno e de vôo desenfreado à espera que um pequeno pedaço de alimento, ou migalha, caia na areia, ou lhes seja oferecido como manjar.

Vim almoçar uma sande (aproveito a net do café para escrever este post), e beber um panachê.

Vou à peixaria comprar peixe fresco, e regresso à praia.

Enquanto agosto não chega e os emigrantes não invadem o país, aproveito o tempo bom que faz e a calma deste mês de julho para desfrutar da minha paixão que é a praia.

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a revisão

por Maria Araújo, em 30.05.17

Quando deixei o carro na oficina, expliquei à recepcionista, que faz o registo da entrada do carro, que fizessem a revisão dos travões , que na última revisão pedira para verificar, mas a chiadeira continuava.

Entretanto, o responsável da oficina veio ter comigo, expliquei-lhe o que se passava: que  esta chiadeira acontecia em marcha lenta, quando travo, sobretudo em dias quentes.

Confio muito no trabalho deste profissionais da oficina.

Fui buscar o carro no final da tarde.

Fiz o pagamento.

O responsável da oficina mostrou-me o pequeno arranjo no pára -choques para disfarçar a rachadura que tinha, ficou bem, combinamos um dia que eu queira, deixar lá o carro e fazer a reparação devida.

A distância entre a oficina e a minha casa será de 2,5km. Durante o percurso, tudo correu bem.

Já a entrar no acesso à minha garagem, travo o carro e a chiadeira deu sinal.

Verifiquei a factura: mudaram os filtros do óleo, do ar, substituíram o liquído do limpa vidros e mais umas pequenas coisas, mão de obra mecânica € 45,12, total de factura com IVA € 101,00.

Conheço mal a mecânica de automóveis, mas presumo que os travões precisariam de discos, ou pastilhas, sei lá,  ou alguma reparação dos mesmos.

Amanhã vou andar com o carro. Mal o ruído se manifeste, vou directamente à oficina. Deixo-o lá, alguém que vá dar um volta e teste os travões.

Fiquei zangada, muito zangada.

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 30.05.17

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Criei o hábito de levar o carro de 6 em 6 meses à oficina, salvo algum problema que tenha, que é raro, felizmente, tinha marcado para hoje verificarem os travões, o óleo e dar um jeito no pára-choques, que raspei um dias destes a fazer a manobra quando saía da garagem ( farta de a  fazer, mas sempre a correr o risco que um dia ia raspar, e chegou esse dia), mas como precisam de o tirar, soldar e retocar, hoje não era o dia adequado, decidimos que ficará para outra altura que não precise do carro e este possa ficar todo dia na oficina.

A pé, e mesmo longe da oficina, aproveitei para passar no mercado e comprar frutas e legumes.

Vinha um pouco carregada, descia a Avenida da Liberdade, aparece-me à frente uma mendiga ( conhecida na cidade), suja, com a voz de choro, com a mesma ladainha habitual: "dê-me uma moeda, tenho fome, dê-me..." encostando-se a mim e acompanhando o meu passo.

Quando alguém vem em cima de mim pedir uma moeda, perco a vontade de dar. Não gosto disso. (Aliás, não precisa de ser um pobre.  Uma amiga  minha tem o tique de se aproximar das pessoas, encosta-se a elas, o rosto fica muito próximo, os olhos quase se encostam aos nosso quando está a conversar. Fico atordoada. E incomoda-me. E afasto-me.)

De repente, ela diz : "Por favor, dê-me uma moeda, tenho fome. Você tem cara de boa pessoa."

Pousei o saco das compras no chão e respondi: "Muito bem, dou-lhe uma moeda, mas acabe com essa ladainha."

Calou-se.

Fui ao porta-moedas, tirei 0,50 e dei-lhe.

Não é pela moeda, não é por desprezo ou nojo de ver alguém sujo. É a insistência e colarem-se a quem passa na rua.

Mas fiquei com o coração muito apertado com o que ela me disse.

 

 

 

 

 

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a carta verde

por Maria Araújo, em 17.05.17

 

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Maio, o mês de pagar o seguro do carro e da casa, é costume receber o aviso de pagamento com um mês de antecedência ( o último foi com dois meses ).

Passou Abril, entramos em Maio e o aviso não chegava ( nem chegou) . Ainda pensei que viesse por correio.

Os dias passam, no dia 28 tenho de substituir o selo no carro, no dia três, enviei um e-mail ao agente cobrador.

Resposta:  zero!

Passou mais uma semana, nem e-mail, nem por CTT, nem o agente deu notícias. Liguei para este no dia oito.

"Ah, eu li o teu e-mail e na mesma altura reencaminhei para a seguradora, deves estar a receber."

Passaram estes dias e nada.

Ontem, borrifei-me no agente ( amigo meu) liguei para a seguradora.

