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cantinhodacasa

7,4 cêntimos?!

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em dias de chuva, e hoje ela não nos larga, uso o carro com mais frequência. então, tem sido a tarde a conduzir , ora vai levar a Sofia, ora vai buscá-la, e dentro de uma hora, lá vai a chauffer buscá-la e levá-la a casa.

o depósito está a ficar empty. tencionava deixar para amanhã meter gasolina mas com o aumento de 7,4 cêntimos, vai ser ainda hoje.

 

bolas, que aumento!

 

 

uma Japonesa

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foi, na quarta-feira passada, à primeira aula de antigravity.

A professora explicava os exercícios num Inglês fluente( vai viver para Hong Kong, pratica a língua).

Hoje, esqueci-me das sapatilhas em casa, não fui fazer o aquecimento no tapete antes da aula de antigravity, sentei-me num dos bancos em frente ao estúdio.

Na direção dos balneários, passa a "menina" Japonesa, diz-me bom-dia, perguntei-lhe se estava bem.

Volta a passar e fez-me sinal que ia fazer o aquecimento.

Dez minutos depois, regressa. Meto conversa com ela. Sentou-se ao meu lado.

Baixinha, como eu, simpática, vive há cerca de 6 meses em Braga. 

Convicta que estava a fazer alguma especialização na UM, não, veio viver para cá com o marido (fiquei a saber que é casada), inscreveu-se na UM para aprender Português.

Ia metendo algumas palavras em Português, como marido e filha (filha? perguntei em Inglês). Fiquei estupefacta! Ela tem um ar tão jovem, tão adolescente!

"Sim", diz " tem dois anos".

Quando perguntei onde trabalhava o marido, convencida que seria Japonês e estaria numa qualquer empresa, tipo Bosch, não, o marido é Sueco e é o diretor de loja do Ikea  que abre em Braga no próximo mês (disse-me "vá a net escreve Ikea Braga, e vê a fotografia do meu marido) .

A conversa foi em Inglês, mas ela já pediu para falarmos Português para aprender connosco, tem vontade em aprender vai dizendo as que já conhece. Brevemente estará a falar Português.

Adora Braga, já conhece Guimarães e alguma coisa do Porto, quer conhecer as cidades nortenhas e Lisboa.

Gostei de conhecer a jovem Koya.

 

 

 

 

heranças do passado

A mobília do meu quarto foi oferecida pela minha mãe. Gosto, mas já gostei mais.

Observo o quarto, já não gosto dele como está, perco-me no Pinterest e nos sites de decoração a ver coisas, muitas coisas, para a sala, para cozinha, para o quarto. Tudo é como eu gosto e desejava ter.

Pensei pintar a cama e a cómoda, mas sinto que não vou gostar, prefiro deixar como estão.

Há muito tempo que me apetece tirar aquela cama com cabeceira em palhinha (que gosto)  e pôr um sommier. Pensava na minha mãe. Desistia.

Ontem, decidi vê-los. Fui, apenas, à loja onde, há dois anos, a minha irmã comprou para o quarto dela. Nessa altura estive para fazer o mesmo, mas não era o momento certo para gastos, não comprei.

Comuniquei à minha irmã o meu desejo, sabendo eu que ela estaria totalmente de acordo, e disse-lhe, "não vale a pena ficar agarrada às coisas do passado", ao que ela me respondeu, "mas eu agarro-me muito".

Então, está decidido. O sommier que quero mandar fazer,  não leva cabeceira, é rebatível, fico com espaço nos armários para guardar roupas, malas e calçado.

Quando o Ikea vier para o burgo, completa-se a decoração do quarto: uma cadeira aqui, uns quadros ali, tapetes (que não uso, mas passo a usar) para dar um toque intimista e completa-se a decoração do quarto.

E do Pinterest, trouxe estes quartos.

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eu nem vou ao futebol

mas comento a "paródia" que assisto nos programas televisivos de desporto, a relevância  e os argumentos que cada comentador se agarra para defender o seu clube, mesmo que a razão não esteja do seu lado.

A equipa da minha terra não tem os melhores jogadores, mas tem os que a situação financeira permite. Cá na minha terra há quem seja vermelho de Lisboa, mas a maioria, acredito, é vermelho puro de Braga.

Ontem, nos últimos minutos do jogo com o Estorail, o SCB ganhou por duas bolas.

Não vi o jogo. Tenho o hábito de espreitar na página do Sapo, como está o resultado, mas ontem, talvez porque o jogo fosse às 21 h , não tinha nada na página.

Fui procurando na Liga Nos, estavam em igualdade, a zero, acabei por desligar o pc, não vi como ficou no final.

Nos canais de televisão discutia-se o Benfica e o Sporting, passavam imagens dos jogos, mostravam fotografias dos jogadores, motivo de discussão.

Esqueci o SCB.

Às páginas tantas, quase na hora de dormir, lembrei-me de ver o resultado final, pego no telemóvel e, "boa, ganhamos por 2 bolas a zero!" 

E porquê este post, para qum não entende quase nada de futebol?

Porque na página do FB, Braga Eventos, acabei de ler um artigo que, por uma tirinha de um jornal, pegou no tema e comentou, e bem, na minha opinião, o que se passa no futebol, nos estádios, com os adeptos e, sobretudo,  a relevância que os media dão aos três "grandes" clubes de Portugal.