"Contactou o agente?" perguntou a senhora.

Expliquei tim tim por tim tim  o que se passava, que estamos no limite e preciso de ter a carta verde.

Uns minutos depois, dá-me a entidade, a referência e o valor para efectuar o pagamento no multibanco. Após efectuar isto, enviam a carta verde.

Se for como há dois anos que nunca mais chegava,  tive de ligar ao agente e deslocar-me lá para a receber. Quinze dias depois do prazo limite recebi a da companhia. Fiquei com duas.

Hoje fiz o pagamento do seguro do carro, porque o da casa nem vê-lo.

Aguardo até terça-feira. Se nada chegar por CTT, lá vou ter de ir, mais uma vez, ao cobrador para emitir uma carta verde.

Quanta eficiência!

 

 

 

 

 

 

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a chave do meu carro

por Maria Araújo, em 27.10.16

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O meu carro tem 18 anos. À excepção das revisões poucos problemas me tem dado, anda bem, é um carro que vai aguentar nas minhas mãos até já não dar mais de si... a não ser que me saia o euromilhões ou o milhão, que jogo, despacho-o.

O porta-chaves é o de origem, está velhinho, mas resiste. Já o botão de comando anda a saltitar porque não há botão de borracha que o proteja. Cai, perde-se. Na oficina já nem põem nada.

Tem dias que só metendo a chave na fechadura a porta abre. Um dia destes cai e aí não sei se poderei usá-la mais.

Será que com fita cola vai resultar?!

 

 

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a chave do carro

por Maria Araújo, em 26.10.16

Os documentos do meu carro estão numa das divisórias da minha carteira. Quando vou ao ginásio levo-a comigo, assim como o porta-moedas com os trocos.

Se preciso de fazer compras, levo-os na mão, junto com o telemóvel e a chave do carro.

Hoje, depois da aula, passei pelo Lidl.

Paguei as compras com o cartão, aproveitei para levantar dinheiro na caixa multibanco. De repente olho para a mão esquerda, não vejo a chave do carro. 

Sabia que não tinha metido no saco das compras, de certeza que caíra ou pousara numa das prateleiras onde fui pegar algum  dos produtos.

Deixei as compras encostadas à parede, informei o funcionário da caixa que as deixava lá porque ia procurar a chave do carro.

Fui à prateleira dos lenços de papel, não estava. Lembrei-me que tinha pegado numa embalagem de beterraba e a metera num saco de plástico. Nada.

Dirigia-me para outra secção, mas decidi votar atrás. E vejo-a, a um cantinho, numa caixa de legumes.

Ao passar na caixa informei o funcionário: "encontrei!"

Mas isto não pode acontecer. Um dia pode cair em quaquer lado, não dou por nada, e fico sem ela.

 

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e pensei: "roubaram-me o carro! ...

por Maria Araújo, em 18.04.16

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ou alguém confundiu com o seu, e levou-o."

Fui ao centro comercial ver malas de viagem. Costumo estacionar o carro na rua, mas como poderia comprar alguma que gostasse, estacionei o carro no parque, piso -1, perto do elevador.

Fui à loja, não tinha a cor e o tamanho que queria, e as que gostei estavam esgotadas e/ou não há naquela loja.

A fucionária foi  ao computador, disse-me que na loja junto ao Continente havia uma em stock. Decidi ir lá..

Entrei no mesmo elevador e quando saí: "Ah, o carro?!", questionei-me. "Alguém levou o meu carro!"

No seu lugar estava um carro branco modelo e marca igual, mas branco.

"Esquisito, nunca tal me aconteceu", dizia de mim para mim.

Nunca ouvira comentar que houvesse roubo de carros, mas mesmo assim passou-me pela mente que alguém o roubasse.

Dei quatro voltas, fui mais à frente espreitar, voltei para trás, não fosse ter feito confusão. Nada!

As pessoas que entrava no elevador olhavam-me, percebiam que eu estava à procura do carro. Ninguém perguntou nada.

Decidi entrar no mesmo elevador e procurar um segurança.

Encontrei-o perto de uma loja junto a uma das saídas do centro.

Falei com ele.

Sorriu. "Não, aqui ninguém rouba carros. De certeza que a senhora  saiu no elevador errado."

"Eu não estou a dizer que o roubaram, estou a dizer que alguém podia ter levado o meu carro, por engano. Sei que isso pode acontecer."

"Não", repetia e sorria, "o seu carro está lá no lugar onde estacionou, tenho a certeza", dizia com muita convicção. "Em que elevador subiu?"

Expliquei, disse que conheço muito bem o centro, que nos dias de maior movimento nunca esqueci o lugar, que há muitos lugares vagos, não ia confundir o lugar onde deixara o meu.