 

Finalmente um jornal desportivo português tocou na (grande) ferida do Futebol Português.

 

Não se trata se um clube "pequeno" consegue ganhar um campeonato ou não. Aqui, esse problema também existe. No futebol português um campeão tem de ser um dos 3 "grandes".

O que o cartoon retrata é as bancadas dos Estádios.
É um problema que não abrange os estádio de Braga, Guimarães, Coimbra ou Aveiro. É um problema que abrange TODOS os estádios.

Somos livres de fazer as nossas escolhas,é certo. Ninguém pode obrigar nada a ninguém. Mas nós podemos fazer as nossas escolhas!

Se apoiamos a nossa selecção porque REPRESENTA O PAÍS, porque não apoiar o clube da cidade que REPRESENTA A CIDADE?

Se cada um de nós apoiasse o clube da sua cidade, o SL Benfica, Sporting CP e FC Porto continuariam com a mesma média nos estádios.

Já os restantes, em vez de terem médias de 12 000, teriam de 20 000.
Se os mais pequenos têm uma média de 1000, passariam a 5 000 ou mais!

O que isto contribui para o futebol português? Contribui com tudo.
Estádios mais cheios trazem mais alegria aos campos. Aos próprios jogadores. Trazia mais força aos "pequenos" para combater os grandes. Trazia mais vitórias. Mais dinheiro para os "pequenos" para melhores condições. Mais competitividade.

Teríamos mais "Leicester" a lutar pelo título. Mais "novas" finais das competições nacionais. Deixávamos de ter monotonia no campeonato.

Sim, é muito fácil ser-se de um grande.
É fácil a cada mercado receber milhões por um jogador vendido.
É fácil a cada mercado contratar os novos "Ronaldos" e "Messis".
É fácil a cada mercado contratar lendas do futebol.
É fácil ver o futebol no sofá.
É fácil ir para o trabalho no dia a seguir a cantar com a vitória da noite anterior.

Mas não sabem muita coisa. Não sabem o que é realmente o futebol.
Não sabem o que é ir ao estádio de 15 em 15 dias.
Não sabem o que é fazer uma "família" no estádio junto com os "vizinhos" de cadeira.
Não sabem o que é viver as emoções junto de desconhecidos.
Não sabem o que é percorrer quilómetros, apanhar temporais, perder um jogo e mesmo assim chegar à cama e pensar "dever cumprido!".

Sabem, sim, ouvir a conferência de imprensa quando ganham e mudar de canal quando perdem.

É fácil acompanhar a vitória na TV e virar as costas quando perdem. Quando se ganha "Sou do clube X desde pequenino", quando se perde "Eu não ligo muito ao futebol...".

Quem não é de um "pequeno" não sabe o que é vibrar verdadeiramente com todos os golos. Com todas as vitórias.
O orgulho que é ouvir que o nosso clube deu um brilharete numa outra cidade europeia. Que o nosso clube coloca a nossa cidade nos mapas.

Ser-se de um grande é fácil. Difícil é nunca abandonar um clube independentemente dos títulos que tem, dos jogos que ganha, dos jogadores que contrata.

Ser-se de um grande é fácil. Difícil é amar o futebol como os "pequenos" amam.

Quando um "grande" diz "quando ganhei aquele título estava no café com os amigos", o "pequeno" responde "Quando ganhamos, eu estive lá!". Ou então, "Quando perdemos, eu estive lá!".

Independentemente de tudo, NÓS ESTAMOS SEMPRE LÁ!

O SC Braga não é o clube com mais títulos. Não é o clube com os jogadores mais caros. Mas é o clube que enche de orgulho o coração de toda a Legião!

 
Foto de SC Braga - Eventos.

 

2º Livro Secreto

do desafio  M.J. .

Um autor desconhecido, o primeiro livro que leio, uma história surpreendente!

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Sinopse:
 
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. 
O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
 
 
Algumas passagens:
 
" Reflectia muito sobre isso também, quando um dia comecei a procurar na minha e nos meus livros. O tempo passava e a vida tornava-se  cada vez mais opaca em redor de mim. Os livros e as recordações acumulavam-se, adensavam-se. E cada livro continha uma pitada da verdadeira natureza das relações humanas, porque nenhum conhecimento torna uma pessoa mais sábia."
 
" A amizade, pensava eu - e tu, que andaste mais pelo mundo fora, certamente sabes mais e melhor que, aqui na minha solidão campestre - , é relação humana mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. É curioso, os animais conhecem-na também."
 
" Eras o parente de Chopin, o misterioso, o orgulhoso. Mas  no fundo da tua alma escondia-se uma emoção convulsiva -  o desejo de ser diferente daquilo que eras."
(...)  "Temos de suportar a traição e a infidelidade, e o que é mais difícil, entre todas as tarefas humanas, temos de suportar a superioridade moral ou intelectual de uma outra pessoa."
 
" Com um movimento lento, atira o pequeno livro para as brasas. As brasas começam a fazer um fogo escuro, acolhem a sua vítima, absorvem lentamente e fumegantemente a matéria do livro, chamas miúdas levantam-se das cinzas."