"Siga-me", disse.

Descemos dois lanços de escadas, abre uma porta, duas portas, sempre a dizer "garanto que o seu carro está no lugar onde estacionou."...

E eis que deparo com o meu carro.

"É aquele! Não acredito! Como é possível? Eu desci neste elevador e no lugar do meu carro estava um carro da mesma marca, branco.

"Sabe que todos dizem a mesma coisa? A senhora não desceu neste elavador!"

"Desci, sim!"

E expliquei por onde viera, que passara a saída do parque do supermercado, que uma senhora estava a sair do estacionamento junto ao elevador, eu aproveitei para estacionar naquele lugar, uma vez que seria mais acessível chegar à loja.

E contou-me várias cenas, uma delas que um senhor afirmava que roubaram-lhe o carro, que andaram uma hora à procura dele, que perguntaram se não o tinha deixado na rua, o senhor convicto afirmava que não, até que um dos seguranças foi à rua verificar e o carro estava lá.  E contava que o senhor insistia que sempre o estacionava no parque, mas contrariamente ao habitual, dessa vez,  estacionou-o na rua, mas esquecera-se.

Ao mesmo tempo que comentava com ele que entrara e saíra naquele elevador, ele dizia que não, ainda muito confusa, e rindo-me, desfiz-me em desculpas.

O segurança dizia que eu entrara no elevador "x" junto à loja "y" ,  mas saíra noutro. E não estou a visualizar o dito elevador.

Entrei no carro, dei a volta para lembrar o percurso que fizera desde que entrara no parque. Passei junto do elevador e não vi o carro que estava no suposto lugar onde deixara o meu.

E ainda agora penso e farto-me de visualizar mentalmente o parque. Sempre e só conheci dois elevadores, os mais antigos, que estão em lados opostos, como podia eu  ter saído pelo elevador errado?

Nunca tal me aconteceu. 

Mas não vou ficar por aqui. Um destes dias vou voltar e ver qual o elevador que supostamente eu saí.

Nunca tal me acontecera. 

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só de pensar

por Maria Araújo, em 09.03.16

 

 

pneu furado luis fernado verissimo.gif

 

que amanhã o carro vai para a oficina para subsituir os pneus, ai, que me dói a carteira!

Falta saber se vão pôr os da frente, ou todos.

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O que fiz do recibo do seguro?

por Maria Araújo, em 19.11.15

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Organizada que sou com as contas, as faturas, os recibos, há pouco, e porque recebo via CTT o recibo do seguro do carro e da casa, faço o pagamento pelo netbanco.

Abro a gaveta onde costumo guardá-los e não o encontrei. A pasta onde tenho o contrato não tem nada, não sei o que fiz do papel. Nunca me aconteceu coisa semelhante.

Depois de remexer a gaveta duas três vezes, fui buscar a capa onde guardo os recibos e faturas das finanças, não fosse por engano, estar junto a uma delas. Nada!

O pagamento deve ser efectuado até ao dia 28, a única solução foi enviar um e-mail à companhia de seguros e pedir que enviem uma cópia, por esta mesma via.

E a minha máquina fotográfica está com um problema, tenho seguro dela,  preciso de a levar à loja, e não encontro a garantia.

Bolas! Onde anda a minha cabeça?

 

 

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os "acidentes" acontecem

por Maria Araújo, em 09.10.15

 

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Segunda-feira caiu um pedaço de estuque do tecto do escritório. Um estrondo que me assustou e deixou sem  reação, sem saber o que fazer.

Amanhã, vem o trolha fazer a obra.

Ontem, depois do futebol, tirei o carro da garagem para ir levar uma amiga a casa, a bateria quase não dava de si, mas pegou. E correu bem.

Hoje de manhã, prontinha para ir ao ginásio, dou à ignição e bateria, nada!

Não tinha como carregar ou empurrar o carro para ver se pegava e ir à oficina.

Subi, mudei de roupa, fui a pé (são 25 minutos)  à oficina. Se ligasse, obrigavam-me a estar aqui horas à espera que viessem pôr o carro a trabalhar.

Assim, na hora, vim com um funcionário, pôs o carro a trabalhar, fui deixá-lo lá para pôr uma bateria nova. Se esperasse um pouco, traria o carro, mas era hora de fazer o almoço, preferi deixá-lo, voltei para casa a pé.

Diz a simpática recepcionista: "mas se vem logo de tarde vai ter de fazer nova caminhada!"

E respondo eu: "Se há coisa que menos me incomoda é andar a pé. Por volta das 16h estou cá."

E em 4 dias lá vão uns quantos euros. E não imagino por quanto vai ficar a obra.

Confesso: "que mês, este!"

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desafio temático de fotografia

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6º Encontro Bloggers

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2º desafio de leitura

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